Curta metragem nacional incômodo e agoniante. Sobre a solidão. Indiferença. Depressão... no trabalho ela conversa com “umas mil pessoas por semana” mas, na verdade, não conversa. Luciana Paes está ótima, como sempre. Da diretora do ótimo “O animal cordial”. Visto em 28.01.25.
Existe uma agonia constante aqui, desde a iluminação que não preenche todo o cômodo, sempre deixando um lado obscuro que não sabemos o que pode sair dali, a movimentação de cada personagem sempre parece que estão desconfortáveis naquelas situações e até nos olhares entre a mãe e o filho, que trazem suas aflições, trazem falas que não precisam ser ditas e até uma forma de comunicação única entre eles para conseguirem sobreviver nesse mundo tão claustrofóbico e fadado a normas sociais que eles não se encaixam ou nem entendem. E esse filme me trouxe uma agonia tão grande em um dos meus primeiros dias da faculdade que pela primeira vez me vi em algum lugar, nem que seja em traços desses personagens tão estranhos ou únicos ou nessa agonia constante que só achava que eu vivia. Então resolvi falar mais sobre essa solidão, agonia e estranheza do filme e em mim na audiossérie Sinal Boreal
Lembrou-me de uma letra do Renato Russo: "o mal do século é a solidão, cada um de nós imerso em sua própria arrogância esperando por um pouco de atenção." A diretora explora bem a fala em que a protagonista, operadora de telemarketing, apresenta um paradoxo de nossos dias: atender centenas de pessoas por mês e não conhecer de verdade ninguém, não passar de uma voz metálica sem significado real.
Curta metragem nacional incômodo e agoniante. Sobre a solidão. Indiferença. Depressão... no trabalho ela conversa com “umas mil pessoas por semana” mas, na verdade, não conversa. Luciana Paes está ótima, como sempre. Da diretora do ótimo “O animal cordial”. Visto em 28.01.25.
Existe uma agonia constante aqui, desde a iluminação que não preenche todo o cômodo, sempre deixando um lado obscuro que não sabemos o que pode sair dali, a movimentação de cada personagem sempre parece que estão desconfortáveis naquelas situações e até nos olhares entre a mãe e o filho, que trazem suas aflições, trazem falas que não precisam ser ditas e até uma forma de comunicação única entre eles para conseguirem sobreviver nesse mundo tão claustrofóbico e fadado a normas sociais que eles não se encaixam ou nem entendem.
E esse filme me trouxe uma agonia tão grande em um dos meus primeiros dias da faculdade que pela primeira vez me vi em algum lugar, nem que seja em traços desses personagens tão estranhos ou únicos ou nessa agonia constante que só achava que eu vivia. Então resolvi falar mais sobre essa solidão, agonia e estranheza do filme e em mim na audiossérie Sinal Boreal
A mulher é depressiva, não é?
Gostei muito, mas o filme mesmo curtinho traz uma agonia.
Se tiver sem nada para ver recomendo.
11.05.2024
Lembrou-me de uma letra do Renato Russo: "o mal do século é a solidão, cada um de nós imerso em sua própria arrogância esperando por um pouco de atenção." A diretora explora bem a fala em que a protagonista, operadora de telemarketing, apresenta um paradoxo de nossos dias: atender centenas de pessoas por mês e não conhecer de verdade ninguém, não passar de uma voz metálica sem significado real.