Cherry (Marlene Dietrich) é a sensual proprietária de um saloon que se apaixona pelo minerador Roy (John Wayne). Ele é sócio de Dextry (Harry Carey) numa lucrativa mina de ouro. Mas numa terra sem lei, o Alasca de 1900, uma armação política do poderoso Alex (Randolph Scott) tenta fazer com que toda a riqueza daquelas minas reverta para um pequeno grupo de golpistas. Roy pede então ajuda ao juiz Horace (Samuel S. Hinds), tio da bela Helen (Margaret Lindsay). Em meio a injustiças e tiroteios, Roy ainda tem um outro problema para resolver: se entrega seu coração a Cherry, a Helen ou - por que não - às duas.
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Filmaço excepcional de faroeste. Claro que esse é um faroeste bem diferente dos faroestes convencionais, pouquíssima bala voando e uma história que reside totalmente em um roteiro intrincado e cheio de diálogos e joguinhos de interesse mas é incrível. Ainda mais incrível é ver Marlene Dietrich, John Wayne e Randolph Scott na mesma película. Filmaço que todos devem ver. Clássico.
Faroeste dramático em preto e branco da Universal Pictures indicado ao Oscar de melhor direção de arte. O filme foi adaptado para as telas por Lawrence Hazard (1897-1959) do romance de Rex Beach (1877-1949) de 1906 com o mesmo nome. A Universal emprestou o diretor Ray Enright (1896-1965) da Warner Bros. Esta foi a 4° de 5 versões cinematográficas do romance de Rex Beach.
Outras versões: os mudos The Spoilers (14) e The Spoilers (23), além de Inferno dourado (30) e Rastros da corrupção (55). Houve tensões entre Randolph Scott (1898-1987) e John Wayne (1907-1979) durante as filmagens. A luta climática na parte final foi uma das mais longas do cinema e dura pouco menos de 4 minutos. De acordo com o relatório de continuidade do estúdio, a cena da luta levou 5 dias para ser tramada e filmada. Único filme em que John Wayne aparece com blackface e único filme em que ele aparece com roupas femininas. Último filme de Richard Barthelmess (1895-1963).
Prólogo: "Esta é uma história do Norte congelado quando não apenas não estava congelado - mas chegou gloriosamente perto de ser um ponto quente. Nome 1900"
Filme violento para época de John Wayne, com destaque para uma briga com Randolph Scott, que apesarem de serem amigos, quase extrapolaram na vida real, apenas na hora da luta é claro, foi a segunda das três parcerias de John Wayne com Marlene Dietrich, aliás ela está soberba no papel, não poderia ser mais sexy, usando brocados e vestidos, mudando de um vestido para outro com uma caneca de cerveja na mão o tempo todo, ela era demais, ela é a dona de bar mais glamorosa que você já viu; e o gigante 1,93, de altura John Wayne, faz o que nenhum ator até hoje conseguiu fazer - sempre o mesmo papel, com tanta dignidade como ele, e o também o gigante 1,9, de altura Randolph Scott, merece destaque, é claro que todos os três já fizeram coisas melhores, mas vale muito a pena assistir os três juntos.
A reunião de três grandes astros (John Wayne, Marlene Dietrich e Randolph Scott) é garantia de um bom western. Com a participação da atriz Marietta Canty como Idabella que dá o tom histriônico na história. Para finalizar uma cena de luta das melhores já vistas no gênero (bang-bang).
Reunindo dois grandes astros do faroeste americano com a grande Marlene Dietrich no elenco, eu esperava algo mais desse filme. Na verdade, John Wayne ainda era um jovem e promissor ator que mais tarde se tornaria lenda do Western. A história é aquela de sempre, homens corruptos tentam se apropriar de uma mina de trabalhadores honestos por meios duvidosos. Mas é claro que John Wayne e sua turma irão dar um jeito de botar ordem na casa. Dietrich faz uma proprietária de Saloon que é apaixonada pelo herói do filme, e consegue mostrar suas qualidades dramáticas. De ação mesmo, só um tiroteio na parte final e uma briga sem fim entre os valentões. No geral, é apenas um “bang bang” de rotina.