Terayama demonstra o conflito criado pela sobreposição de várias sombras na imagem. A sombra que concebemos como um traço, a sugestão de uma pessoa amorfa, dado que os olhos não conseguem percebê-la de forma linear, torna-se a protagonista do filme, dotada de uma identidade própria.
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Uma aula de cinema sobre o uso de sombras. Muito lindo!
Trilha sonora insistentemente triste.
Poesia em estado bruto! A trilha sonora é um espetáculo à parte, mas o que chama mesmo a atenção dramática é o uso pungente e plangente das sombras como índices da passagem dolorosa do tempo. O desfecho metalingüístico (e transcendental em sua tristeza actancial) é soberbo. Obra-prima, conforme eu próprio exclamei aqui embaixo! (WPC>)
Uma verdadeira obra-prima poética, um dos filmes mais poderosos que já vi no que tange à definição imagética da solidão! A cada vez que revejo, descubro um novo aspecto: e, por mais "preparado" que eu me sinta em relação aos contatos anteriores, não tem jeito. Me emociono sempre como se fosse a primeira vez, perfeito! (WPC>)