a fotografia delicadamente esverdeada, os relógios liricamente quebrados — imagens do esfacelamento da linearidade temporal e dum olhar de excentricidade jogado sobre a temporalidade — a música exaustivamente reiterada em suas batidas hipnóticas, quase como num transe de quebra do tempo profano... tudo isso harmonizado com as cenas de profunda estranheza dos japas fisiculturistas, a velha senhora e a cabra que vagueiam dum lado ao outro sem razão aparente, talvez numa atuação mimética de como os ponteiros do relógio dançam do 12 ao 12 sem cabimento; apenas alguns pormenores de um conflito entre o tempo como jaula ontológica e a (im)possibilidade ritualística de ruptura... a luta eterna entre homem e tempo, a eterna ampulheta impregnada na carne
a fotografia delicadamente esverdeada, os relógios liricamente quebrados — imagens do esfacelamento da linearidade temporal e dum olhar de excentricidade jogado sobre a temporalidade — a música exaustivamente reiterada em suas batidas hipnóticas, quase como num transe de quebra do tempo profano... tudo isso harmonizado com as cenas de profunda estranheza dos japas fisiculturistas, a velha senhora e a cabra que vagueiam dum lado ao outro sem razão aparente, talvez numa atuação mimética de como os ponteiros do relógio dançam do 12 ao 12 sem cabimento; apenas alguns pormenores de um conflito entre o tempo como jaula ontológica e a (im)possibilidade ritualística de ruptura... a luta eterna entre homem e tempo, a eterna ampulheta impregnada na carne
Tudo que prende o homem, especialmente o tempo.
Ótima trilha sonora, ótima fotografia, aura sombria e bela crítica social.
Depois de "Um Cão Andaluz" esse é meu curta favorito.
Como contar a história do mundo e a história da vida em 11 minutos.
Uma gaiola, de fato.