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Adaptar um clássico intocável é sempre um risco, mas quando a poeira dos anos 70 assenta, o que sobra é uma obra que desafia nossas expectativas. Entre atuações lendárias que moldaram a cultura pop e escolhas musicais altamente questionáveis, a versão de 1974 de O Pequeno Príncipe é uma experiência cinematográfica peculiar que exige ser redescoberta. Convido você a embarcar nesse asteroide e revisitar uma das adaptações mais curiosas e subestimadas do cinema.
Para os fãs apaixonados do livro original, a maior virtude desta adaptação reside em como ela captura o lirismo e a inocência da história. Pessoalmente, sinto que o roteiro conseguiu traduzir a prosa de Saint-Exupéry respeitando a essência de seus diálogos. A dinâmica construída entre o Piloto (Richard Kiley) e o jovem Príncipe (Steven Warner) transborda emoção genuína. Kiley entrega a dose exata de exaustão e desilusão de um adulto calejado pela vida, enquanto Warner personifica a curiosidade incansável e, por vezes, a teimosia infantil do Príncipe. O filme consegue transmitir com uma eficácia admirável a mensagem central do livro: o perigo real de deixarmos nossa criança interior morrer com o tempo e a urgência de dar valor àquilo que é essencialmente invisível aos olhos.
Mergulhar neste visual é fazer uma viagem no tempo. Há um charme inegável na estética ligeiramente psicodélica típica dos anos 70, que acaba se adequando perfeitamente ao tom de fábula da narrativa. Sinto uma alegria imensa ao ver os truques de câmera antiquados em ação. A escolha da direção em utilizar lentes grande-angulares e espelhos para deformar o cenário cria a ilusão perfeita de pequenos planetas esféricos. Além disso, o fato de tudo ter sido feito com cenários práticos e figurinos criativos, quase teatrais, traz uma criatividade crua e manual. Em uma era atual dominada por CGI impecável, porém muitas vezes sem alma, a textura artesanal deste filme homenageia visualmente as ilustrações originais em aquarela do próprio autor.
Um ponto de extrema importância que merece destaque é a representação da Rosa, o grande amor e a maior fonte de angústia do Príncipe. A decisão de humanizar a flor, escalando a estrela da Broadway Donna McKechnie para o papel, foi uma aposta estética muito ousada. O que poderia ter sido uma escolha bizarra se revela uma tradução visual fascinante. McKechnie traz a dose exata de vaidade, capricho dramático e, sobretudo, uma vulnerabilidade disfarçada de orgulho. Através de sua coreografia e expressões, o filme materializa brilhantemente a complexidade dos relacionamentos amorosos, tornando palpável o motivo pelo qual o Príncipe precisou partir para, no fim, entender o verdadeiro valor de quem ele deixou para trás.
Um dos pilares da obra de Saint-Exupéry é a crítica feroz à lógica vazia dos "gente grande". O filme incorpora isso nas visitas do Príncipe a outros asteroides, conhecendo figuras como o Rei e o Homem de Negócios. Embora eu ache que o elenco de apoio entregue caricaturas teatrais muito bem executadas, é exatamente aqui que o filme justifica muitas das críticas medianas que recebe. Essa estrutura episódica transforma pequenas reflexões do livro em sequências e números musicais bastante longos, que acabam quebrando o ritmo da narrativa principal que se desenrola no deserto. É uma faca de dois gumes: a sátira é visualmente interessante, mas narrativamente exaustiva, deixando a experiência um tanto fragmentada em seu segundo ato.
É impossível analisar este longa sem dedicar um espaço especial às suas participações especiais, que são, indiscutivelmente, os picos criativos da obra e ajudam a recuperar o fôlego da trama. A performance do lendário Bob Fosse como a Serpente transcende o próprio filme. Vestido de preto no meio do deserto, Fosse entrega uma coreografia escorregadia, ameaçadora e hipnótica. Seus passos de dança meticulosos não apenas roubaram a cena, mas ditaram tendências — as raízes claras dos movimentos que mais tarde seriam imortalizados por Michael Jackson estão inegavelmente ali.
Logo em seguida, temos Gene Wilder entregando uma Raposa memorável. Wilder traz o seu clássico tom que mistura doçura, excentricidade e uma profunda melancolia. A famosa sequência em que a Raposa pede para ser "cativada" é talvez o momento mais comovente do filme, entregue por Wilder com uma vulnerabilidade tão grande que nos ajuda a absorver instantaneamente todo o peso filosófico do encontro.
Ao contrário do que muitos pais e produtores da indústria atual costumam pensar, eu defendo ferrenhamente que as crianças estão perfeitamente preparadas para processar temas mais obscuros, desde que abordados com sensibilidade. Uma das coisas que mais admiro neste filme é a sua recusa em higienizar o final da história. A abordagem sobre a despedida, o abandono do corpo físico e o luto é mantida com uma poeticidade cortante. Acho essencial não blindar as mentes jovens o tempo todo. Para mim, utilizar a alegoria e a fantasia para promover conversas difíceis sobre a efemeridade da vida e a eternidade dos laços afetivos não é um defeito assustador, mas sim um dos triunfos mais corajosos da produção.
Avaliando de forma mais crítica e distanciada, é inevitável classificar o filme como uma obra de resultado mediano devido a um conflito estrutural claro. Adaptar um livro tão quieto e introspectivo para os moldes grandiosos de um musical de Hollywood é uma tarefa quase impossível, e as fissuras são evidentes. Respeito imensamente a ambição da produção, mas há uma desconexão rítmica constante. A direção vibrante de Stanley Donen muitas vezes entra em choque com a natureza contemplativa do material base. O resultado é um filme que sofre de um ritmo episódico e arrastado. Ele se encontra em um doloroso meio-termo: é bizarro e filosófico demais para ser um blockbuster comercial e mastigado, mas engessado demais pelas convenções de estúdio para ser uma obra de arte livre e puramente autoral. É, na sua essência, um filme perfeitamente imperfeito.
Se o conflito tonal deixa o filme no meio-termo, é na sua trilha sonora que a obra infelizmente desaba. Preciso concordar com a ala mais crítica do público e dos especialistas: a música prejudica a narrativa de maneira contundente. É frustrante ver a genialidade lírica da dupla Alan Jay Lerner e Frederick Loewe resultar em canções tão esquecíveis e mal encaixadas. As músicas não apenas falham em grudar na cabeça, como frequentemente surgem em momentos de péssimo timing. Sinto que as canções, em vez de expandirem a emoção, interrompem o fluxo do filme. Elas tentam traduzir diálogos filosóficos profundos em rimas forçadas de cabaré, o que quebra drasticamente a imersão do espectador na jornada introspectiva dos personagens.
Colocando na balança a sua estética inventiva, atuações memoráveis, ritmo irregular e tropeços musicais, o saldo que fica é o de uma experiência cinematográfica ímpar. Acredito firmemente que vale a pena conhecer — e mostrar para a nova geração — este pedaço esquecido e imperfeito do cinema setentista. A essência de "O Pequeno Príncipe" sobre confiança, amor, perda e amizade é tão monumental e atemporal que resiste a qualquer formato datado ou escolha questionável de direção. Encorajo você a dar o play sem preconceitos, reunir a família e permitir-se absorver a mensagem. Há chances reais de que, ao subir dos créditos, você consiga olhar além dos defeitos técnicos e resgatar um pouco daquela magia invisível aos olhos que apenas as grandes histórias sabem despertar.
É uma regra quase não dita em Hollywood: se um filme faz sucesso, a sequência é inevitável. Mas até que ponto adicionar um número ao título e reciclar uma vilã icônica justifica a existência de uma obra? Quando me sentei para revisitar o universo canino da Disney, a expectativa era reencontrar o charme que tornou o primeiro filme um clássico instantâneo. No entanto, o que encontrei foi uma produção que late muito, mas não morde, tentando desesperadamente equilibrar nostalgia com ideias requentadas. Será que um guarda-roupa fabuloso e um punhado de filhotes adoráveis são suficientes para sustentar quase duas horas de filme? A resposta, infelizmente, é mais complexa e decepcionante do que parece.
Se há algo que impede este filme de ser um desastre total, é o domínio absoluto de Glenn Close. Eu não posso deixar de aplaudir como ela rouba a cena completamente com uma performance fabulosa e deliciosamente perversa. Ela não sai do personagem por um segundo sequer. Aliado a isso, temos o seu guarda-roupa. As peças intrincadas, elegantes e cheias de texturas criadas por Anthony Powell não apenas complementam o prestígio da vilã, mas convencem o público de que ela se sente verdadeiramente superior aos "meros mortais". O problema é que o brilho de Close acaba evidenciando o quão ofuscado e sem graça é o resto do filme.
Na minha visão, a capacidade do diretor Kevin Lima de criar um filme em live-action onde os cães projetam inteligência e emoção quase humanas é notável e traz o conforto clássico da Disney. Porém, o mesmo não pode ser dito sobre o elenco humano de apoio. A ausência da maior parte do elenco original gera uma decepção imediata. Para substituí-los, temos Ioan Gruffudd e Alice Evans. Embora cumpram a função básica de trazer uma bondade genuína para contrabalançar a maldade de Cruella, eles são rostos apáticos na tela. O romance entre os dois é mal desenvolvido, superficial e facilmente esquecível diante das peripécias dos cachorros.
Outro ponto que salta aos olhos — nem sempre pelos melhores motivos — é a escalação de Gérard Depardieu como o estilista francês Jean-Pierre Le Pelt. Se no filme original tínhamos a dinâmica clássica e trapalhona de Gaspar e Horácio, aqui temos um vilão secundário que beira o cartunesco. A atuação de Depardieu é tão exagerada que muitas vezes ultrapassa a linha do humor e cai no constrangimento. Embora funcione em momentos isolados para arrancar algumas risadas fáceis das crianças com seu sotaque carregado e trejeitos bizarros, no geral, sua presença soa como uma tentativa desesperada de preencher a lacuna deixada pela falta de antagonistas mais carismáticos.
É inegável que os filhotes de dálmata são o coração da franquia, especialmente a simpática filhote sem manchas, Oddball (Albina). No entanto, o roteiro tenta injetar mais energia introduzindo novos animais como alívio cômico, destacando-se o papagaio Tagarela (Waddlesworth), que acredita firmemente ser um rottweiler. Embora a ideia de um pássaro com crise de identidade seja criativa no papel, na tela ela acaba se tornando uma distração barulhenta. Esse excesso de personagens não-caninos rouba um tempo precioso de tela dos verdadeiros protagonistas, diluindo o foco da narrativa e testando a paciência do espectador mais velho.
No aspecto técnico, a obra é um produto claro de sua época, marcando uma transição visual incômoda. Por um lado, a direção de arte entrega cenários práticos que são visualmente interessantes e vibrantes — a exemplo do covil industrial e do apartamento estiloso de Cruella. Por outro, os efeitos visuais gerados por computador (CGI) não envelheceram bem. A tecnologia usada para apagar as manchas de Oddball e para animar as sequências de ação mais absurdas destoa do charme tátil e realista do live-action de 1996. É um ponto mediano na produção: a cenografia encanta, mas o abuso de um CGI embrionário quebra frequentemente a imersão na magia do filme.
O grande pecado de 102 Dálmatas é a sua completa falta de originalidade. A principal crítica que faço ao roteiro é que ele é uma repetição cansativa da fórmula do primeiro filme, o que faz a continuação soar puramente como uma tentativa corporativa do estúdio de lucrar com a franquia. O enredo é raso e pouco inspirado. Para o público adulto que acompanha as crianças, a história se torna arrastada e, em muitos momentos, um teste de paciência frente a uma narrativa previsível.
A direção falha gravemente ao tentar encontrar o tom do filme, resultando em uma verdadeira montanha-russa desconfortável. Por um lado, há um excesso de comédia pastelão extrema — pessoas caindo em banheiros, sendo jogadas em bolos gigantes — que subestima a inteligência do espectador. Por outro lado, o filme flerta com um tom surpreendentemente sádico em seu terceiro ato. Cenas envolvendo fornos industriais e máquinas de cortar são intensas e sombrias demais para a classificação indicativa livre, podendo assustar o público infantil mais jovem. Essa bipolaridade narrativa impede que a obra atinja perfeitamente qualquer um de seus públicos-alvo.
102 Dálmatas é um filme que se sustenta unicamente no visual extravagante de sua vilã e na fofura de seus animais, falhando em entregar uma história que justifique sua existência. É uma obra de roteiro fraco, tom desequilibrado e personagens humanos descartáveis, servindo apenas como um entretenimento passageiro e esquecível. Contudo, a experiência cinematográfica é sempre subjetiva. Recomendo que você assista ao filme, tire suas próprias conclusões e veja se a genialidade caricata de Glenn Close é suficiente para compensar as derrapadas da direção. Afinal, a melhor crítica é aquela que você mesmo constrói após a sessão.
Quando a Disney anunciou um filme de origem para uma de suas vilãs mais icônicas, a dúvida pairou no ar: como humanizar a mulher cuja maior ambição era transformar filhotes de dálmatas em casacos? A resposta veio em forma de uma revolução punk-rock londrina, embalada por figurinos deslumbrantes e uma atitude subversiva. Cruella promete um banquete visual e uma quebra nas fórmulas tradicionais do estúdio, mas será que tanto estilo é o suficiente para sustentar uma história que tenta transformar um monstro em uma anti-heroína incompreendida? Prepare-se para mergulhar nos bastidores fashionistas dessa vilã, onde o brilho inegável da produção tenta, a todo custo, esconder algumas costuras soltas no roteiro.
Na minha leitura da obra, o grande pilar de Cruella atende por dois nomes: Emma Stone e Emma Thompson. A esmagadora maioria dos elogios que o filme recebe é direcionada, de forma justíssima, à dinâmica entre essas duas atrizes. Percebe-se aqui uma influência nítida da energia rebelde e caótica da Arlequina de Margot Robbie (em Esquadrão Suicida) incrustada na Cruella de Stone, somada ao esqueleto narrativo e hierárquico de O Diabo Veste Prada. Emma Stone consegue a façanha de conferir uma identidade própria a esse caldeirão de influências, com uma entrega total que quase nos faz esquecer a sombra da lendária caracterização de Glenn Close nos anos 90. Do outro lado, Emma Thompson entrega uma Baronesa irônica, fria e absolutamente magnética. Quando as duas estão em cena, o filme atinge seu ápice.
Como crítico, sinto que a obra abandona qualquer pretensão de ser excessivamente dramática em prol de uma catarse visual sem precedentes. O design de produção e os figurinos são, de longe, o ponto mais irretocável do longa. O visual punk-rock da Londres dos anos 70 não é apenas um pano de fundo, mas um espetáculo que dita a narrativa. É revigorante e até surpreendente ver a Disney arriscar um tom mais sombrio, maduro e cheio de estilo. Esse "lado avesso" das amarras corporativas do estúdio resulta em figurinos explosivos e numa maquiagem que conta a história da transição psicológica da personagem antes mesmo que ela diga uma palavra.
Em meio ao furacão que é o embate entre as duas Emmas, o elenco de apoio luta para manter seu espaço. A dupla de vigaristas Jasper (Joel Fry) e Horace (Paul Walter Hauser) traz coração e um humor físico dinâmico que remete às animações clássicas, funcionando surpreendentemente como a bússola moral de Estella ao longo da trama. Eles são adições genuinamente divertidas e bem-vindas. No entanto, outros talentos de peso, como Mark Strong (no papel do enigmático mordomo John) e o carismático Artie (John McCrea), acabam ofuscados. Eles orbitam a protagonista de forma essencialmente utilitária, servindo muito mais como engrenagens pontuais para fazer a história avançar do que como figuras desenvolvidas e tridimensionais.
A curadoria musical é recheada de clássicos absolutos do rock e pop das décadas de 60 e 70, como The Rolling Stones, Queen e The Doors. Por um lado, essa trilha injeta um combustível inegável nas cenas de transição e nos momentos de "assalto" e moda. No entanto, observando a montagem e o ritmo, percebo que a inserção constante dessas músicas beira o excesso. O filme, por vezes, confunde linguagem cinematográfica com linguagem de videoclipe. A música deixa de ser um complemento emocional para se tornar uma muleta narrativa, tocando incessantemente e não permitindo que a história respire no silêncio que certas cenas dramáticas exigiriam.
Analisando a linguagem cinematográfica, Craig Gillespie acerta ao importar a câmera irrequieta e os movimentos ágeis que já havia utilizado com sucesso em Eu, Tonya. Há uma energia propositalmente cartunesca na forma como a ação é filmada — com planos-sequência virtuais, zooms rápidos e transições criativas — que combina perfeitamente com a proposta extravagante e um pouco absurda do mundo da alta-costura. Esse dinamismo na direção ajuda a ditar a energia das cenas e mascarar as convenções batidas da história, mantendo o espectador visualmente estimulado mesmo quando a trama decide andar em círculos.
Um ponto que inegavelmente divide águas nesta obra é a própria "higienização" da personagem-título. O roteiro se esforça exaustivamente para criar uma justificativa trágica para as atitudes de Cruella, o que acaba diluindo a essência sádica que a tornou famosa. Em vez da figura perversa e ameaçadora da animação original, temos uma jovem revolucionária e incompreendida, lutando contra um "sistema" corporativo. Se, por um lado, essa roupagem de anti-heroína engaja o espectador moderno e nos faz torcer ativamente por ela, por outro lado, soa como um passo extremamente seguro e cauteloso da Disney. Fica evidente um certo medo do estúdio de abraçar e retratar a verdadeira vilania em sua forma pura.
É aqui que o brilho do vestido começa a mostrar seus fios soltos. Com cerca de 2 horas e 14 minutos, Cruella é indiscutivelmente longo demais. Qualquer espectador atento sentirá o ritmo despencar no segundo ato. A história ganharia muito mais força e urgência se passasse por um corte refinado na ilha de edição, enxugando uns bons 20 a 30 minutos de repetições. Além disso, por baixo de todo o visual arrojado, o roteiro não esconde sua previsibilidade. A tentativa da Disney de "limpar a barra" de sua vilã, criando paralelos inevitáveis com filmes como Coringa, acaba resultando em armadilhas de roteiro e reviravoltas que o público mais treinado consegue antecipar a quilômetros de distância.
No frigir dos ovos, Cruella se consagra como aquele tipo raro de filme do qual não precisávamos necessariamente, mas cujo desbunde estético e atuações carismáticas proporcionam um prazer inegável. É uma experiência cinematográfica mediana e mista: peca pelo inchaço de sua longa duração, pelos excessos de videoclipe e por um roteiro previsível e higienizado, mas triunfa ao entregar um visual deslumbrante, uma atitude subversiva e um duelo de atrizes fantástico. Recomendo fortemente que você prepare a pipoca, embarque nessa revolução punk londrina e assista ao filme. Deixe-se levar pelo espetáculo e tire suas próprias conclusões sobre como a moda e a vingança se misturaram na criação dessa icônica vilã.