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Sinopse
Cacau é uma mulher negra casada com um homem branco. Dentro sua rotina, ela encara suas lembranças e, em um contexto onírico, as memórias lidam com momentos passados de opressão.
Que lindo soco! Os primeiros cinco minutos são magníficos, bem como a seqüência-chave do desvirginamento simbólico, em que inúmeras vozes ancestrais (outrora caladas) fazem companhia à protagonista, sofrida e gradualmente emancipada, empoderada como o filme em si. As interpretações e alguns recursos cênicos nem sempre funcionam, mas as metáforas discursivas são incríveis, bem como o olhar mui eloqüente da atriz principal. A diretora merece aplausos demorados: que talento, que sensibilidade! (WPC>)
Que lindo soco! Os primeiros cinco minutos são magníficos, bem como a seqüência-chave do desvirginamento simbólico, em que inúmeras vozes ancestrais (outrora caladas) fazem companhia à protagonista, sofrida e gradualmente emancipada, empoderada como o filme em si. As interpretações e alguns recursos cênicos nem sempre funcionam, mas as metáforas discursivas são incríveis, bem como o olhar mui eloqüente da atriz principal. A diretora merece aplausos demorados: que talento, que sensibilidade! (WPC>)
Crítica que escrevi para o Papelão Povera (edição 27), 06/12/2019, no Festival de Cinema Primeiro Plano e Mercocidades:
A fina flor do cinema negro contemporâneo. Beleza e simbolismo num realismo fantástico. Criação de novas possibilidades estéticas.