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Algumas ideias pra quem acabou de ver o filme e só tem uma grande interrogação na cabeça:
Se pensado de forma linear, a história de Jonas é mais ou menos assim: Jonas estava em um navio que naufragou e o deixou à deriva no mar. Ele lança uma garrafa ao mar dizendo seu nome e que está perdido. Eventualmente acham a garrafa e autoridades passam a procurá-lo até ele finalmente ser achado. É aí que ele conhece a futura esposa. Conforme o tempo passa, Jonas consegue um trabalho no hotel para sustentar a sua família.
É uma questão de ligar os pontos: na TV, uma reportagem de histórias de esperança e a notícia da garrafa encontrada. Na televisão, sua mãe clama que ele entregue a sua alma a Deus e mude de vida. Na cena da piscina, a esposa fala sobre como ele estava carente ao retornar e se apaixonou por ela. Na igreja, ela agradece o caminho que ambos tem seguido enquanto família e enquanto religiosos. Ao conversar com um colega sobre MBA, Jonas diz que conseguiu o emprego ao mostrar seu passado para o chefe.
A partir daí, pode-se seguir dois caminhos de interpretação:
No primeiro, o Profeta Sem Nome é fruto da imaginação de Jonas. Ele é responsável pelo assassinato da própria família e se aproveita dessa criação para seguir os seus desejos reprimidos. Assim, a divisão de Jonas em dois personagens é uma reflexão sobre suas escolhas, desejos, arrependimentos, delírios, fantasias e assim por diante.
No segundo, o Profeta Sem Nome é um personagem real e apareceu na vida de Jonas para "corrigir um erro". Assassinar a família de Jonas foi a forma que o Profeta encontrou de "reiniciar" o sistema, "matar o bug" - ou fazer Jonas correr atrás de corrigir o que foi feito. Neste sentido, Jonas se divide entre universos paralelos até que, na virada do ano novo, no local em que ele coincidiu estar, houve a Inversão. O Jonas da neve é cuspido da realidade como quem tem uma nova chance com a família. Aqui você consegue encaixar mais referências religiosas apresentadas ao longo do filme.
Como esse filme conseguiu um 4.1 eu não sei. Os personagens e eventos foram extremamente rasos, construídos em cima de fórmulas prontas e sem nenhuma originalidade; o uso excessivo de efeitos especiais e tela verde resultou em atuações constrangedoras onde os atores claramente não interagem com nada; o foreshadowing excessivo tornou absolutamente todos os acontecimentos previsíveis... ai minha J. K. Rowling por que tirastes outra obra do ventre de HP e colocas-te-o na terra para pisar-la com teus próprios pés?
Últimos recados
kkk ta rindo de que man
KKKKKKK aí aamoooooo, amigos contra os blockbuster podreees hahahaha
Eu quis muito gostar desse filme. As atuações são boas, a fotografia é impecável e o enredo elabora uma reflexão bacana sobre uma realidade de (sobre)vivência enquanto a América dos sonhos dourados segue intocável no fundo. Mas... é muito lento, ao ponto que chega a ser cansativo. Além disso, apesar de toda a sutileza nos detalhes e na simbologia do filme, a cena final ~final~ foi na contramão de todo o resto e acabou parecendo uma propaganda da Disney (não no bom sentido).