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Tudo começa em agosto de 1976 com a morte do ex-presidente Juscelino Kubitscheck num acidente de carro. Mais tarde, naquele mesmo ano, em dezembro, o então presidente João Goulart morre de um ataque cardíaco, elevando as suspeitas de uma jornalista chamada Silvana de que pode haver uma conspiração por trás dessas tragédias. Com a ajuda de Juan, Silvana corre atrás de investigar essa sequência esquisita e suspeita de mortes que podem estar ligadas às ações de silenciamento e repressão do regime militar brasileiro.
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Muito bom, mas dificil achar para assistir.
Muito bom o filme, inteligente, com atores trabalhando muito bem. História do Brasil pura!
Vale muito a pena.
O novo filme do cineasta André Sturm (gestor do Cine Belas Artes e fundador da distribuidora Pandora Filmes) tenta se firmar como um thriller político sério sobre os bastidores das mortes dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, ambas ocorridas em 1976, num intervalo de quatro meses, mas o resultado deixa muito, mas muito a desejar. A obra investigativa especula sobre as mortes, que muitos acreditam ter sido um assassinato cometido pelos homens da Ditadura. A história narra uma jornalista (Mel Lisboa) buscando respostas e cruzando dados, além de entrevistar pessoas importantes da época, como o ex-governador da Guanabara e também jornalista Carlos Lacerda (Pedro Bial, numa ponta de dois minutos). Apesar do potencial histórico e da relevância do tema, a execução se mostra pouco envolvente e sem vitalidade – tudo é morno, desinteressante, previsível. A própria dúvida gerada no filme em torno do possível assassinato de JK e de Jango é esvaziada. O título faz referência à Operação Condor, uma campanha de repressão política no auge da Ditadura, que envolveu seis países da América do Sul, como Brasil e Argentina, e que aqui durou de 1975 a 1983; com apoio dos Estados Unidos, havia um serviço de inteligência para perseguir, torturar e matar opositores políticos - questão histórica que mal é citada no filme, infelizmente. No elenco há muitos nomes conhecidos, como Don Stulbach, Marat Descartes, Zécarlos Machado, Luciano Chirolli, Nilton Bicudo, Liz Reis e o próprio Sturm numa pontinha. Queria ter me envolvido, mas não foi dessa vez... Lançado nos cinemas em 9 de abril, com distribuição da Pandora Filmes. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
- é um suspense investigativo bem legal, se fosse estadunidense teria muita gente adorando o filme, mas como é brasileiro a maioria só foca no lado negativo
- mesmo não batendo com os fatos históricos, é interessante de acompanhar onde vai parar
- tem falhas técnicas devido ao orçamento e também não consegue gerar a tensão necessária
- mas é bom ver um filme nacional se arriscando
“A Conspiração Condor”: o thriller político que revive um passado inquietante e chega aos cinemas em abril
O cinema brasileiro começa 2026 lançando um filme que promete mexer com as perguntas que muitos ainda guardam sobre episódios marcantes da nossa história recente. A Conspiração Condor, dirigido por André Sturm e com roteiro assinado por ele e Victor Bonini, é um thriller político inspirado em acontecimentos reais do Brasil e da América do Sul durante a década de 1970.
No centro da trama está Silvana (interpretada por Mel Lisboa), uma jornalista que, após as mortes quase simultâneas dos ex‑presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart em 1976, decide investigar o que poderia estar por trás desses episódios. Ao lado do jornalista argentino Juan, ela se aprofunda em uma rede de segredos e possíveis conspirações ligadas ao período da ditadura militar e à Operação Condor — nome dado à ação conjunta de regimes repressivos sul‑americanos para perseguir opositores políticos.
O elenco ainda conta com nomes como Maria Manoella, Nilton Bicudo, Zécarlos Machado, Liz Reis e Pedro Bial, que assume o papel de Carlos Lacerda, figura histórica e polarizadora da política brasileira.
Tecnicamente, o filme aposta numa estética que evoca a década de 1970, com fotografia e direção de arte que ajudam a transportar o público para aquele tempo de tensões políticas. A narrativa combina elementos de suspense investigativo com reflexões sobre jornalismo, poder e versão oficial dos fatos, tudo isso embalado por uma trilha sonora que dialoga com o clima da época.
Um ponto curioso da produção é que grande parte das filmagens aconteceu na cidade histórica de Iguape, no litoral de São Paulo. Essa escolha não foi apenas logística: Iguape, com seu casario preservado e ruas que evocam épocas passadas, contribuiu para criar cenários que remetem ao Brasil dos anos 70 sem depender demasiadamente de efeitos digitais.
Quanto à estreia, o filme terá sua estreia nacional nos cinemas brasileiros em 9 de abril de 2026, depois de fazer parte da mostra Hors Concours da Première Brasil no 27º Festival do Rio em outubro de 2025.
A Conspiração Condor chega como uma obra que mistura investigação e ficção, convidando o público a revisitar um período complexo da nossa história com olhos atentos e questionadores — justamente como sua protagonista.