A Beira

A Beira (2019)
Média do filme: 3.8 de 5 — baseado em 6 votos
MÉDIAFILMOW
3.8
6 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Alison Klayman
Data de lançamento 30 Jan. 2019 Outras datas
Duração 91 min (1h31)

Dirigido por

Data de lançamento

30 Jan. 2019

Duração

91 minutos
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Sinopse

O BRINK é uma crônica da antiga estratégia do ex-chefe de estratégia da Casa Branca, Steve Bannon, de espalhar o nacionalismo extremo pelo mundo.

Gênero:
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Tigre de Papel | Trailer Legendado

Tigre de Papel

Comentários 0
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lucasmaldonado31
Lucas
6 anos atrás

The Brink (A Beira) é um documentário que acompanha Steve Bannon, articulador político que ganhou fama após coordenar a campanha vitoriosa de Donald Trump à presidência dos EUA em 2016 em uma campanha polêmica, que permitiu a Bannon angariar capital político para formar uma rede mundial chamada O Movimento, articulação populista de extrema direita que visa chegar ao poder e combater imigrantes, o globalismo, o comunismo, o Papa, dentre outras coisas.

Um dos objetivos desse O Movimento é através de uma rede que envolve governos no campo da extrema direita, líderes políticos e empresários fortalecer essa rede ao redor do mundo e The Brink retrata justamente os bastidores em que Bannon se reúne e visita diversos países ao mesmo tempo em que no ano de 2018 está envolvido com as eleições legislativas dos EUA com campanha para diversos candidatos republicanos.

A posição anti imigrantes se revela um dos pontos centrais desse movimento e pode ser observado que Bannon articulava para tentar implodir a UE com a eleição de diversos partidos e lideranças populistas e só para citar alguns com que Bannon possui boas relações como Marine Le Pen, Mateo Salvini, Victor Orbán, etc. Para essas pessoas, defender a construção do muro entre EUA e Mexico ou que os imigrantes sejam deportados é justificável, pois os imigrantes colocam em risco os empregos dos americanos e doa europeus, seu estilo de vida e cultura de forma geral.

Uma questão que surge naturalmente com a criação desse grupo é seu financiamento e o documentário pontua esse momento, quando um jornalista questiona Bannon sobre os financiadores da organização C4, articulada pelo próprio Bannon, que alega que não pode divulgar o nome dos doadores, pois são privados.

A política externa complexa mundial é crucial para seu entendimento e um exemplo é as relações entre EUA e China. Bannon se reuniu com Miles Kwok, bilionário chinês que é acusado de vários crimes por seu governo e uma das coisas que o documentário revela é uma suposta ideia para derrubar o Partido Comunista Chinês. Aliás, Kwok anunciou que iria doar 100 milhões para Rule of The Law Fundo, gerenciada é claro, por Bannon.

É de tamanha notoriedade as intenções de Bannon que este realizou um documentário que o próprio classifica como propaganda chamado Trump @War, que foi utilizado nas eleições legislativas americanas em vários estados para fazer propaganda para candidatos republicanos apoiados por Trump.

Em outro momento, Bannon é confrontado por um jornalista e em uma entrevista negou e alegou não lembrar que tenha dito que o Brothers of a Italy é um partido neo fascista, e o jornalista disse que Bannon afirmou duas vezes, ao mesmo tempo que disse que o Movimento não aceitaria membros com essa ideologia nem antisemitas e quando confrontado.

John Thornton, presidente da Goldman Sachs, disse em um conversa com Bannon sobre as eleições eleitorais em 2018 em que este concorda: "Nós vamos pegar Bernie Sanders, os hispânicos e os negros". Bannon repetiu diversas vezes durante a projeção em vários momentos alegando não ser racista, antisemita dentre outras acusações, embora saibamos que na verdade é. O exemplo disso foi quando apoiou o candidato ao senado do Alabama, Roy Moore, acusado de abuso sexual.

Por um lado, a eficiência de The Brink está principalmente em retratar esses bastidores de articulação política com lideres de extrema direita ao redor mundo, apesar de esbarrar no próprio limite da obtenção das informações. Por outro, peca pela figura do próprio Bannon, que soa dissimulado quando confrontado por jornalistas e pela forma com que lida com as pessoas ao seu redor.

Fica no ar com a derrota dos republicanos nas eleições legislativas americanas dois pontos, que através das eleições e do bom senso é possível derrotar essa onda de extrema direita, e também que Bannon não é o articulador político que se pensa, quando temos justamente uma ascensão cada vez maior desse fenômeno da nova extrema direita e o cenário não é nada animador, pois se dependermos de eleições para barrar esse movimento, nossa derrota já pode estar consumada.

cinetrama
Cinetrama
7 anos atrás

Aonde assistir? Se alguém souber onde tem, avisa aqui.Ok?

tony_montana
Tiago Oliveira
7 anos atrás

Resenha após exibição no É Tudo Verdade 2019 em SP
https://epoca.globo.com/documentario-desmistifica-relevancia-de-bannon-nas-eleicoes-23594715

Filme "A Beira" desconstrói imagem de influenciador-mor do estrategista americano

Na primeira recepção em uma visita internacional como presidente, em março, Jair Bolsonaro sentou-se entre Olavo de Carvalho e o marqueteiro político Steve Bannon na residência de Sérgio Amaral, então embaixador do Brasil nos Estados Unidos. A cena reforçou a dúvida sobre o grau de importância de Bannon na eleição de Bolsonaro. Teria o marqueteiro realmente sido relevante?

O filme A beira fornece um bom material para quem não gosta da imagem de influenciador-mor do estrategista. O documentário — lançado no festival americano de Sundance em janeiro deste ano e em exibição no brasileiro É Tudo Verdade — não retrata um gênio da política, mas um homem que sabe associar sua imagem a figuras poderosas. Com isso, ele consegue a atenção midiática que quer para si, mas acumula mais derrotas do que parece à primeira vista.

Vindo do setor privado, Stephen K. Bannon entrou na política já próximo dos 50 anos pelo movimento conservador Tea Party e foi um dos diretores do portal de notícias Breibart . Assumiu a direção da campanha de Donald Trump três meses antes da eleição, quando ganhou muita notoriedade. Com a vitória republicana, virou estrategista-chefe da Casa Branca. Perdeu o cargo sete meses depois. Mas não a atenção midiática.

A diretora Alison Klayman teve acesso ao círculo íntimo de Bannon. Ela o acompanhou em reuniões e comícios logo depois de sua demissão, em agosto de 2017, até as eleições legislativas americanas, em novembro do ano passado. Nesse período, Bannon se dividiu entre coordenar o Movimento, coalizão que pretende aumentar a presença da extrema-direita anti-Bruxelas no Parlamento Europeu, e o Cidadãos da República dos EUA, que quer reforçar o “nacionalismo econômico” no governo Trump.

O resultado de ambos os movimentos até agora não é bom. Quase todos os candidatos endossados pelo estrategista perderam as eleições legislativas americanas ou nem passaram das primárias, ficando atrás de republicanos de outras alas. Na União Europeia, alguns partidos já se afastaram do seu grupo. O Movimento espera reunir mais de 20 partidos, mas até agora conseguiu poucos políticos de peso além do vice-primeiro-ministro italiano Matteo Salvini e do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente brasileiro.

Em um momento revelador do filme, Bannon chega a admitir para as câmeras que sua busca é mais por poder do que por ideias. “Todo partido populista ou nacionalista que parece viável eu tento ajudar. É o que eu fiz por 40 anos. Não é diferente de quando, nos anos 80, eu sentava no Goldman Sachs com empreendedores ou companhias de tecnologia e mídia.”

Mesmo sem evidência conhecida de participação do estrategista nas eleições brasileiras, a vitória de Bolsonaro é vista como troféu do movimento global populista. No filme, há apenas uma citação ao nome de Jair Bolsonaro, sem destaque. Logo após a eleição de Bolsonaro, Bannon aparece em um debate que menciona a ascensão de líderes de direita, entre eles o presidente brasileiro.

A primeira vez que Bannon falou publicamente sobre Bolsonaro foi em 26 de outubro do ano passado, quando ele declarou apoio ao então candidato, em uma entrevista para a BBC Brasil. Antes disso, Bannon estivera com Eduardo Bolsonaro, em agosto, ocasião em que disse ter dado conselhos ao filho de Bolsonaro.

Klayman, que se define como antifascista, não faz perguntas muito incisivas ao longo do filme, mas mostra acesso privilegiado a reuniões com políticos de extrema-direita de uma dúzia de países europeus. Bannon, que não parece se importar com a presença das câmeras na maior parte do tempo, demonstra saber, no entanto, que seu retrato no filme não seria positivo. Em determinado momento, diz: “Eu vou ser esmagado nesse filme”. Após o lançamento em Sundance, a diretora disse que pretendeu desmistificar Bannon, não humanizá-lo.

Bannon também é documentarista — dirigiu dez filmes, todos com temas políticos — e já chegou a ser chamado de “a Leni Riefenstahl do Tea Party”, em referência à cineasta ligada ao nazismo, responsável pelo filme de propaganda O triunfo da vontade .

Em A beira , Bannon também é apresentado como alguém que passa muito tempo falando com repórteres e, muitas vezes, parece conseguir o que quer deles. Trump parece concordar. “Steve finge estar em guerra contra a imprensa, que ele chama de partido de oposição, mas durante seu tempo na Casa Branca vazava informações falsas para a imprensa, para parecer muito mais importante do que era. É a única coisa que ele faz bem”, escreveu o presidente americano em nota pública no ano passado. Apesar de Bannon dizer publicamente que trabalha para causas afins a Trump, hoje ele é avaliado como um incômodo para a Casa Branca.

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Quem Bate à Minha Porta? Paris nos Pertence Assunto de Família A Favorita Almas Gêmeas
watched in 2019
por edition_limitee

Elenco de A Beira

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Steve Bannon 0 0

Steve Bannon

(Ele mesmo)

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