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No episódio 7, na cena da grade, me senti como o personagem dizendo "Wow" ao perceber a lógica e a simplicidade do funcionamento dos eventos. Até então, eu estava com imensa dificuldade de compreender como uma pessoa poderia "quebrar" uma previsão determínistica fazendo o contrário do que a previsão mostrava, me parecia um paradoxo, uma incoerência. A partir do momento em que se entende que a pessoa olhando o futuro está na realidade situada no futuro da linha temporal na qual aquele evento já ocorreu, considerando o multiverso, a mente explode. Ela pensa que está vendo o futuro quando na verdade aquele futuro já é efeito dela ter visto o futuro. O futuro visualizado na verdade já é um passado ocorrido na linha temporal que permitiu a ela ver seu futuro.
Em termos simples, ela pensa que tem o livre arbítrio e pensa em termos de OU é/OU não é (ou faço ou não faço, por exemplo), quando na verdade o multiverso é em termos de 'é E não é" ao mesmo tempo:
a. uma linha alternativa onde o futuro se concretiza E
b. uma linha alternativa onde não se vê o futuro
A máquina nunca viu o futuro, apenas a probabilidade computacional.
O red flag já aconteceu quando ela dava um fora nele, o rejeitava, e ele insistia, comportamento típico (mas não exclusivo, que fique claro) de stalker perseguidor e que só considera sua própria vontade. Ela, num momento de vulnerabilidade devida à doença, enfim cedeu às investidas e constituiu família com ele. Mas não se muda a índole de uma pessoa, nem mesmo com uma família perfeita.