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Por que Homeland (Série de TV 2011-2020) tá bombando de novo na Netflix depois de 15 anos?
A Netflix acabou de lançar todas as oito temporadas de Homeland, e é impressionante como isso parece relevante de novo rapidamente.
Estrelado por Claire Danes e Damian Lewis, o show acompanha a brilhante, mas bipolar, analista da CIA Carrie Mathison enquanto ela mergulha no contrterrorismo pós-11 de setembro, sua obsessão por Abu Nazir e anos de xadrez geopolítico que só ficam mais sombrios.
O realismo (Alex Gansa e Howard Gordon consultaram oficiais de inteligência e diplomatas) deu um peso sério à série. Ela ganhou 6 Emmys e 7 Globos de Ouro, e até políticos como Obama a elogiaram abertamente.
Se você jamais assistiu — ou quer rever a TV do pico da paranóia — agora é a hora. É inteligente, tenso, bagunçado e ainda bate de forma desconfortavelmente próxima à realidade.
P/S: Tópicos em alta, relevância cultural renovada, marcos importantes, disponibilidade em redes sociais em novas regiões do mundo e eventos atuais relacionados estão despertando um interesse renovado.
Valeu por me aceitar! ;)
Obg Duílio. Indicações de filmes são bem vindas.
Perfeito talvez não seja a palavra.<br/><br/>Assisti ao final de Good Omens com aquela sensação estranha de quem se despede de algo que ainda tinha muito a dizer. A segunda vinda de Cristo, um tema imenso, simbólico, cheio de camadas teológicas, filosóficas e narrativas, foi sintetizada em um único episódio como se fosse possível espremer o apocalipse dentro de uma mala pequena demais. E isso, sinceramente, me pareceu quase um crime criativo.<br/><br/>Havia ali matéria para uma temporada inteira. Havia conflito, ironia, céu, inferno, fé, dúvida, amor, destino, rebeldia, contradição. Mas muita coisa foi mutilada no caminho. O que poderia ter sido uma grande travessia virou uma despedida apressada.<br/><br/>Ainda assim, o final me comoveu.<br/><br/>Talvez porque, por trás de todos os cortes e escolhas questionáveis, ainda restou algo verdadeiro: a melancolia de quem precisa dizer adeus. E eu vou sentir falta do Crowley. Poucos anti-heróis foram tão cínicos, tão elegantes e tão dolorosamente humanos quanto ele. Um demônio que, no fundo, parecia entender melhor a alma do que muitos anjos.<br/><br/>Good Omens termina menor do que poderia. Mas Crowley fica. E talvez seja essa a pequena eternidade que a série conseguiu salvar.