O que eu mais gosto nesse filme é a coragem do Lynch. Ele não tava nem aí, cara! É uma ode à insanidade total. É mal editado? MUITO! Mal roteirizado? MUITO! Mas é tão bom! 😆😆😆
Bradley Cooper larga a batuta de maestro para operar o bisturi. Isso Ainda Está de Pé? é a antítese do drama de divórcio hollywoodiano: aqui não há gritos de tribunal, apenas o silêncio ensurdecedor de uma casa que perdeu o sentido. Will Arnett entrega a atuação da vida, transformando o palco de comédia em um divã de angústias, provando que a Academia cometeu um crime ao ignorá-lo. Um filme que entende que a intimidade não evapora com a separação; ela calcifica. Cinema de lente fechada e alma aberta.
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é um retrato claustrofóbico e angustiante do esgotamento humano levado ao limite. A direção de Mary Bronstein cola a câmera ao rosto da protagonista para transformar o cotidiano em horror psicológico, onde não há monstros externos, apenas estruturas que esmagam: maternidade compulsória, sistema de saúde indiferente, trabalho exaustivo e solidão emocional.
Rose Byrne entrega uma atuação explosiva e sem concessões, construída a partir da contenção, do desgaste progressivo e do nervo exposto. Sua personagem é uma mulher pressionada por tudo e amparada por nada, caminhando como uma bomba emocional prestes a implodir. Não há busca por simpatia ou redenção fácil, apenas uma exposição brutal da falência do cuidado e da culpa que acompanha quem insiste em continuar funcionando.
Um filme incômodo, sufocante e profundamente honesto, que não se assiste para relaxar, mas para atravessar. Forte candidato a figurar entre as grandes atuações do ano e a colocar Rose Byrne na corrida ao Oscar de Melhor Atriz em 2026.
Há filmes que confiam na palavra. Valor Sentimental confia no que sobra quando ela falha. O filme começa com um retorno tardio: um pai volta quando as filhas já aprenderam a existir sem ele. Não há promessa de reconciliação, apenas a tensão de dividir o mesmo espaço depois de anos vivendo em silêncios diferentes.
A força do filme está na recusa em explicar demais. Os personagens falam pouco. Observam muito. Olhares sustentados dizem mais do que qualquer acerto de contas verbal. Não é estilo. É consequência emocional. Quando a linguagem familiar se desgasta, resta o corpo tentando comunicar o que nunca encontrou forma.
O cinema surge como idioma íntimo desse pai ausente. Ele se expressa melhor através da câmera do que do afeto direto. Criar foi, ao mesmo tempo, sua maneira de se aproximar e de fugir. O filme se sustenta exatamente nesse paradoxo: a arte como ponte e como ameaça.
A casa onde a história se passa não é cenário neutro. Ela guarda tempo, memória e desgaste. Uma rachadura visível atravessa sua estrutura. Não simboliza a fratura emocional da família. Ela é essa fratura. Está ali porque nunca foi cuidada. Cresceu no abandono.
Valor Sentimental não oferece catarse nem redenção fácil. Oferece reconhecimento. Ao final, não há cura, apenas consciência. Algumas relações não se recompõem; apenas aprendem a conviver com o que foi possível viver.
The Mastermind não é um filme sobre o assalto. O assalto acontece, mas quase não importa. O filme está muito mais interessado no sujeito que teve a ideia e no estrago que isso causa depois.
Ambientado em 1970, ele soa absurdamente atual. Fala dessa pressão meio invisível de ter que “dar certo”, de ser alguém importante dentro da família e da sociedade. O protagonista não entra nessa por ambição ou genialidade, mas por cansaço. E isso torna tudo mais triste e mais humano.
Kelly Reichardt aposta num ritmo lento, cheio de silêncio e pequenas ações. Nada de glamour ou tensão artificial. Josh O’Connor está ótimo como esse cara deslocado, meio perdido, que tenta ocupar um lugar que nunca foi realmente dele.
É um filme que observa mais do que explica. Não agrada todo mundo, mas fica. E fica justamente porque mostra o fracasso de um jeito comum, quase cotidiano.
Manas é um filme claustrofóbico não pela violência que mostra, mas pela estrutura que a permite existir. Cercada pelas águas de Marajó, a infância é sufocada pela omissão do Estado, pela submissão ensinada e pelo silêncio que vira regra. Marianna Brennand denuncia sem espetáculo: o horror está no olhar que não ri, na rotina que normaliza o abuso e na ausência de saída. Um filme sereno, duro e necessário, que fere mais pelo que sugere do que pelo que exibe.
Nem mesmo a excelente performance de Meghann Fahy foi capaz de sustentar o interesse em Drop: Ameaça Anônima. Com vinte minutos de filme, já era possível prever não só o desfecho, mas cada curva da estrada que levaria até lá.
Novacaine é aquele tipo de filme que entra como ação e sai como experiência. Jack Quaid surpreende num papel que mistura brutalidade com humanidade, e a direção sabe exatamente onde bater — e onde não aliviar. A ideia de um protagonista que não sente dor podia virar gimmick fácil, mas aqui é usada com inteligência e tensão real. Sem pirotecnia desnecessária, só ação crua, personagens bem construídos e um ritmo que não dá trégua. Difícil sair ileso depois desse filme — e nem tem analgésico que resolva.
Better Man é uma cinebiografia ousada que foge do óbvio! Com uma narrativa repleta de metáforas visuais e números musicais grandiosos, o filme mergulha na mente inquieta de Robbie Williams, explorando sua luta contra vícios, fama e seus próprios demônios. A escolha de representá-lo como um chimpanzé digital pode dividir opiniões, mas é inegável que traz um toque único à experiência. No fim, é uma jornada intensa, criativa e emocionalmente poderosa. Vale a pena conferir!
Um Completo Desconhecido" faz um recorte interessante da juventude de Bob Dylan, trazendo uma ambientação impecável e uma atuação cativante de Timothée Chalamet. O filme recria com primor o Greenwich Village dos anos 60 e explora as relações e influências que moldaram Dylan, mas sem mergulhar tão fundo em sua genialidade artística quanto poderia. James Mangold entrega uma cinebiografia competente, mas sem grandes ousadias – um folk bem tocado, mas sem aquele improviso genial. Para fãs, é um prato cheio; para curiosos, uma boa porta de entrada.
Brady Corbet entrega um filme imponente, pesado e frio, como a própria arquitetura brutalista que o inspira. Adrien Brody brilha no papel de um arquiteto húngaro que busca um lugar no mundo, mas encontra um sonho americano feito de muros e distâncias. A fotografia e a direção de arte são impecáveis, mas a direção exagera na experimentação, perdendo a rigidez que a obra exigia. É um filme lento, denso e incômodo, que não facilita a vida do espectador – mas talvez seja essa sua maior força.
Golpe Explosivo
2.9 34 Assista AgoraÓtima surpresa!
Veludo Azul
3.9 819 Assista AgoraO que eu mais gosto nesse filme é a coragem do Lynch. Ele não tava nem aí, cara! É uma ode à insanidade total. É mal editado? MUITO! Mal roteirizado? MUITO! Mas é tão bom! 😆😆😆
Trama Fantasma
3.7 821 Assista AgoraUm poema mórbido escrito com luz, sombra e som. Belíssimo filme.
A Odisseia
4.2 583Nolan finalmente encontrou sua Ítaca. Nem a trilha de game épico dos anos 2010 conseguiu estragar esse ótimo filme. Filmaço, galera!
Morcego Negro
3.6 3Uma história muito bem editada aqui neste doc.
Sonhar com Leões
3.6 27 Assista AgoraÉ tão legal a sincronia perfeita entre atuação, edição e trilha sonora. Roteiro inteligentíssimo e ágil. Ótimo filme.
Metal Lords
3.5 317 Assista AgoraDelícia de filme. Que roteiro massa!
Virgínia e Adelaide
3.6 11 Assista AgoraFilme lindo. Bela surpresa. Gostei bastante da atuação de ambas, mas Gabriela Correa foi esplendida. A Sophia é uma grande atriz também.
O Bolo do Presidente
3.9 12É tão bom que nem sei o que comentar. Filmaço!
Peaky Blinders: O Homem Imortal
3.2 127 Assista AgoraPressa. Pressa. Pressa. Merecia um final digno. Decepção.
Vitória
3.7 251 Assista AgoraFernanda Montenegro é um elemento da natureza. Sem mais.
Kill Bill: The Whole Bloody Affair
4.4 50Obra de arte. É tão magnífico que eu nem sei o que escrever sobre.
Isso Ainda Está de Pé?
3.3 21 Assista AgoraBradley Cooper larga a batuta de maestro para operar o bisturi. Isso Ainda Está de Pé? é a antítese do drama de divórcio hollywoodiano: aqui não há gritos de tribunal, apenas o silêncio ensurdecedor de uma casa que perdeu o sentido. Will Arnett entrega a atuação da vida, transformando o palco de comédia em um divã de angústias, provando que a Academia cometeu um crime ao ignorá-lo. Um filme que entende que a intimidade não evapora com a separação; ela calcifica. Cinema de lente fechada e alma aberta.
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
3.6 205 Assista AgoraSe Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é um retrato claustrofóbico e angustiante do esgotamento humano levado ao limite. A direção de Mary Bronstein cola a câmera ao rosto da protagonista para transformar o cotidiano em horror psicológico, onde não há monstros externos, apenas estruturas que esmagam: maternidade compulsória, sistema de saúde indiferente, trabalho exaustivo e solidão emocional.
Rose Byrne entrega uma atuação explosiva e sem concessões, construída a partir da contenção, do desgaste progressivo e do nervo exposto. Sua personagem é uma mulher pressionada por tudo e amparada por nada, caminhando como uma bomba emocional prestes a implodir. Não há busca por simpatia ou redenção fácil, apenas uma exposição brutal da falência do cuidado e da culpa que acompanha quem insiste em continuar funcionando.
Um filme incômodo, sufocante e profundamente honesto, que não se assiste para relaxar, mas para atravessar. Forte candidato a figurar entre as grandes atuações do ano e a colocar Rose Byrne na corrida ao Oscar de Melhor Atriz em 2026.
Valor Sentimental
3.9 403 Assista AgoraHá filmes que confiam na palavra. Valor Sentimental confia no que sobra quando ela falha. O filme começa com um retorno tardio: um pai volta quando as filhas já aprenderam a existir sem ele. Não há promessa de reconciliação, apenas a tensão de dividir o mesmo espaço depois de anos vivendo em silêncios diferentes.
A força do filme está na recusa em explicar demais. Os personagens falam pouco. Observam muito. Olhares sustentados dizem mais do que qualquer acerto de contas verbal. Não é estilo. É consequência emocional. Quando a linguagem familiar se desgasta, resta o corpo tentando comunicar o que nunca encontrou forma.
O cinema surge como idioma íntimo desse pai ausente. Ele se expressa melhor através da câmera do que do afeto direto. Criar foi, ao mesmo tempo, sua maneira de se aproximar e de fugir. O filme se sustenta exatamente nesse paradoxo: a arte como ponte e como ameaça.
A casa onde a história se passa não é cenário neutro. Ela guarda tempo, memória e desgaste. Uma rachadura visível atravessa sua estrutura. Não simboliza a fratura emocional da família. Ela é essa fratura. Está ali porque nunca foi cuidada. Cresceu no abandono.
Valor Sentimental não oferece catarse nem redenção fácil. Oferece reconhecimento. Ao final, não há cura, apenas consciência. Algumas relações não se recompõem; apenas aprendem a conviver com o que foi possível viver.
É um filme que não consola. Observa. E permanece.
Quando o Céu se Engana
3.2 131 Assista AgoraMe surpreendeu! Bem legal o filme.
The Mastermind
3.0 34 Assista AgoraThe Mastermind não é um filme sobre o assalto. O assalto acontece, mas quase não importa. O filme está muito mais interessado no sujeito que teve a ideia e no estrago que isso causa depois.
Ambientado em 1970, ele soa absurdamente atual. Fala dessa pressão meio invisível de ter que “dar certo”, de ser alguém importante dentro da família e da sociedade. O protagonista não entra nessa por ambição ou genialidade, mas por cansaço. E isso torna tudo mais triste e mais humano.
Kelly Reichardt aposta num ritmo lento, cheio de silêncio e pequenas ações. Nada de glamour ou tensão artificial. Josh O’Connor está ótimo como esse cara deslocado, meio perdido, que tenta ocupar um lugar que nunca foi realmente dele.
É um filme que observa mais do que explica. Não agrada todo mundo, mas fica. E fica justamente porque mostra o fracasso de um jeito comum, quase cotidiano.
Manas
4.2 152 Assista AgoraManas é um filme claustrofóbico não pela violência que mostra, mas pela estrutura que a permite existir. Cercada pelas águas de Marajó, a infância é sufocada pela omissão do Estado, pela submissão ensinada e pelo silêncio que vira regra. Marianna Brennand denuncia sem espetáculo: o horror está no olhar que não ri, na rotina que normaliza o abuso e na ausência de saída. Um filme sereno, duro e necessário, que fere mais pelo que sugere do que pelo que exibe.
Homem com H
4.2 533 Assista AgoraBom filme.
Drop: Ameaça Anônima
3.0 247Nem mesmo a excelente performance de Meghann Fahy foi capaz de sustentar o interesse em Drop: Ameaça Anônima. Com vinte minutos de filme, já era possível prever não só o desfecho, mas cada curva da estrada que levaria até lá.
Novocaine: À Prova de Dor
3.2 210 Assista AgoraNovacaine é aquele tipo de filme que entra como ação e sai como experiência. Jack Quaid surpreende num papel que mistura brutalidade com humanidade, e a direção sabe exatamente onde bater — e onde não aliviar. A ideia de um protagonista que não sente dor podia virar gimmick fácil, mas aqui é usada com inteligência e tensão real. Sem pirotecnia desnecessária, só ação crua, personagens bem construídos e um ritmo que não dá trégua. Difícil sair ileso depois desse filme — e nem tem analgésico que resolva.
Better Man: A História de Robbie Williams
3.8 112 Assista AgoraBetter Man é uma cinebiografia ousada que foge do óbvio! Com uma narrativa repleta de metáforas visuais e números musicais grandiosos, o filme mergulha na mente inquieta de Robbie Williams, explorando sua luta contra vícios, fama e seus próprios demônios. A escolha de representá-lo como um chimpanzé digital pode dividir opiniões, mas é inegável que traz um toque único à experiência. No fim, é uma jornada intensa, criativa e emocionalmente poderosa. Vale a pena conferir!
Um Completo Desconhecido
3.5 237 Assista AgoraUm Completo Desconhecido" faz um recorte interessante da juventude de Bob Dylan, trazendo uma ambientação impecável e uma atuação cativante de Timothée Chalamet. O filme recria com primor o Greenwich Village dos anos 60 e explora as relações e influências que moldaram Dylan, mas sem mergulhar tão fundo em sua genialidade artística quanto poderia. James Mangold entrega uma cinebiografia competente, mas sem grandes ousadias – um folk bem tocado, mas sem aquele improviso genial. Para fãs, é um prato cheio; para curiosos, uma boa porta de entrada.
O Brutalista
3.6 312 Assista AgoraBrady Corbet entrega um filme imponente, pesado e frio, como a própria arquitetura brutalista que o inspira. Adrien Brody brilha no papel de um arquiteto húngaro que busca um lugar no mundo, mas encontra um sonho americano feito de muros e distâncias. A fotografia e a direção de arte são impecáveis, mas a direção exagera na experimentação, perdendo a rigidez que a obra exigia. É um filme lento, denso e incômodo, que não facilita a vida do espectador – mas talvez seja essa sua maior força.