Na região do Himalaia, um mosteiro abriga monges budistas exilados do Tibet e crianças que estão sendo iniciadas. Mas a vida espiritual não impede que os meninos gostem de futebol, e também não impede que fiquem sabendo que a Copa do Mundo (1998) está acontecendo na França. Duas das crianças fogem para assistir um jogo pela TV, e surgem dilemas no monastério: elas devem ser punidas ou não pela indisciplina? E terão permissão e meios de assistir à partida final, entre Brasil e França?
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Até pra quem gosta do esporte vai ser difícil se entreter com alguma coisa,Vale muito pelas referências e algumas imagens da época gloriosa do futebol.
-08 de Abril de 2024
Como brasileiro, não consegui ver o filme sem sentir o sabor amargo de ter como pano de fundo a copa de 1998. O filme em si é bem bobinho, porém bem divertido.
Me identifiquei com o Orgyen.
Ele penhorou o relógio do amigo e depois nem conseguiu ver mais o jogo porque o amigo tava preocupado com a recuperação do relógio, único presente de sua mãe que carregava consigo
08.11.2023
uns diálogos legais, bom pq n eh tão longo e história real então equilibrado
"O futebol é a coisa mais importante entre as menos importantes", já diria a frase atribuída ao ex-treinador da seleção italiana Arrigo Sacchi. Mas talvez para um grupo de monges isolados em um monastério tibetano talvez ela seja a mais importante mesmo. De todas. Ou ao menos é assim quando o assunto é a Copa do Mundo. E na realidade pouco importa se o Butão, o Nepal ou mesmo a Índia não estão na disputa. Para os protagonistas de A Copa (Phörpa), essa saborosa comédia butanesa tida como o primeiro filme gravado no país asiático na história, o que vale é conseguir assistir as partidas de futebol. Ver Ronaldo, Zidane, Roberto Baggio e outros ídolos da época. O ano é 1998 e a efervescência do maior torneio parece estar por toda a parte. Sensação amplificada pelo sem fim de pôsteres dos ídolos do futebol, que estão espalhados pelo quarto do jovem noviço Orgyen (Jamyang Lodro).
Na obra dirigida por Khyentse Norbu - que foi assistente de direção de Bernardo Bertolucci na época que o italiano gravou O Pequeno Buda (1993) e que é um respeitado lama - acompanhamos as peripécias de Orgyen, que sempre dá um jeito de fugir da abadia a noite, para tentar conseguir assistir ao máximo de jogos possíveis. Durante as longas sessões de orações na eterna busca por elevação, o pequeno parece mais interessado em saber quem joga, os horários e outros detalhes, o que ele faz em troca de bilhetes com outros interessados. Sendo sempre observados com certo distanciamento por Geko (Orgyen Tobgyal), que espera que os noviços possam se preocupar com assuntos mais espiritualizados do que banalidades como o futebol (e eu que sou colorado deveria seguir pelo mesmo caminho). Como forma de ampliar o senso de compromisso do pupilo, Geko coloca em suas mãos outros dois meninos, que chegam refugiados do Tibete. Mas como não ser contagiado pela febre?
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