Perfeito talvez não seja a palavra.Assisti ao final de Good Omens com aquela sensação estranha de quem se despede de algo que ainda tinha muito a dizer. A segunda vinda de Cristo, um tema imenso, simbólico, cheio de camadas teológicas, filosóficas e narrativas, foi sintetizada em um único episódio como se fosse possível espremer o apocalipse dentro de uma mala pequena demais. E isso, sinceramente, me pareceu quase um crime criativo.Havia ali matéria para uma temporada inteira. Havia conflito, ironia, céu, inferno, fé, dúvida, amor, destino, rebeldia, contradição. Mas muita coisa foi mutilada no caminho. O que poderia ter sido uma grande travessia virou uma despedida apressada.Ainda assim, o final me comoveu.Talvez porque, por trás de todos os cortes e escolhas questionáveis, ainda restou algo verdadeiro: a melancolia de quem precisa dizer adeus. E eu vou sentir falta do Crowley. Poucos anti-heróis foram tão cínicos, tão elegantes e tão dolorosamente humanos quanto ele. Um demônio que, no fundo, parecia entender melhor a alma do que muitos anjos.Good Omens termina menor do que poderia. Mas Crowley fica. E talvez seja essa a pequena eternidade que a série conseguiu salvar.
Bradley Cooper larga a batuta de maestro para operar o bisturi. Isso Ainda Está de Pé? é a antítese do drama de divórcio hollywoodiano: aqui não há gritos de tribunal, apenas o silêncio ensurdecedor de uma casa que perdeu o sentido. Will Arnett entrega a atuação da vida, transformando o palco de comédia em um divã de angústias, provando que a Academia cometeu um crime ao ignorá-lo. Um filme que entende que a intimidade não evapora com a separação; ela calcifica. Cinema de lente fechada e alma aberta.
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é um retrato claustrofóbico e angustiante do esgotamento humano levado ao limite. A direção de Mary Bronstein cola a câmera ao rosto da protagonista para transformar o cotidiano em horror psicológico, onde não há monstros externos, apenas estruturas que esmagam: maternidade compulsória, sistema de saúde indiferente, trabalho exaustivo e solidão emocional.
Rose Byrne entrega uma atuação explosiva e sem concessões, construída a partir da contenção, do desgaste progressivo e do nervo exposto. Sua personagem é uma mulher pressionada por tudo e amparada por nada, caminhando como uma bomba emocional prestes a implodir. Não há busca por simpatia ou redenção fácil, apenas uma exposição brutal da falência do cuidado e da culpa que acompanha quem insiste em continuar funcionando.
Um filme incômodo, sufocante e profundamente honesto, que não se assiste para relaxar, mas para atravessar. Forte candidato a figurar entre as grandes atuações do ano e a colocar Rose Byrne na corrida ao Oscar de Melhor Atriz em 2026.
Há filmes que confiam na palavra. Valor Sentimental confia no que sobra quando ela falha. O filme começa com um retorno tardio: um pai volta quando as filhas já aprenderam a existir sem ele. Não há promessa de reconciliação, apenas a tensão de dividir o mesmo espaço depois de anos vivendo em silêncios diferentes.
A força do filme está na recusa em explicar demais. Os personagens falam pouco. Observam muito. Olhares sustentados dizem mais do que qualquer acerto de contas verbal. Não é estilo. É consequência emocional. Quando a linguagem familiar se desgasta, resta o corpo tentando comunicar o que nunca encontrou forma.
O cinema surge como idioma íntimo desse pai ausente. Ele se expressa melhor através da câmera do que do afeto direto. Criar foi, ao mesmo tempo, sua maneira de se aproximar e de fugir. O filme se sustenta exatamente nesse paradoxo: a arte como ponte e como ameaça.
A casa onde a história se passa não é cenário neutro. Ela guarda tempo, memória e desgaste. Uma rachadura visível atravessa sua estrutura. Não simboliza a fratura emocional da família. Ela é essa fratura. Está ali porque nunca foi cuidada. Cresceu no abandono.
Valor Sentimental não oferece catarse nem redenção fácil. Oferece reconhecimento. Ao final, não há cura, apenas consciência. Algumas relações não se recompõem; apenas aprendem a conviver com o que foi possível viver.
The Mastermind não é um filme sobre o assalto. O assalto acontece, mas quase não importa. O filme está muito mais interessado no sujeito que teve a ideia e no estrago que isso causa depois.
Ambientado em 1970, ele soa absurdamente atual. Fala dessa pressão meio invisível de ter que “dar certo”, de ser alguém importante dentro da família e da sociedade. O protagonista não entra nessa por ambição ou genialidade, mas por cansaço. E isso torna tudo mais triste e mais humano.
Kelly Reichardt aposta num ritmo lento, cheio de silêncio e pequenas ações. Nada de glamour ou tensão artificial. Josh O’Connor está ótimo como esse cara deslocado, meio perdido, que tenta ocupar um lugar que nunca foi realmente dele.
É um filme que observa mais do que explica. Não agrada todo mundo, mas fica. E fica justamente porque mostra o fracasso de um jeito comum, quase cotidiano.
Manas é um filme claustrofóbico não pela violência que mostra, mas pela estrutura que a permite existir. Cercada pelas águas de Marajó, a infância é sufocada pela omissão do Estado, pela submissão ensinada e pelo silêncio que vira regra. Marianna Brennand denuncia sem espetáculo: o horror está no olhar que não ri, na rotina que normaliza o abuso e na ausência de saída. Um filme sereno, duro e necessário, que fere mais pelo que sugere do que pelo que exibe.
De todas, foi a pior e a mais decepcionante, porque começou tão bem. Piadas incríveis, elenco afiado... Aí veio o fatídico quinto episódio e, a partir de então, tudo degringolou!
Acabei de ver o episódio Casamento. Tô em frangalhos. O Richie tá tão nu de si que parece que a câmera atravessa ele. Ebon Moss-Bachrach entregou uma atuação que não se interpreta, se sangra. Cinematografia absurda, direção que respira junto com o roteiro. Toda vez que o Richie aparecia, ‘Five Years’ do Bowie ecoava na minha cabeça — como se o mundo fosse explodir em 5 minutos e tudo o que restasse fosse sentir. Ainda nem terminei a temporada, mas já sei: isso aqui é top 2 fácil. Talvez top 1. Que porrada linda.
Nem mesmo a excelente performance de Meghann Fahy foi capaz de sustentar o interesse em Drop: Ameaça Anônima. Com vinte minutos de filme, já era possível prever não só o desfecho, mas cada curva da estrada que levaria até lá.
Novacaine é aquele tipo de filme que entra como ação e sai como experiência. Jack Quaid surpreende num papel que mistura brutalidade com humanidade, e a direção sabe exatamente onde bater — e onde não aliviar. A ideia de um protagonista que não sente dor podia virar gimmick fácil, mas aqui é usada com inteligência e tensão real. Sem pirotecnia desnecessária, só ação crua, personagens bem construídos e um ritmo que não dá trégua. Difícil sair ileso depois desse filme — e nem tem analgésico que resolva.
😕A segunda temporada teve um começo arrastado e, em alguns momentos, pareceu mais interessada em parecer profunda do que em desenvolver a trama. Do quinto episódio em diante, melhorou, mas ainda deixou a sensação de que poderia ter sido mais direta. Se a série terminasse aqui, seria um encerramento aceitável. Quando ouvi uma personagem mencionar um certo estado americano, fui ouvir “Hello, I’m In Delaware” do City and Colour — foi um momento que me pegou. Pretendo reassistir a temporada daqui a alguns meses, com outros olhos, para ver se minha impressão muda.😁
Better Man é uma cinebiografia ousada que foge do óbvio! Com uma narrativa repleta de metáforas visuais e números musicais grandiosos, o filme mergulha na mente inquieta de Robbie Williams, explorando sua luta contra vícios, fama e seus próprios demônios. A escolha de representá-lo como um chimpanzé digital pode dividir opiniões, mas é inegável que traz um toque único à experiência. No fim, é uma jornada intensa, criativa e emocionalmente poderosa. Vale a pena conferir!
Um Completo Desconhecido" faz um recorte interessante da juventude de Bob Dylan, trazendo uma ambientação impecável e uma atuação cativante de Timothée Chalamet. O filme recria com primor o Greenwich Village dos anos 60 e explora as relações e influências que moldaram Dylan, mas sem mergulhar tão fundo em sua genialidade artística quanto poderia. James Mangold entrega uma cinebiografia competente, mas sem grandes ousadias – um folk bem tocado, mas sem aquele improviso genial. Para fãs, é um prato cheio; para curiosos, uma boa porta de entrada.
Belas Maldições (3ª Temporada)
3.9 10 Assista AgoraPerfeito talvez não seja a palavra.Assisti ao final de Good Omens com aquela sensação estranha de quem se despede de algo que ainda tinha muito a dizer. A segunda vinda de Cristo, um tema imenso, simbólico, cheio de camadas teológicas, filosóficas e narrativas, foi sintetizada em um único episódio como se fosse possível espremer o apocalipse dentro de uma mala pequena demais. E isso, sinceramente, me pareceu quase um crime criativo.Havia ali matéria para uma temporada inteira. Havia conflito, ironia, céu, inferno, fé, dúvida, amor, destino, rebeldia, contradição. Mas muita coisa foi mutilada no caminho. O que poderia ter sido uma grande travessia virou uma despedida apressada.Ainda assim, o final me comoveu.Talvez porque, por trás de todos os cortes e escolhas questionáveis, ainda restou algo verdadeiro: a melancolia de quem precisa dizer adeus. E eu vou sentir falta do Crowley. Poucos anti-heróis foram tão cínicos, tão elegantes e tão dolorosamente humanos quanto ele. Um demônio que, no fundo, parecia entender melhor a alma do que muitos anjos.Good Omens termina menor do que poderia. Mas Crowley fica. E talvez seja essa a pequena eternidade que a série conseguiu salvar.
Metal Lords
3.5 317 Assista AgoraDelícia de filme. Que roteiro massa!
Virgínia e Adelaide
3.6 11 Assista AgoraFilme lindo. Bela surpresa. Gostei bastante da atuação de ambas, mas Gabriela Correa foi esplendida. A Sophia é uma grande atriz também.
O Bolo do Presidente
3.9 5É tão bom que nem sei o que comentar. Filmaço!
Peaky Blinders: O Homem Imortal
3.2 117 Assista AgoraPressa. Pressa. Pressa. Merecia um final digno. Decepção.
Vitória
3.7 249 Assista AgoraFernanda Montenegro é um elemento da natureza. Sem mais.
Kill Bill: The Whole Bloody Affair
4.4 48 Assista AgoraObra de arte. É tão magnífico que eu nem sei o que escrever sobre.
Isso Ainda Está de Pé?
3.3 18 Assista AgoraBradley Cooper larga a batuta de maestro para operar o bisturi. Isso Ainda Está de Pé? é a antítese do drama de divórcio hollywoodiano: aqui não há gritos de tribunal, apenas o silêncio ensurdecedor de uma casa que perdeu o sentido. Will Arnett entrega a atuação da vida, transformando o palco de comédia em um divã de angústias, provando que a Academia cometeu um crime ao ignorá-lo. Um filme que entende que a intimidade não evapora com a separação; ela calcifica. Cinema de lente fechada e alma aberta.
Os Cantores
3.5 41 Assista AgoraPow! Queria morar naquele abraço. Lindo curta.
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
3.6 189 Assista AgoraSe Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é um retrato claustrofóbico e angustiante do esgotamento humano levado ao limite. A direção de Mary Bronstein cola a câmera ao rosto da protagonista para transformar o cotidiano em horror psicológico, onde não há monstros externos, apenas estruturas que esmagam: maternidade compulsória, sistema de saúde indiferente, trabalho exaustivo e solidão emocional.
Rose Byrne entrega uma atuação explosiva e sem concessões, construída a partir da contenção, do desgaste progressivo e do nervo exposto. Sua personagem é uma mulher pressionada por tudo e amparada por nada, caminhando como uma bomba emocional prestes a implodir. Não há busca por simpatia ou redenção fácil, apenas uma exposição brutal da falência do cuidado e da culpa que acompanha quem insiste em continuar funcionando.
Um filme incômodo, sufocante e profundamente honesto, que não se assiste para relaxar, mas para atravessar. Forte candidato a figurar entre as grandes atuações do ano e a colocar Rose Byrne na corrida ao Oscar de Melhor Atriz em 2026.
Valor Sentimental
3.9 382 Assista AgoraHá filmes que confiam na palavra. Valor Sentimental confia no que sobra quando ela falha. O filme começa com um retorno tardio: um pai volta quando as filhas já aprenderam a existir sem ele. Não há promessa de reconciliação, apenas a tensão de dividir o mesmo espaço depois de anos vivendo em silêncios diferentes.
A força do filme está na recusa em explicar demais. Os personagens falam pouco. Observam muito. Olhares sustentados dizem mais do que qualquer acerto de contas verbal. Não é estilo. É consequência emocional. Quando a linguagem familiar se desgasta, resta o corpo tentando comunicar o que nunca encontrou forma.
O cinema surge como idioma íntimo desse pai ausente. Ele se expressa melhor através da câmera do que do afeto direto. Criar foi, ao mesmo tempo, sua maneira de se aproximar e de fugir. O filme se sustenta exatamente nesse paradoxo: a arte como ponte e como ameaça.
A casa onde a história se passa não é cenário neutro. Ela guarda tempo, memória e desgaste. Uma rachadura visível atravessa sua estrutura. Não simboliza a fratura emocional da família. Ela é essa fratura. Está ali porque nunca foi cuidada. Cresceu no abandono.
Valor Sentimental não oferece catarse nem redenção fácil. Oferece reconhecimento. Ao final, não há cura, apenas consciência. Algumas relações não se recompõem; apenas aprendem a conviver com o que foi possível viver.
É um filme que não consola. Observa. E permanece.
Quando o Céu se Engana
3.2 112 Assista AgoraMe surpreendeu! Bem legal o filme.
The Mastermind
3.0 33 Assista AgoraThe Mastermind não é um filme sobre o assalto. O assalto acontece, mas quase não importa. O filme está muito mais interessado no sujeito que teve a ideia e no estrago que isso causa depois.
Ambientado em 1970, ele soa absurdamente atual. Fala dessa pressão meio invisível de ter que “dar certo”, de ser alguém importante dentro da família e da sociedade. O protagonista não entra nessa por ambição ou genialidade, mas por cansaço. E isso torna tudo mais triste e mais humano.
Kelly Reichardt aposta num ritmo lento, cheio de silêncio e pequenas ações. Nada de glamour ou tensão artificial. Josh O’Connor está ótimo como esse cara deslocado, meio perdido, que tenta ocupar um lugar que nunca foi realmente dele.
É um filme que observa mais do que explica. Não agrada todo mundo, mas fica. E fica justamente porque mostra o fracasso de um jeito comum, quase cotidiano.
Manas
4.2 141 Assista AgoraManas é um filme claustrofóbico não pela violência que mostra, mas pela estrutura que a permite existir. Cercada pelas águas de Marajó, a infância é sufocada pela omissão do Estado, pela submissão ensinada e pelo silêncio que vira regra. Marianna Brennand denuncia sem espetáculo: o horror está no olhar que não ri, na rotina que normaliza o abuso e na ausência de saída. Um filme sereno, duro e necessário, que fere mais pelo que sugere do que pelo que exibe.
Caçador de Marajás
4.2 14Um das melhores montagens que já na vida em um documentário seriado. Espetacular!
Only Murders in the Building (5ª Temporada)
3.6 26De todas, foi a pior e a mais decepcionante, porque começou tão bem. Piadas incríveis, elenco afiado... Aí veio o fatídico quinto episódio e, a partir de então, tudo degringolou!
O Urso (4ª Temporada)
3.9 68 Assista AgoraAcabei de ver o episódio Casamento. Tô em frangalhos.
O Richie tá tão nu de si que parece que a câmera atravessa ele. Ebon Moss-Bachrach entregou uma atuação que não se interpreta, se sangra.
Cinematografia absurda, direção que respira junto com o roteiro. Toda vez que o Richie aparecia, ‘Five Years’ do Bowie ecoava na minha cabeça — como se o mundo fosse explodir em 5 minutos e tudo o que restasse fosse sentir.
Ainda nem terminei a temporada, mas já sei: isso aqui é top 2 fácil. Talvez top 1.
Que porrada linda.
Homem com H
4.2 520 Assista AgoraBom filme.
Sereias
3.2 73 Assista AgoraUma bela surpresa e mais uma atuação sensacional da Meghann Fahy. Juliane Moore é um espetáculo, não?
Drop: Ameaça Anônima
3.0 237Nem mesmo a excelente performance de Meghann Fahy foi capaz de sustentar o interesse em Drop: Ameaça Anônima. Com vinte minutos de filme, já era possível prever não só o desfecho, mas cada curva da estrada que levaria até lá.
Novocaine: À Prova de Dor
3.2 207 Assista AgoraNovacaine é aquele tipo de filme que entra como ação e sai como experiência. Jack Quaid surpreende num papel que mistura brutalidade com humanidade, e a direção sabe exatamente onde bater — e onde não aliviar. A ideia de um protagonista que não sente dor podia virar gimmick fácil, mas aqui é usada com inteligência e tensão real. Sem pirotecnia desnecessária, só ação crua, personagens bem construídos e um ritmo que não dá trégua. Difícil sair ileso depois desse filme — e nem tem analgésico que resolva.
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 347 Assista Agora😕A segunda temporada teve um começo arrastado e, em alguns momentos, pareceu mais interessada em parecer profunda do que em desenvolver a trama. Do quinto episódio em diante, melhorou, mas ainda deixou a sensação de que poderia ter sido mais direta. Se a série terminasse aqui, seria um encerramento aceitável. Quando ouvi uma personagem mencionar um certo estado americano, fui ouvir “Hello, I’m In Delaware” do City and Colour — foi um momento que me pegou. Pretendo reassistir a temporada daqui a alguns meses, com outros olhos, para ver se minha impressão muda.😁
Better Man: A História de Robbie Williams
3.8 110 Assista AgoraBetter Man é uma cinebiografia ousada que foge do óbvio! Com uma narrativa repleta de metáforas visuais e números musicais grandiosos, o filme mergulha na mente inquieta de Robbie Williams, explorando sua luta contra vícios, fama e seus próprios demônios. A escolha de representá-lo como um chimpanzé digital pode dividir opiniões, mas é inegável que traz um toque único à experiência. No fim, é uma jornada intensa, criativa e emocionalmente poderosa. Vale a pena conferir!
Um Completo Desconhecido
3.5 235 Assista AgoraUm Completo Desconhecido" faz um recorte interessante da juventude de Bob Dylan, trazendo uma ambientação impecável e uma atuação cativante de Timothée Chalamet. O filme recria com primor o Greenwich Village dos anos 60 e explora as relações e influências que moldaram Dylan, mas sem mergulhar tão fundo em sua genialidade artística quanto poderia. James Mangold entrega uma cinebiografia competente, mas sem grandes ousadias – um folk bem tocado, mas sem aquele improviso genial. Para fãs, é um prato cheio; para curiosos, uma boa porta de entrada.