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Duração
“A presença da morte em meio aos vivos”, dessa forma a cineasta Everlane Moraes descreve o seu novo filme, um curta-metragem que trata de temas como perda e luto.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
um retrato fúnebre de como a nossa cultura, ou parte dela trata o momento final de seus entes queridos, um mix de tristeza, união e uma tentativa de humor para acalmar o espirito nessas horas. mas a parte realmente impactante e genial vem ao final, que porrada
Estou com a voz embargada, o que talvez não seja percebido neste comentário, já que estou digitando-o, mas... estou sumamente emocionado: na semana passada, tive a oportunidade dúbia de auxiliar uma amiga no funeral de sua mãe e fiquei impressionado com a aplicabilidade da lógica espírita: estar aqui é que importa, o funeral em si é um ritual (necessário) de despedida que atende a funções que vão além do afeto, é algo social. Pois bem, este curta-metragem esplêndido escancara isso desde o título, extraído de uma pertinente fala de uma das pessoas que estavam presentes no enterro mostrado ao longo do filme. Como o projeto IMS Convida diz respeito a imagens produzidas durante a pandemia, estranhei que os convidados estivessem sem usar máscaras. De repente, tudo é magistralmente justificado no desfecho: tremi. Literalmente tremi! Estava prestes a reclamar da aparente "trapaça" no projeto e a diretora demonstrou suma genialidade no modo como explicita o seu próprio projeto, com datas de nascimento e de morte. Logo, reencarnação, vida perene. Magnífico testemunho do que é sobreviver, estar no mundo. E um diário imagético de dor também, quando percebemos que muitos daqueles "personagens" reais não estão mais entre nós. Para a realizadora - que é também uma amiga pessoal - são parentes, são amigos, são seres que ela amou (e ainda ama). Fui testemunha e convidado de tudo isso: estou encantado! (WPC>)