A Harpa da Birmânia

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A Harpa da Birmânia (1956)
ビルマの竪琴 Outros títulos
Média do filme: 4.3 de 5 — baseado em 340 votos
MÉDIAFILMOW
4.3
340 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Kon Ichikawa
Data de lançamento 21 Jan. 1956 Outras datas
País de origem Japão 🇯🇵
Duração 116 min (1h56)
Classificação indicativa de A Harpa da Birmânia: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

21 Jan. 1956

Duração

116 minutos Classificação indicativa de A Harpa da Birmânia: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
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Sinopse

Após a Segunda Guerra Mundial, alguns japoneses não acreditaram que o país deles perdeu e continuaram a lutar mesmo depois do cessar-fogo. Assim, uma tropa, liderada por um capitão apaixonado por música, e que ensinou seus comandados a cantar, entrega as armas para os ingleses já quase na fronteira com a Tailândia depois de terem notícias do fim da guerra. A um dos soldados, o harpista, é delegado uma tarefa inglória: subir até uma montanha nas redondezas e convencer os demais soldados a abandonarem os postos e se entregarem. Chegando lá, é mal compreendido (acusado de traição) e, frente à continuação dos ataques, são todos massacrados pelos canhões britânicos. O harpista escapa roubando as roupas de um monge.

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A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
andreluiz99
André Luiz
11 meses atrás

Um filme anti guerra japonês, os orientais são muitos bons nesse quesito de mostrar compaixão e sacrifício pelo próximo, não é um filme de guerra de explosões e batalhas, é reflexão, um país que foi massacrado por confrontos, mostra a sensibilidade e mostra amizade diante do terror, aquela cena quando ele caminha na praia e encontra corpos massacrados e esqueletos de seus amigos é muito pesada, filmaço do gênero, obrigatório.

thiifate
Thiago Fate
1 ano atrás

- um excelente filme que trás um poderoso discurso contra guerra
- adorei como ele usa algo lindo e puro como a música da harpa para se comunicar e lutar contra o conflito
- bem japonês mesmo colocar a honra na frente da vida e morrer de forma estúpida
- fotografia deslumbrante e uma mensagem ressoante. cenas bem pesadas que vão te acompanhar depois do filme
- gosto bastante desses lugares com essas estátuas gigantes de budas em posições bem inusitadas

caioregis
Caio Régis
½
1 ano atrás

Com o fim da Segunda Guerra, as notícias da rendição japonesa se espalham pela Birmânia mas nem todos aceitam esse fato. Ao soldado Mizushima é dada a missão de convencer um grupo de combatentes japoneses cercado numa montanha que ainda luta ferozmente. As consequências dessa tarefa mudarão para sempre a vida de Mizushima.

A década de 50 foi um período muito particular no cinema japonês pois, em grande parte, simboliza a crise de identidade de uma nação arrasada. Por cerca de um milênio, o contato do Japão se resumiu à China e à Coreia - nem sempre amigável - e pontualmente com portugueses e holandeses, antes de fechar-se ao mundo por séculos, temendo uma dominação estrangeira. Então, ao fim do século XIX e início do XX, o Japão industrializou-se rapidamente e adotou uma agressiva política externa, invadindo e dominando seus vizinhos. Esta postura imperialista foi a forma encontrada do espírito japonês se firmar num mundo em ebulição. Contudo, esta conduta levou à maior derrota sofrida pelo país, e teve como resultado a ocupação de suas terras pelas forças americanas. Assim, o Japão encontrava-se dividido entre o que se tornou e aquilo que um dia fora.

Em “A Harpa da Birmânia”, Kon Ichikawa aborda essa crise de identidade, a incapacidade do povo japonês em aceitar uma derrota tão devastadora e a necessidade de autorreflexão. Para o Japão reconstruir-se como nação, precisa encarar a responsabilidade de ter sido parte ativa de uma carnificina sem sentido e buscar meios de reparação; é o que decide fazer o soldado harpista Mizushima. Através de ensinamentos budistas e a música, Mizushima procura realizar algo positivo nesse processo de cura espiritual do mundo e de si mesmo. A música alivia a saudade de casa, aproxima soldados inimigos e conforta os desolados, não reconhece barreiras nem fronteiras. A arte é reparadora, e é por meio dela que Mizushima e o Japão farão as pazes com o mundo.

editado
moysesbenhur
Moyses Ben Hur
3 anos atrás

Clássico do cinema japonês, "A Harpa da Birmânia", é um filme extraordinário na sua concepção e realização. Uma obra sensível, poética e marcante. Direção eficiente de Kon Ichikawa. Me recordo de ter assistido (pela primeira vez) no Centro Cultural SP, na década de 90. Obra-Prima!

velho_cinefilo
Senhor Ivan
3 anos atrás

Outro conto de guerra que reserva boa parte do tempo para momentos sensíveis e deixa de lado sequências esmagadoras de batalhas.Um dos grandes filmes asiáticos e do gênero.

>Assistido em 08 de Fevereiro de 2023

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