O antigo campeão dos pesos-pesados Rocky Balboa larga a aposentadoria para entrar novamente no ringue, confrontando um novo rival décadas após suas glórias iniciais.
Nessa digna tentativa de reencontrar uma identidade perdida, fica o alerta para o teor positivo do fracasso alcançado: Ele às vezes faz bem a intelectualidade... Aqui o principal deslize está na relação de pai e filho, apesar de ter gerado um diálogo memorável, saiu muito mal desenvolvida - Ainda assim, considero a roteirização mais inteligente do Stallone e também o seu melhor feitio como diretor. É de impressionar como ele resgata a essência da série com toques de genialidade: Ele vai da banal lembrança de um “Spider Rico”, passa pela audaciosa proposta da morte de Adrian e acaba apaziguando a historia vivificando a importância funcional da “Pequena Maria” do primeiro filme. Acredito que tudo tenha dado certo porque foi sincero, corajoso e inteligente no uso da amargura crítica como falsa modéstia para um novo itinerário de vitimização. Repetindo: como um ótimo arquétipo de uma simbiótica volição artística/social, o estoicismo corriqueiro do personagem será sempre incontestável!
Nossa, sinceramente, cada dia que passa gosto mais da parte cinco, completamente injustiçada. Essa parte seis até tenta, mas ela, sei lá, me soa meio desnecessária. Para que fazer mais um filme colocando o Rocky nas mesmas situações? Digo, se tem algo que eu não gosto é quando alguém fala que determinado filme é desnecessário, mas esse daqui me passa um pouco dessa sensação. Está certo que a parte cinco deixa uma sensação de arco inacabado, mas essa aqui não foi satisfatória para mim como conclusão.
Digo, Rocky na parte 2 nem podendo lutar estava, na parte 4 quase morre e por isso na 5 acaba aposentando, aí depois de uns 20 anos aposentado volta para o ringue de novo¿ A parte 5 era boa por ousar não colocar o Rocky em um ringue novamente e continuar sua história como lutador aposentado, aí essa parte 6 tinha que desmontar isso e voltar para o óbvio. E aqui, novamente, Rocky usa a perseverança, o coração, para conseguir vencer as circunstâncias e sair “vencedor” da luta. Digo, pura ficção, na vida real Rocky não teria nem lutado pois a junta médica não teria permitido mas, se tivesse lutado, não teria durado três assaltos. Maaaaaaas, não sou do tipo de querer purismos realistas nas obras de ficção. Suspensão da descrença para um caso desses poderia funcionar, mas os outros quatro filmes anteriores (com exceção do quinto) usaram a mesma trama do underdog, do azarão que supera o desafio e fazer isso de novo em uma situação forçada de um aposentado praticamente idoso ficou demais para mim. Assisti pela primeira vez na época que lançou, com doze anos, sem ter visto as continuações e não lembrava de praticamente nada. Finalmente assisti os originais e são necessários para a trama. Bem, exceto o cinco, que é deixado meio de lado. A cena do discurso do Rocky para o filho é o ponto alto do filme, um dos grandes momentos da franquia tranquilamente. Inclusive, a primeira metade desse filme é até legal. É contida, sem extravagâncias, nostálgica, reflete bem um Rocky que sente saudades do passado, apesar de viver até acertadamente, com emprego e fama. Inclusive colocarem uma personagem feminina sem apagarem a Adrian ou substituí-la, sendo uma personagem que Stalone evitou de cair no lugar comum nesse sentido, sendo o relacionamento entre ambos bem construído. Claro no trecho final ela acaba sendo usada como Adrian, demonstrando que a personagem estava ali para isso, mas de resto foi bem construído. Agora o que não ficou bem construído foi a relação do Rocky com o filho. O relacionamento dele com o filho foi melhor escrito no quinto filme com sobras. Do nada o moleque larga o emprego para ficar acompanhando o pai. Do nada não, depois de um discurso motivacional (ótima cena, isoladamente falando, como disse) que simplesmente resolve todas as desavenças entre os dois. E o filho da substituta da Adrian (esqueci o nome) que tem um rascunho de desenvolvimento mas não finalizam, simplesmente vira equipe de apoio também. E é isso.
O terceiro ato desse filme apressa tudo depois do filme ter tentado manter aquele ritmo e estilo dos anos 1970. Sinceramente, repito, não entendo a rejeição à parte cinco quando ela constrói e se desenvolve de um modo muito melhor que essa parte seis. Na verdade, acho que entendo, o problema é que a parte cinco não é mais do mesmo, toma caminhos que não são decisões populares, enquanto esse aqui entrega as decisões fáceis e agradáveis para o público que, por mais que não sejam interessante no meu ponto de vista, são suficientes para uma maior aceitação. Enfim, minhas ordem de preferência para esses filmes ficam variando um pouco. Mas esse com certeza só não é pior que a parte quatro... que é outro filme bem popular da franquia rs. Nota: 7.2.
Excelente “desfecho” da franquia Rocky. O impacto emocional é fortíssimo, eu mesma fiquei imaginando como seria esse filme sem a Adrian, há um vazio latente no filme. O que consola um pouco é o querido Paulie presente e a Marie com seu filho foi uma grata surpresa. O grande destaque é a nova superação de Rocky já com certa idade e o diálogo com o seu filho, baita lição.
Vi a Primeira Vez em DVD,Revi Ontem Na Netflix , Achei uma despedida Decente de Rocky dos Ringues, Mas só isso Mesmo Adrian Fez (Muita) Falta No Filme ,A minha cena Favorita e a de Rocky nocauteado se Erguendo com o Publico Gritando o Seu Nome!, Achei a Luta desse filme mas Emocionante que a do 4 e 5 !
Em Rocky Balboa, dirigido e estrelado por Sylvester Stallone, existe uma cena que ultrapassa o boxe. Não é sobre socos. Não é sobre cinturões. É sobre responsabilidade, maturidade e a brutalidade elegante da vida real. O personagem já envelhecido fala com o filho, mas na prática está falando com todo mundo que, em algum momento, começou a culpar o mundo pelo próprio medo. É um dos monólogos mais citados do cinema porque ele toca numa verdade incômoda: a vida não é injusta com você pessoalmente — ela é difícil para todo mundo. E então vem o soco emocional. ---
"Você não vai acreditar. Mas você cabia aqui. Eu segurava você e dizia : 💬 Esse menino vai ser o melhor menino do mundo. Esse menino vai ser melhor do que qualquer um que conhecemos. E você cresceu bom, maravilhoso. Aí chegou a hora de você ser adulto e conquistar o mundo. E conquistou. Mas em algum ponto desse percurso, você mudou. Você deixou de ser você. Agora deixa as pessoas botarem o dedo na sua cara e dizer que você não é bom. Eu vou te dizer uma coisa que você já sabe: O mundo não é um grande arco-íris. É um lugar sujo, é um lugar cruel. Que não quer saber o quanto você é durão. Vai botar você de joelhos e você vai ficar de joelhos para sempre se você deixar. Você, eu, ninguém vai bater tão duro como a vida. Mas não se trata de bater duro. Se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente. O quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando. É assim que se consegue vencer. Agora se você sabe o seu valor, então vá atrás do que você merece. Mas tem que ter disposição para apanhar. E nada de apontar dedos, dizer que você não consegue por causa dele, dela ou de quem seja. Só covardes fazem isso e você não é covarde. Você é melhor do que isso!"
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2007:
Nessa digna tentativa de reencontrar uma identidade perdida, fica o alerta para o teor positivo do fracasso alcançado: Ele às vezes faz bem a intelectualidade... Aqui o principal deslize está na relação de pai e filho, apesar de ter gerado um diálogo memorável, saiu muito mal desenvolvida - Ainda assim, considero a roteirização mais inteligente do Stallone e também o seu melhor feitio como diretor. É de impressionar como ele resgata a essência da série com toques de genialidade: Ele vai da banal lembrança de um “Spider Rico”, passa pela audaciosa proposta da morte de Adrian e acaba apaziguando a historia vivificando a importância funcional da “Pequena Maria” do primeiro filme. Acredito que tudo tenha dado certo porque foi sincero, corajoso e inteligente no uso da amargura crítica como falsa modéstia para um novo itinerário de vitimização. Repetindo: como um ótimo arquétipo de uma simbiótica volição artística/social, o estoicismo corriqueiro do personagem será sempre incontestável!
Avaliação em nota: 7.2
Nossa, sinceramente, cada dia que passa gosto mais da parte cinco, completamente injustiçada. Essa parte seis até tenta, mas ela, sei lá, me soa meio desnecessária. Para que fazer mais um filme colocando o Rocky nas mesmas situações? Digo, se tem algo que eu não gosto é quando alguém fala que determinado filme é desnecessário, mas esse daqui me passa um pouco dessa sensação. Está certo que a parte cinco deixa uma sensação de arco inacabado, mas essa aqui não foi satisfatória para mim como conclusão.
Digo, Rocky na parte 2 nem podendo lutar estava, na parte 4 quase morre e por isso na 5 acaba aposentando, aí depois de uns 20 anos aposentado volta para o ringue de novo¿ A parte 5 era boa por ousar não colocar o Rocky em um ringue novamente e continuar sua história como lutador aposentado, aí essa parte 6 tinha que desmontar isso e voltar para o óbvio. E aqui, novamente, Rocky usa a perseverança, o coração, para conseguir vencer as circunstâncias e sair “vencedor” da luta. Digo, pura ficção, na vida real Rocky não teria nem lutado pois a junta médica não teria permitido mas, se tivesse lutado, não teria durado três assaltos.
Maaaaaaas, não sou do tipo de querer purismos realistas nas obras de ficção. Suspensão da descrença para um caso desses poderia funcionar, mas os outros quatro filmes anteriores (com exceção do quinto) usaram a mesma trama do underdog, do azarão que supera o desafio e fazer isso de novo em uma situação forçada de um aposentado praticamente idoso ficou demais para mim.
Assisti pela primeira vez na época que lançou, com doze anos, sem ter visto as continuações e não lembrava de praticamente nada. Finalmente assisti os originais e são necessários para a trama. Bem, exceto o cinco, que é deixado meio de lado.
A cena do discurso do Rocky para o filho é o ponto alto do filme, um dos grandes momentos da franquia tranquilamente. Inclusive, a primeira metade desse filme é até legal. É contida, sem extravagâncias, nostálgica, reflete bem um Rocky que sente saudades do passado, apesar de viver até acertadamente, com emprego e fama.
Inclusive colocarem uma personagem feminina sem apagarem a Adrian ou substituí-la, sendo uma personagem que Stalone evitou de cair no lugar comum nesse sentido, sendo o relacionamento entre ambos bem construído. Claro no trecho final ela acaba sendo usada como Adrian, demonstrando que a personagem estava ali para isso, mas de resto foi bem construído.
Agora o que não ficou bem construído foi a relação do Rocky com o filho. O relacionamento dele com o filho foi melhor escrito no quinto filme com sobras. Do nada o moleque larga o emprego para ficar acompanhando o pai. Do nada não, depois de um discurso motivacional (ótima cena, isoladamente falando, como disse) que simplesmente resolve todas as desavenças entre os dois. E o filho da substituta da Adrian (esqueci o nome) que tem um rascunho de desenvolvimento mas não finalizam, simplesmente vira equipe de apoio também. E é isso.
Sinceramente, repito, não entendo a rejeição à parte cinco quando ela constrói e se desenvolve de um modo muito melhor que essa parte seis. Na verdade, acho que entendo, o problema é que a parte cinco não é mais do mesmo, toma caminhos que não são decisões populares, enquanto esse aqui entrega as decisões fáceis e agradáveis para o público que, por mais que não sejam interessante no meu ponto de vista, são suficientes para uma maior aceitação.
Enfim, minhas ordem de preferência para esses filmes ficam variando um pouco. Mas esse com certeza só não é pior que a parte quatro... que é outro filme bem popular da franquia rs.
Nota: 7.2.
Excelente “desfecho” da franquia Rocky.
O impacto emocional é fortíssimo, eu mesma fiquei imaginando como seria esse filme sem a Adrian, há um vazio latente no filme. O que consola um pouco é o querido Paulie presente e a Marie com seu filho foi uma grata surpresa. O grande destaque é a nova superação de Rocky já com certa idade e o diálogo com o seu filho, baita lição.
Vi a Primeira Vez em DVD,Revi Ontem Na Netflix , Achei uma despedida Decente de Rocky dos Ringues, Mas só isso Mesmo Adrian Fez (Muita) Falta No Filme ,A minha cena Favorita e a de Rocky nocauteado se Erguendo com o Publico Gritando o Seu Nome!, Achei a Luta desse filme mas Emocionante que a do 4 e 5 !
O DISCURSO DE STALLONE EM ROCKY BALBOA 💪🥊
Em Rocky Balboa, dirigido e estrelado por Sylvester Stallone, existe uma cena que ultrapassa o boxe. Não é sobre socos. Não é sobre cinturões. É sobre responsabilidade, maturidade e a brutalidade elegante da vida real.
O personagem já envelhecido fala com o filho, mas na prática está falando com todo mundo que, em algum momento, começou a culpar o mundo pelo próprio medo. É um dos monólogos mais citados do cinema porque ele toca numa verdade incômoda: a vida não é injusta com você pessoalmente — ela é difícil para todo mundo.
E então vem o soco emocional.
---
"Você não vai acreditar. Mas você cabia aqui. Eu segurava você e dizia :
💬 Esse menino vai ser o melhor menino do mundo. Esse menino vai ser melhor do que qualquer um que conhecemos.
E você cresceu bom, maravilhoso.
Aí chegou a hora de você ser adulto e conquistar o mundo. E conquistou. Mas em algum ponto desse percurso, você mudou. Você deixou de ser você.
Agora deixa as pessoas botarem o dedo na sua cara e dizer que você não é bom. Eu vou te dizer uma coisa que você já sabe: O mundo não é um grande arco-íris. É um lugar sujo, é um lugar cruel. Que não quer saber o quanto você é durão. Vai botar você de joelhos e você vai ficar de joelhos para sempre se você deixar.
Você, eu, ninguém vai bater tão duro como a vida. Mas não se trata de bater duro. Se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente. O quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando. É assim que se consegue vencer.
Agora se você sabe o seu valor, então vá atrás do que você merece. Mas tem que ter disposição para apanhar. E nada de apontar dedos, dizer que você não consegue por causa dele, dela ou de quem seja. Só covardes fazem isso e você não é covarde. Você é melhor do que isso!"