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É fácil assumir que a história da agricultura é a história dos esforços humanos para domesticar as plantas. Porém, e se durante todo este tempo as plantas tivessem estado a explorar também os humanos para alcançar a sua meta mais primordial, ou seja, para conseguirem mais cópias de si mesmas?
Esta original série que o Odisseia lhe apresenta recolhe as engenhosas ideias de Michael Pollan e mostrará, do ponto de vista das próprias plantas, a história natural de várias espécies para observar como os desejos humanos são um elemento essencial para o seu desenvolvimento. Estudaremos quatro plantas distintas: as maçãs, as tulipas, a marijuana e as batatas, assim como os correspondentes desejos humanos (doçura, beleza, embriaguez e controlo da natureza) que vinculam os seus destinos aos nossos. Ao relatar a história destas quatro espécies tão familiares, Pollan ilustra como as plantas evoluíram para satisfazer os anseios mais básicos da Humanidade. E se os seres humanos beneficiaram das plantas, elas tiraram pelo menos o mesmo proveito que nós dessa associação. Mas então, quem domestica quem?
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Sem dúvidas um dos documentários mais interessantes e completos por si só que já assisti. Cada minuto traz uma explosão de conexões, antes aleatórias na minha mente, que foram conectadas para explicar toda a lógica da natureza e de como nós tentamos manipulá-la de acordo com nossos próprios desejos (daí o nome Botânica do Desejo), esquecendo-nos do amparo a esta que nos sustenta - trazendo consigo consequências desastrosas.
Destaco algumas frases de Michael Pollan neste documentário:
"Forgetting well is almost as important as remembering well. Forgetting is about editing. It's about taking the flood, the ocean of sense information coming at you and forgetting everything but what's important".
"The order we impose on nature is never more than temporary or illusory. In the end, the logic of nature will win out over the logic of capitalism, the logic of the factory, the logic of efficiency. Nature is stronger than any of our designs and nature resists our control".
"When we use these metaphors and we talk about plants having a strategy to do this or wanting this or desiring this, we're being metaphorical, obviously. Plants do not have consciousness. But this is fault of our own vocabulary. We don't have a very good vocabulary to describe what other species do to us, because we think we're the only species that really does anything. But to the extent that you can put yourself in the place of these other species and look at the world from their point of view, I think it frees us from our sense of alienation from nature, and we become members of the biotic community, one among many species, all of them together creating this wondrous web that we call life".
https://www.youtube.com/watch?v=OIChx00z7aw