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Mari (Ingrid Gaigher) é uma médium que reluta em aceitar seu talento para incorporar espíritos. Durante seu sono, os mortos apossam-se dela, deixando-a sem memória do ocorrido. À medida que a trama se desenrola, as possessões se tornam mais frequentes, com espíritos falecidos ansiosos por tirar Mari de sua residência e usá-la como um canal para resolver suas questões pendentes neste mundo. Para ajudar a jovem, Madalena (Laila Garin), uma psicoterapeuta que concorda em oferecer tratamento online para espíritos, inicialmente acredita estar lidando com um possível distúrbio de múltiplas personalidades de sua paciente. No entanto, suas convicções são desafiadas quando ela atende a todos os espíritos que se manifestam através de Mari, alguns com desejos obscuros e perigosos.
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e no final é sobre a Madalena
Obs. Gratidão ao Gaveta por ter comentado sobre essa produção
A história e as atuações são destacáveis, mas o grande chamariz da série é a edição, que deve ter dado um trabalhão.
Uma produção independente, veiculada no YouTube, de forma gratuita, com poucos recursos e ainda consegue ser tudo isso que é? Caramba, baita orgulho de ser brasileiro e viver no mesmo tempo desse tipo de arte e artistas!
Ingrid Gaigher performa de modo fantástico a protagonista Mari. Ela consegue incutir tantas camadas nessa personagem: uma jovem completamente insegura em relação a si e aos outros, que sente falta de um fio condutor nos campos profissional e pessoal; a rebeldia da juventude; a doença precoce e a saúde mental; a loucura; o pragmatismo; a dúvida da fé. Tudo é muito bem construído.
Por sua vez, Laila Garin é uma terapeuta cética na dose exata. Sou grande fã da Laila há tempos e fica muito difícil não exaltar qualquer trabalho que ela faça, mas não é bajulação. A sua face, em especial, seus olhos, preenchem toda a tela e nos convidam a entender o que está acontecendo com Mari juntamente com ela - ou ficar mais na dúvida ainda.
Confesso que a atuação do Christian Dunker é sofridíssima, dá para ver que ele se esforça para ser razoável, mas fica apenas no esforço. Até que dá para salvar alguns aforismos com que o personagem dele nos presenteia. Um arco que eu desgostei foi do Pai Celiso, achei caricato por demais.
De resto, muito me impressionou a forma como os cenários limitados em quantidade ficam ilimitados na tela. É só um quarto que a gente conhece, mas já é possível entender tudo só por um frame, inclusive o que não pode ser visto, o redor. Ah, é claro, os espíritos falecidos que baixam em Mari também são muito interessantes. Um destaque para a senhora bailarina, extremamente bem interpretada pela Ingrid.
A proposta da série é muito boa, original e criativa e, com os recursos que estavam ao alcance e considerando o cenário pandêmico, a direção e o elenco fazem mágica. Para mim, um dos vários testes avaliativos sobre o caráter bom ou não de uma série é se ela prende. Terminei em dois dias. Não preciso dizer que passou com louvor no teste, não é?
Essa série brasileira merece muito reconhecimento, baita produção do YouTube.
Uma pena ninguem conhecer essa serie, é uma baita produção, com um roteiro sensacional e ótimas atuações, fiquei sabendo atraves da indicação do canal do Gaveta, ainda não terminei, estou no episodio 8 mas ja estou completamente conquistado, da vontade de assistir um episodio atraz do outro.