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Demorei um bom tempo para finalmente assistir Pousando no Amor. Sempre via elogios por todos os lados, e confesso que isso me gerava uma certa resistência. Quando uma série recebe um hype absurdo, comigo costuma ter o efeito contrário — ou crio expectativa demais, ou fico com preguiça de começar. Mas, enfim, assisti. E, no final das contas, gostei bastante. Não o suficiente para colocar no meu top 5, mas o suficiente para entender por que tanta gente gosta.
A dinâmica entre os personagens é, sem dúvida, um dos pontos mais fortes do dorama. A construção da relação entre Se-ri e Jeong-hyuk é delicada, intensa, cativante e, ao mesmo tempo, cheia de pequenas sutilezas que prendem o espectador. A forma como os soldados se envolvem com a Se-ri também me pegou de surpresa — foi genuíno, leve, divertido e, muitas vezes, emocionante.
Preciso ser muito honesta: comecei querendo desistir. Os três primeiros episódios não me fisgaram, e a duração dos episódios — que é mais longa do que precisava — não ajudava. Só fui realmente começar a gostar lá pelo 9º ou 10º episódio, quando a trama se desenrola na Coreia do Sul. Não sei explicar exatamente o motivo, mas senti que o roteiro ficou mais leve, mais fluido. Pode ter sido coisa da minha cabeça, mas foi a percepção que tive.
Os soldados são incríveis e cativantes. Já a família da Se-ri é um verdadeiro pé no saco — o que, na verdade, funciona dentro da proposta do roteiro. As mulheres da vila? Irritantes e divertidas na medida certa. Quanto à Dan… foi uma personagem que me causou agonia. A insistência no casamento, que era um destino traçado desde a adolescência, me deixava irritada. Mas, ao longo da trama, fica claro que muito disso foi alimentado por uma fantasia criada por ela mesma. Ainda assim, senti que ela merecia viver um romance com o Goo Jun Hee — um personagem cujo final eu não gostei, mas compreendi. De certa forma, sua saída foi importante para o crescimento da Dan, que finalmente pôde entender o que é ser amada e livre.
Agora, sobre o final… não achei tudo isso. Entendo as dificuldades do casal se estabelecer em um dos países de origem, dadas as circunstâncias. Mas me parecia totalmente viável que vivessem juntos na encantadora, neutra e pacífica Suíça. Existia caminho, sim. Ainda assim, admito que tenho uma certa tendência a não gostar dos finais dos doramas. Não espero nada mirabolante, mas, sinceramente, poucos realmente me cativam.
E, por fim — e talvez o ponto mais sensível — repito: eu gostei de Pousando no Amor, mas posso dizer com tranquilidade que Rainha das Lágrimas consegue ser melhor em vários aspectos. Inclusive, o final.
Essas são as minhas considerações. E sendo bem sincera? Sim, eu indico Pousando no Amor. Mesmo não estando no meu top 5 geral, é um dorama que vale a experiência — principalmente se você curte histórias com amor improvável, personagens carismáticos e um toque de crítica social disfarçada de leveza. Porque teve isso sim, basta observar com atenção.
Confesso que fui assistir ao filme já com uma certa desconfiança, muito por conta das diversas críticas negativas que o live-action recebeu. E, sendo bem sincera, elas estavam certas em tudo.
O filme tenta apresentar uma versão "mais moderna" do clássico, mas o resultado não ficou bom. Para mim, simplesmente não funcionou. Não consegui me conectar com a história, nem com os personagens. As atuações, de modo geral, deixaram a desejar — tudo me pareceu forçado ou sem emoção.
As músicas, que deveriam ser um dos pontos altos (afinal, estamos falando de um musical), também me decepcionaram. Nenhuma me marcou ou me comoveu. Soaram genéricas e um tanto esquecíveis. Em vários momentos, tive a sensação de que estavam ali apenas para cumprir uma função, mas sem realmente acrescentar algo à narrativa.
E sobre a Gal Gadot… foi difícil de assistir. Já considerava suas atuações medianas em outros filmes, mas aqui foi ainda pior do que eu esperava. Especialmente nas cenas em que precisa cantar e interpretar ao mesmo tempo — a performance não convence. Não é um papel que combina com ela, e isso ficou evidente.
Já sabíamos que o filme poderia ter mudanças em relação ao clássico original — isso era esperado. Ainda assim, havia uma expectativa de que essas mudanças fossem feitas com mais cuidado, entregando algo mais digno, como aconteceu com outros live-actions da Disney, como A Bela e a Fera, A Pequena Sereia ou Aladdin. Nesses casos, mesmo com "atualizações", o respeito pela essência da obra original ficou claro. Foram adaptações fiéis em todos os aspectos. Já em Snow White, esso praticamente não existe.
Se alguém disser que fui influenciada pelas críticas, eu até entenderia. Mas, honestamente, após assistir, percebi que tudo o que foi dito fazia sentido. O filme é apenas "ok", para não dizer péssimo. Não empolga, não emociona e não deixa vontade de rever.
Se houve algo que salvou minimamente a minha experiência, foi o personagem do Dunga. De resto, céus… não curti.
No fim, fica a sensação de um live-action que prometia resgatar a magia de um clássico, mas entregou apenas mais uma adaptação esquecível. Uma pena.
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Julie Oliveira,
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Equipe Filmow
Oi td bem? Obrigado por me adicionar e obg pelo comentário no filme da Liga da Justiça. abraços
É realmente impressionante ver como as coisas funcionam e, principalmente, acompanhar um pouco de como ela pensa. Fui ao show e fiquei maravilhada com tudo. Porém, compreender como ela criou tudo aquilo, desde o planejamento da estrutura do palco até a dinâmica de escolher quais “surprise songs” cantar em cada noite, foi realmente incrível.