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Melhor adaptação dos Três Mosqueteiros dos cinemas, na minha humilde opinião (no que se refere ao primeiro volume da estória, pelo menos).
Dentro da mesma temática, também gosto muito de "O Homem da Máscara de Ferro" (1998), que seria uma adaptação do terceiro volume (“O Visconde de Bragelonne”) da trilogia dos mosqueteiros, de Alexandre Dumas.
Embora a trama principal contada neste filme seja "concluída" de forma bem fechadinha, o mesmo acaba num baita gancho, deixando o caminho pavimentado para a continuação da saga, caso o filme vá bem nas bilheterias/ seja bem recebido pelo público e crítica (assim espero).
No mais, ótimas atuações, (destaque pro carisma de François Civil,como D'Artagnan e para Eva Green, como Milady), idioma original todo em francês (o que ajuda na imersão, considerando que o conto se passa na França), bela fotografia e figurinos, além das boas cenas de ação.
Como um fã da obra original e tendo ciência de que se trata de uma adaptação, me encontro ansioso pela sequência!
Como toda adaptação, por mais que o live-action de Lilo & Stitch se mantenha fiel à animação original em boa parte do tempo, algumas coisas mudam — o que é bom em certos aspectos e ruim em outros.
No quesito adaptação, achei acertada a decisão de fazer com que os personagens alienígenas se disfarçassem como humanos, em vez de apenas usarem roupas humanas por cima de seu visual claramente extraterrestre. Isso traz mais credibilidade para o live-action — já que nem tudo que funciona em animação funciona em live-action — e, de quebra, ajuda a reduzir os custos com efeitos visuais.
Achei interessante a ideia da Nani querer estudar biologia marinha — algo totalmente novo, introduzido no live-action, já que na animação original seu foco era apenas manter a casa e cuidar da irmã. No entanto, não tenho certeza se gostei da forma como isso foi desenvolvido e concluído no filme. Importante esclarecer: ela vai estudar biologia marinha, e não se alistar na Marinha — como vi um usuário comentar abaixo. A própria Lilo faz essa confusão como piada no filme, mas sugerir que há alguma tentativa de promover militarismo é forçar uma leitura que simplesmente não está presente no longa.
As atrizes principais — Maia Kealoha (Lilo) e Sydney Agudong (Nani) — estão excelentes em seus papéis, trazendo emoção e carisma.
O ponto mais fraco, para mim, foi a exclusão do General Gantu, que era o principal antagonista na animação. Claramente, foi uma decisão para economizar em CGI, embora os realizadores aleguem que o personagem “não funcionou nos testes”.
Com sua ausência, o papel de vilão ficou a cargo de Jumba Jookiba, o criador do experimento 626. Isso, para mim — como fã do original — foi um grande erro. Na animação, Jumba tem afeto por sua criação e atua mais como um cientista excêntrico e atrapalhado do que como vilão. Transformá-lo num antagonista puro elimina um dos arcos mais bonitos do original: o conceito de ohana e a jornada de aceitar sua família, por mais imperfeita que ela seja.
No fim das contas, em termos de nostalgia, o filme é até divertido. Os pontos altos são as atuações das protagonistas e os efeitos visuais, que funcionam bem. Pleakley continua garantindo boas risadas e Stitch continua cativante. Mas as mudanças no enredo, principalmente o corte de Gantu e
a distorção do papel do Jumba
Dou nota 3 pela diversão e pelo carinho com que algumas partes foram feitas, mas o final me deixou desapontado. Para quem se sentiu da mesma forma, recomendo revisitar a animação original.