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Data de lançamento
15 Jan. 2020A série documental conta a história por trás da vida do ex-jogador dos Patriots Aaron Hernandez, que foi acusado de três assassinatos, mas depois foi absolvido por dois deles. Sendo que ele foi preso em 2013 pelo assassinato do jogador de futebol semi-profissional Odin Lloyd.
Com filmagens exclusivas em tribunais do julgamento, telefonemas da prisão e também entrevistas com quem o conheceu.
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Gostei do doc, porém
achei muito tendencioso ... ninguém sai matando pessoas por que é gay ou sofreu ferimentos na cabeça... foram assassinatos sem sentido...pra mim ele era um sociopata mesmo... e não concordo com ele ter sido absolvido do duplo homicídio com tantas provas contra ele...
Mais uma prova de que dinheiro não traz felicidade!!!
Muito bom!
2 mai, 2021
que final...
"never 'byebye'. it's 'see u later'"
"daddy never going byebye"
Uma das coisas mais estranhas sobre A Mente do Assassino: Aaron Hernandez é o fato da série documental estar tão obcecado com a questão da razão que se esquece de enfocar nas vítimas. Parece menos uma teoria definitiva do caso do que uma série de postulados e especulações lançados ao observador apressadamente, levando a uma sensação de que é um bando de intrometidos fofoqueiros lançando suposições uns aos outros.
Parte do problema é que essa não é realmente uma história de um crime verdadeiro tradicional. Afinal, Hernandez era um criminoso notoriamente terrível: ele cometeu crimes de forma impulsiva e negligente, ele deixou evidências circunstanciais em todos os lugares. Ele apareceu em uma filmagem de vigilância antes de seus crimes, e ele não fez nada certo como um gênio do crime além de se livrar da arma do crime. (E sua noiva fez isso.) Não há nenhum mistério real aqui. Portanto, o documentário simplesmente especula sobre o estado de espírito de Hernandez. Ele se torna uma figura evasiva cujas motivações os cineastas não conseguem decifrar.
Por causa disso, o documenário se inclina muito para a irresponsabilidade. Não consegue decidir se o pai de Hernandez era muito abusivo ou muito distante, e então decide que o verdadeiro problema é que seu pai morreu muito jovem. Cada teoria faz um pouco de sentido, mas o documentário passa por elas tão rapidamente que você não tem tempo para pensar sobre seu significado mais profundo.
A série entra em seu terreno mais perigoso quando investiga a sexualidade de Hernandez, Mas ao invés de deixar isso fazer parte do caleidoscópio que é a psique humana, de forma bastante imprudente, flutua a teoria de que a repressão sexual pode ter sido parte do motivo pelo qual Hernandez estava atacando o mundo através da violência.
No final das contas, a série acaba no próprio futebol sendo a razão dos crimes de Hernandez. É por isso que a explicação CTE, que certamente parece a teoria mais plausível, é um ponto de aterrissagem limpo. O documentário decide girar nessa direção, tornando-se uma mensagem de defesa contra a modalidade esportiva, mas, a essa altura, fomos empurrados em tantas direções que esse pivô final pode não acertar em cheio.
Aaron Hernandez não era um homem complicado, considerando as profundezas de sua sociopatia, a surpresa não é que ele foi um jogador de futebol que matou pessoas, mas que ele conseguiu controlar sua sociopatia e narcisismo o suficiente para jogar futebol. Talvez tenha sido o CTE, talvez fosse outra coisa, mas The Killer Inside está muito ocupado pulando para todas as conclusões para desacelerar e nos dar qualquer insight sobre qualquer uma delas. Pede-nos que pensemos mais no assassino do que em suas vítimas, mas talvez nunca tenha havido muito a dizer em primeiro lugar.