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Duração
Em 1949, numa aldeia perdida do México, Juan Vargas, um humilde e ainda puro funcionário público do Partido Revolucionário Institucional (PRI), é enviado para ser prefeito em San Pedro de Saguados. Lá, seu antecessor havia sido assassinado brutalmente pela população.
Escolhido por ser pouco inteligente, o então supervisor de limpeza municipal chega à uma aldeia sem lei, ou melhor, apenas com a lei da corrupção. Vários métodos são experimentados e apenas o crime parece resultar. O outrora simples e honesto Juan transforma-se no mais abominável político pronto a tudo fazer para conseguir extorquir dinheiro do povo.
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Uma crítica ácida e divertida da política mexicana durante o período de domínio do PRI.
Uma obra prima. A história é boa. Os personagens são marcantes. O cenário nem se fala. Nota máxima.
É bom demais esse filme
Ver um filme de magro orçamento (ou, no minimo, que não é uma superprodução) se elevar acima de suas dificuldades já é uma belezura, mas este a Lei de Herodes está entre os melhores que já vi, nesse aspecto. A um que o elenco é de primeira, todos alinhados no brilhantismo; a dois que o roteiro tem a marca dos melhores exemplares da América Latina, algo que os que não são trouxas sabem que é muito; três que os figurinos, a montagem e a direção do Luis Estrada são espantosos, tudo convergindo para aquele pesadelo árido, o momento e o local em que a corrupção denigre tudo, e tudo é cômico de tão lascado, uma fábula triste. Só resta ver os demais filmes de Estrada, começo melhor não podia haver.
O Juan Vargas é tipo o Odorico Paraguaçu hardcore e a Lei de Herodes é a Lei de Gerson do México e isso mostra como o México, o Brasil e a maioria dos outros países latinos enfrentam problemas sociopolíticos parecidos e infelizmente estão afundados em corrupção até o pescoço.