Numa ilha a oeste do Japão, uma família vive tranquilamente e sozinha, apesar da dificuldade do dia-a-dia, até que acontece um infortúnio que faz com que tudo mude de forma drástica para aquele casal e seus dois filhos.
Mais um filmão do homi. Acabo de assistir a este filme em um domingo (04/02/24). Ontem assisti Onibaba. Interessante como as duas obras tem as situações de isolamento como um dos elementos centrais. A Ilha Nua mostra toda a maestria do diretor em contar uma história só na força da imagem. Incrivel as atuações também, principalmente de Nobuko Otowa. Não sei se Kaneto foi marxista, mas o enfoque na luta diária da vida camponesa super combina para uma discussão do tipo. Nota 1000 para esse filme e diretor. OBS: Ilha Nua está disponível no Youtube (acesso em 2024)
O final mostra que a vida continua. Inevitavelmente, a vida precisa continuar. Tal como Voltaire nos ensinou no livro Cândido "precisamos continuar a cultivar o nosso jardim".
Primeiro o filme nos brinda com belíssimas cenas do quotidiano daquela família, que mesmo na modernidade do Japão, insistia em se isolar com tradições feudais. A partir daí, a amizade entre os dois irmãos e a sempre idêntica rotina nos é apresentada, até a tragédia e até o final, onde a câmera se afasta e se afasta mostrando o isolamento daquela família. Filme incrível, poetico e muito belo.
Sinto imensas saudades dos bons tempos em que esse e outros notáveis clássicos eram exibidos em mostras internacionais de cinema no Centro Cultural SP, na década de 90. Sobre este "A Ilha Nua", obra importante do antigo cinema japonês, dirigido por Kaneto Shindô, é simplesmente uma rebuscada obra de arte que deve ser vista e apreciada por quem curte sétima arte, sem distinção.
Mais um filmão do homi. Acabo de assistir a este filme em um domingo (04/02/24). Ontem assisti Onibaba. Interessante como as duas obras tem as situações de isolamento como um dos elementos centrais. A Ilha Nua mostra toda a maestria do diretor em contar uma história só na força da imagem. Incrivel as atuações também, principalmente de Nobuko Otowa. Não sei se Kaneto foi marxista, mas o enfoque na luta diária da vida camponesa super combina para uma discussão do tipo. Nota 1000 para esse filme e diretor.
OBS: Ilha Nua está disponível no Youtube (acesso em 2024)
TEM SPOILER
O final mostra que a vida continua. Inevitavelmente, a vida precisa continuar. Tal como Voltaire nos ensinou no livro Cândido "precisamos continuar a cultivar o nosso jardim".
Primeiro o filme nos brinda com belíssimas cenas do quotidiano daquela família, que mesmo na modernidade do Japão, insistia em se isolar com tradições feudais. A partir daí, a amizade entre os dois irmãos e a sempre idêntica rotina nos é apresentada, até a tragédia e até o final, onde a câmera se afasta e se afasta mostrando o isolamento daquela família. Filme incrível, poetico e muito belo.
Sinto imensas saudades dos bons tempos em que esse e outros notáveis clássicos eram exibidos em mostras internacionais de cinema no Centro Cultural SP, na década de 90. Sobre este "A Ilha Nua", obra importante do antigo cinema japonês, dirigido por Kaneto Shindô, é simplesmente uma rebuscada obra de arte que deve ser vista e apreciada por quem curte sétima arte, sem distinção.
Caraca, que pancada! Minimalista ao extremo. Béla Tarr certamente aprovou esse filme.
No silêncio das palavras, resta perceber as manifestações nos olhares.