Interessante, as histórias são boas, mas é visualmente monótono. Não tem quase nada de imagem de apoio, e nenhuma imagem de arquivo, então, você fica só olhando cada uma das entrevistadas e ouvindo o que contam por muito tempo
Como foi lindo ver os primeiros minutos a Helena Jobim com Floripa de fundo, ver o meu Ribeirão sob a música do Tom... Apesar dessa ser a trilha de qualquer um que sobrevoe o Rio, lhe caiu bem as cores da ilha também... E é o que diz o Nelson nas notas do documentário, de como lembra a Ipanema daquela época... Agora, como um pequeno pedaço de chato que me habita, não consigo passar pano para um documentário sobre Tom Jobim com esse nível de direção/montagem sendo quase 90 minutos sobre o Tom sem ter 1 minuto sequer de material audiovisual do mesmo (como se existisse pouco material disponível)... Como quando sua primeira esposa fala sobre amor, em seguida toca "Eu sei que vou te amar", sob a imagem de uma pedra... (???). Me incomoda também a péssima construção narrativa a partir das esposas, onde esse vai e vem das "Estórias", como diz o mesmo, não dá nenhuma cara de novidade, parece que as próprias pegaram a página da Wikipedia dele e começaram a narrar o que tava escrito por lá ... Não transmite pessoalidade, não dá a dimensão do tamanho dele, nem musicalmente e muito menos do que ele era como pessoa ou marido pra elas. Apesar de não ser o mesmo foco, superindico Elis & Tom, esse sim é uma aula de boa montagem.
- após o primeiro documentário exclusivamente focado nas obras do jobim, temos essa continuação muito mais intima, nos levando pela vida pessoal de tom - histórias e a trajetória do grande compositor brasileiro contadas por 3 mulheres de sua vida - direção encantadora do nelson, tanto nas escolhas do que mostrar do cenário, movimentação de câmera, trilha e as perguntas as entrevistadas - tom tem brasileiro até no nome, não sabia disso, era um dos nossos mesmo
Estávamos, eu e meus companheiros de sessão inebriados com o documentário anterior, de modo que este filme já se iniciou um tanto prejudicado pelo depósito exacerbado de expectativas. Mas saiu-se muito bem em sua primeira meia-hora: a irmã do músico é fantástica! O mesmo diz-se sobre as revelações íntimas e construtivas da primeira esposa. Mas o filme muda de tom e perde um pouco de seu charme com os depoimentos classistas e técnicos da segunda esposa. Mas, aí, o diretor demonstra a sua genialidade supra-humanista: o foco são as flores, a água, os urubus - em pleno vôo. Um filme sobre a natureza por detrás das palavras e canções. Muito bonito, afinal. Tom Jobim é genial, incrível: rendo-me por completo! <3 (WPC>)
Interessante, as histórias são boas, mas é visualmente monótono. Não tem quase nada de imagem de apoio, e nenhuma imagem de arquivo, então, você fica só olhando cada uma das entrevistadas e ouvindo o que contam por muito tempo
Como foi lindo ver os primeiros minutos a Helena Jobim com Floripa de fundo, ver o meu Ribeirão sob a música do Tom... Apesar dessa ser a trilha de qualquer um que sobrevoe o Rio, lhe caiu bem as cores da ilha também... E é o que diz o Nelson nas notas do documentário, de como lembra a Ipanema daquela época... Agora, como um pequeno pedaço de chato que me habita, não consigo passar pano para um documentário sobre Tom Jobim com esse nível de direção/montagem sendo quase 90 minutos sobre o Tom sem ter 1 minuto sequer de material audiovisual do mesmo (como se existisse pouco material disponível)... Como quando sua primeira esposa fala sobre amor, em seguida toca "Eu sei que vou te amar", sob a imagem de uma pedra... (???). Me incomoda também a péssima construção narrativa a partir das esposas, onde esse vai e vem das "Estórias", como diz o mesmo, não dá nenhuma cara de novidade, parece que as próprias pegaram a página da Wikipedia dele e começaram a narrar o que tava escrito por lá ... Não transmite pessoalidade, não dá a dimensão do tamanho dele, nem musicalmente e muito menos do que ele era como pessoa ou marido pra elas.
Apesar de não ser o mesmo foco, superindico Elis & Tom, esse sim é uma aula de boa montagem.
- após o primeiro documentário exclusivamente focado nas obras do jobim, temos essa continuação muito mais intima, nos levando pela vida pessoal de tom
- histórias e a trajetória do grande compositor brasileiro contadas por 3 mulheres de sua vida
- direção encantadora do nelson, tanto nas escolhas do que mostrar do cenário, movimentação de câmera, trilha e as perguntas as entrevistadas
- tom tem brasileiro até no nome, não sabia disso, era um dos nossos mesmo
Filme-celebração que revela um pouco da intimidade do Tom. Destaque para a beleza das locações que remetem ao apego que o maestro tinha à natureza.
Estávamos, eu e meus companheiros de sessão inebriados com o documentário anterior, de modo que este filme já se iniciou um tanto prejudicado pelo depósito exacerbado de expectativas. Mas saiu-se muito bem em sua primeira meia-hora: a irmã do músico é fantástica! O mesmo diz-se sobre as revelações íntimas e construtivas da primeira esposa. Mas o filme muda de tom e perde um pouco de seu charme com os depoimentos classistas e técnicos da segunda esposa. Mas, aí, o diretor demonstra a sua genialidade supra-humanista: o foco são as flores, a água, os urubus - em pleno vôo. Um filme sobre a natureza por detrás das palavras e canções. Muito bonito, afinal. Tom Jobim é genial, incrível: rendo-me por completo! <3 (WPC>)