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Duração
Memórias do passado escravista brasileiro transbordam em paisagens etéreas e ruídos angustiantes. Através de um ensaio poético visual, uma reflexão sobre silenciamento e invisibilização do povo preto em diáspora, numa jornada íntima e sensorial.
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Cada frase, um grito ensurdecedor. A visão da morte, é um passado apagado pela escravidão, cinza, manchado e difícil de enxergar. Memórias não quistas e uma carta poderosa de despedida e que finalmente ecoa na liberdade, encontrada pela produção do filme e transformada num curta perturbador de 10 minutos. Nunca conheceríamos Timóteo se não fosse por isso. É duro enxergar suas memórias através do passado escravocrata e horroso do Brasil.
Assisti à cada minuto desse curta com um nó na garganta que será difícil de desatar. Ter conhecimento que essa carta é realmente verdadeira mexeu comigo de uma forma absurda. Um relato muito perturbador sobre uma época extremamente triste e sombria da história da humanidade. Uma ferida que ainda demorará muito tempo para ser completamente curada. Desolador.
Um amigo recomendou-me este filme, após ter ficado impressionado com o relato suicida de um escravo, convertido em imagens que amplificam o absurdo da violência racial. Adentrei a sessão um tanto intimidado, assustado e, ao mesmo tempo, fascinado pela beleza das imagens (cruéis, em verdade) e pelas legendas que transcrevem a dolorosa carta de suicídio do negro em pauta. Sofri junto: é impossível assistir a algo imediatamente após a sessão: é imperativo respirar. Magistral curta-metragem! (WPC>)
Muito bom.