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Charles Greville (Ian Keith) é um jovem ambicioso que vive com o tio, o bondoso e rico Sir William Hamilton (H. B. Warner). Certo dia chega à mansão em que moram uma garota vulgar, Emma (Griffith), e a mãe dela, (Marie Dressler). Elas são, respectivamente, a nova empregada e cozinheira da casa. Cherles logo percebe que o tio ficou atraído pela beleza de Emma. Enciumado e decidido a conquitar a moça, Charles promete que fará dela uma verdadeira dama. Seu plano inclui até uma viagem a Nápoles, na Itália. Clássico do cinema mudo que deu a Frank Lloyd seu primeiro Oscar de direção.
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Já tinha visto a versão falada posterior, dirigida pelo Alexander Korda, e gostado bastante, mas declaro o carinho por esta versão graciosa (e excessivamente romantizada, até deslumbrada) de uma personagem real, que coteja os seus anseios individuais às questões de seu país. Lamento que Marie Dressler apareça tão pouco, mas Corinne Griffith justifica bem o seu protagonismo, sendo simpática e merecedora dos elogios de seus parceiros de narrativa. Porém, nem sempre fui convencido pelos langores passionais dos personagens e, claro, irrita um pouco o patriotismo manipulatório de algumas situações, bem como as simplificações históricas - afinal, esperadas. Os movimentos de câmera - sobretudo, no parque de diversões em Vauxhall, são ótimos e os caracteres em extinção do cinema mudo são bem aproveitados. Trabalho de artesão muitíssimo bem urdido: gosto cada vez mais do Frank Lloyd, a ponto de considerá-lo, desde já, subestimado - não obstante ter sido premiado com dois prêmios Oscar de Melhor Direção. A safadeza dos interlúdios românticos deve ter deixado os pré-censores de cabelo em pé (risos - vide o truque com a rosa nos lábios e as ondas do mar, simbolizando a foda em curso). Bacana, entreteve-me de maneira aprazível! (WPC>)
Drama romântico bem regular e que conseguiu seguir tranquilo sem muitos acontecimentos até o final.
>Assistido em 23 de Agosto de 2023
Drama romântico de época que venceu o Oscar de melhor diretor, Frank Lloyd (1886-1960) e ainda teve duas outras indicações: melhor atriz, Corinne Griffith (1894-1979) e melhor fotografia, embora nenhum candidato oficial havia sido anunciado neste ano. Também conhecido como "A dama divina" ou "Divina dama", é considerado um clássico dos anos 20 do cinema mudo, bem triste em vários momentos. A estória começa
numa vila inglesa em 1782, passa por Nápoles, na Itália, e o foco central é a guerra entre a Inglaterra e a França. A moça Emma Hart chega a se envolver com três homens: o honorável Charles Greville, o tio dele, o aristocrata William Hamilton, e o almirante Horatio Nelson.