Depois de atacar violentamente sua mãe Christina durante uma discussão, Margaret, recebe uma ordem de restrição de três meses por ter batido em sua mãe. Mas os 200 metros que agora a separam de sua casa apenas exacerbam seu desejo de se aproximar de sua família.
Você não consegue desgrudar os olhos da tela, mas é por conta dos personagens, das atuações. O roteiro deixa a desejar, no final a sensação é de decepção...!!
Cada família tem suas questões e esta que é mostrada pelo filme é bem disfuncional. O ponto alto são as atuações de Stéphanie Blanchoud e Valeria Bruni Tedeschi, que levam o filme nas costas, pq o roteiro peca muito em não aprofundar nenhuma questão, fica tudo muito raso.
Filme histérico do cabrunco: se, no início, eu estava assustado com a belicosidade recorrente de Margaret e com a intensidade das brigas que ela provoca, quanto mais conhecemos a personagem de Valeria Bruni Tedeschi, mais compreendemos o porquê de aquilo acontecer. Haja surto! Em alguns sentidos, este filme é uma versão madura e francesa do clássico juvenil MINHA MÃE É UMA SEREIA, em que a frivolidade sexual e comportamental da mãe e a religiosidade conseqüente de uma das filhas se repete. mas o roteiro, com participação da diretora e da protagonista, avança para decisões ambíguas, que, surpreendentemente obtêm êxito ao fazer com que nutramos simpatia pela personagem de Stéphanie Blanchoud, que demonstra-se uma cantora e compositora excelente. A direção é ótima (amei os enquadramentos!) e o desfecho em aberto é primoroso, na maneira como especifica dialogisticamente as razões para os embates entre mãe e filha. Eu estava estranhando o filme no início, mas gostei bastante dele do meio para o final. Uau! (WPC>)
Assisti em 30/10/22 na 46ª Mostra Internacional de Cinema de SP.
Cristina é mãe de três filhas: Margaret, que tem um histórico de violência; Louise, prestes a dar à luz a gêmeos, e Marion, de 10 anos. Depois de uma briga violenta com a mãe, Margaret é sentenciada a uma medida restritiva e precisa manter pelo menos 100 metros de distância da família. Marion decide pintar uma linha representando este limite em volta da casa, para que sua irmã não seja presa. A linha apenas intensifica o desejo de Margaret de ficar perto da família. Ao se aproximar da linha todos os dias, sua teimosia reflete os conflitos desta família disfuncional.
As rasuras familiares e os eternos dilemas vividos nas relações que se desenvolvem. É um filme que se delimita um pouco ao não aproveitar tanto sua protagonista e as situações que se sucedem entre a família, deixando o retrato bem superficial em alguns pontos. As atrizes estão muito bem em cena e são as responsáveis por sustentar a trama.
Você não consegue desgrudar os olhos da tela, mas é por conta dos personagens, das atuações. O roteiro deixa a desejar, no final a sensação é de decepção...!!
Cada família tem suas questões e esta que é mostrada pelo filme é bem disfuncional.
O ponto alto são as atuações de Stéphanie Blanchoud e Valeria Bruni Tedeschi, que levam o filme nas costas, pq o roteiro peca muito em não aprofundar nenhuma questão, fica tudo muito raso.
Filme histérico do cabrunco: se, no início, eu estava assustado com a belicosidade recorrente de Margaret e com a intensidade das brigas que ela provoca, quanto mais conhecemos a personagem de Valeria Bruni Tedeschi, mais compreendemos o porquê de aquilo acontecer. Haja surto! Em alguns sentidos, este filme é uma versão madura e francesa do clássico juvenil MINHA MÃE É UMA SEREIA, em que a frivolidade sexual e comportamental da mãe e a religiosidade conseqüente de uma das filhas se repete. mas o roteiro, com participação da diretora e da protagonista, avança para decisões ambíguas, que, surpreendentemente obtêm êxito ao fazer com que nutramos simpatia pela personagem de Stéphanie Blanchoud, que demonstra-se uma cantora e compositora excelente. A direção é ótima (amei os enquadramentos!) e o desfecho em aberto é primoroso, na maneira como especifica dialogisticamente as razões para os embates entre mãe e filha. Eu estava estranhando o filme no início, mas gostei bastante dele do meio para o final. Uau! (WPC>)
Assisti em 30/10/22 na 46ª Mostra Internacional de Cinema de SP.
Cristina é mãe de três filhas: Margaret, que tem um histórico de violência; Louise, prestes a dar à luz a gêmeos, e Marion, de 10 anos. Depois de uma briga violenta com a mãe, Margaret é sentenciada a uma medida restritiva e precisa manter pelo menos 100 metros de distância da família. Marion decide pintar uma linha representando este limite em volta da casa, para que sua irmã não seja presa. A linha apenas intensifica o desejo de Margaret de ficar perto da família. Ao se aproximar da linha todos os dias, sua teimosia reflete os conflitos desta família disfuncional.
As rasuras familiares e os eternos dilemas vividos nas relações que se desenvolvem. É um filme que se delimita um pouco ao não aproveitar tanto sua protagonista e as situações que se sucedem entre a família, deixando o retrato bem superficial em alguns pontos. As atrizes estão muito bem em cena e são as responsáveis por sustentar a trama.