Nilo
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Incêndios (Incendies) 2,0K 4.5

Incêndios

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (Hamnet) 417 4.2

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Pecadores (Sinners) 1,2K 4.0

Pecadores

Kill Bill: The Whole Bloody Affair (Kill Bill: The Whole Bloody Affair) 47 4.4

Kill Bill: The Whole Bloody Affair

Últimas opiniões enviadas

Cisne Negro (Black Swan) 7,9K 4.2

Cisne Negro

  • Nilo
    1 ano atrás

    Espetacular. O filme é um carrossel de emoções, mas é certo que a tensão e a perturbação me perseguiram por todo o filme. Darren Aronofsky fez com que me sentisse tão confuso feito Nina. A perturbação psíquica da personagem parece fundir-se com a do telespectador. O que foi real? O que foi imaginado por uma mente atormentada de alguém que busca a perfeição num meio tão disputado e cheio de intrigas, ciúmes e trapaças? A paranoia era fundamentada na realidade ou floresceu numa consciência infantil e insegura? Talvez, um pouco de ambos? Mila Kunis e Vincent Cassel foram incríveis em seus papéis. Barbara Hershey, como mãe de Nina, foi igualmente incrível. Cada qual com seu papel teve imenso êxito em dar sustentação para uma das mais brilhantes atuações que já tive o prazer de ver: a de Natalie Portman como Nina. Um Cisne Branco perfeito que pudemos observar perplexos e angustiados transformar-se num Cisne Negro. E todo o desenvolvimento da personagem é acompanhado pela belíssima fotografia e coreografia deslumbrante. O jogo de câmeras contribuiu muito na tensão que foi construída. Mas é preciso fazer menção à trilha sonora brilhante. Pareceu-me ser capaz de dar ritmo às batidas do meu coração do início ao fim. Soube manipular tanto o corpo quanto a mente. Não sei dizer o porquê de eu ter demorado tanto a assistir ao filme pela primeira vez, mas é certo que fiquei feliz por não tê-lo visto quando garoto. Foi uma experiência esplêndida. Torço para que um dia eu possa ter a oportunidade de revê-lo numa sala de cinema. "Cisne Negro" é, sem dúvidas, uma obra prima!

    editado
  • Zona de Interesse (The Zone of Interest) 694 3.6

    Zona de Interesse

  • Nilo
    2 anos atrás

    É um daqueles filmes que não sei se merece nota 3 ou nota 5. É preciso ser justo com a obra em si, ao mesmo tempo que é impossível desconectá-la da cultura humana. Achei genial a escolha de retratar o evento histórico a partir duma perspectiva familiar - no caso, de uma família nazista - enquanto mantém os horrores isolados por muros altos. Entretanto, muito me incomoda que a técnica foi usada para discutir mais uma vez o nazismo. Considerando que é um filme que trata de sociedade, história e política, me parece impossível desconsiderar que a exploração excessiva da temática em questão contribui - e muito - para a ideia de que o que há de mais terrível é o Holocausto, o nazismo e afins e que nada é tão grave quanto ou que nada pode ser comparado a tal. Será que algum dia veremos algum filme sobre ingleses vivendo seu cotidiano enquanto levam milhões de indianos à morte pela fome? Será que algum dia veremos algum filme sobre israelenses curtindo festivais de música eletrônica com a tragédia da Faixa de Gaza ao fundo? Será que algum dia veremos algum filme sobre estadunidenses vivendo suas vidas fúteis e torpes enquanto tramam, conspiram e bombardeiam meio mundo? Eu duvido. O cinema é uma arma incrível e o Império sabe manejá-la muito bem.

  • Maestro (Maestro) 268 3.1

    Maestro

  • Nilo
    2 anos atrás

    De uma certa forma vejo que Bradley Cooper, em Maestro, acertou num aspecto que Ridley Scott, em Napoleão, errou terrivelmente: equilibrar a figura central - aqui, Leonard Bernstein - e a relação com sua companheira - Felicia Montealegre. Entretanto, confesso desconhecer a trajetória de Bernstein - assim, não saberia dizer em que medida a figura do maestro pode ter ficado distante do que se esperava. O filme parece ter sido produzido pensando nas glórias do tapete vermelho. Com exceção do que tange

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    o câncer e a morte de Felicia,

    faltou emoção. Desconhecedor da história de Bernstein, não pude entender com o filme o porquê de sua história merecer ser contada. Veja: sei que foi uma figura lendária da música, entretanto, não senti que Cooper foi capaz de transmitir o fato aos espectadores. Sua atuação foi muito boa. Acredito, porém, que foi ofuscada pela atuação de Carey Mulligan, que para mim se destacou bastante! Não consigo porém dissociar as atuações do filme como um todo. Nesse sentido, lamento bastante que Leonardo DiCaprio tenha sido preterido entre as indicações de Melhor Ator no Oscar, dando lugar a Bradley Cooper. Se fôssemos nos restringir à atuação, talvez fosse uma boa disputa. Mas, ao colocar as obras em perspectiva, acredito que o ator de Assassino da Lua das Flores merecia (muito) mais a indicação. Um ponto extremamente positivo: a maquiagem. Cooper estava parecidíssimo com Bernstein. As cenas em que já está idoso são ainda mais marcantes nesse aspecto. De maneira geral: é um filme 'ok'. Me parece que se preocuparam demais com a técnica e se esqueceram do mais importante: a magia - a alma da arte.

    editado
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