Dirigido por
Data de lançamento
16 Julho 2026Duração
Dirigido por Liliane Mutti, o longa celebra os 90 anos de vida e 70 de carreira da cantora Alaíde Costa, uma das fundadoras da Bossa Nova e sua única voz negra de destaque. O filme acompanha sua reparação histórica e internacional.
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A cantora e compositora carioca Alaíde Costa é homenageada em um documentário no ano em que comemora 90 de idade. Uma das maiores vozes da música brasileira, Alaíde sempre selecionou para o repertório de seus shows e discos canções melancólicas da MPB e da Bossa Nova, o que virou uma marca da artista. Filha de um forneiro de padaria e de uma lavadeira, desde pequena demonstrou talento para o canto, participando de concursos de calouros em rádios e circos, onde se destacou ainda adolescente. Em 1955 iniciou a carreira profissional como crooner em bailes no Rio de aneiro até lançar, no ano seguinte, o primeiro álbum, o que abriu caminho para uma trajetória de seis décadas na música. Foi uma das primeiras mulheres negras a entrar no movimento da Bossa Nova, gravando com Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Baden Powell, Johnny Alf e João Gilberto. Sua voz delicada e afinada lhe garantiu reconhecimento como uma intérprete singular. No documentário em primeira pessoa, Alaíde relembra infância, juventude e fase adulta, tratando de temas como preconceito racial e as dificuldades para se consolidar no mercado da música (em um ambiente dominado por homens). Com sua voz suave, por vezes demonstrando timidez, ela conta boas histórias nesse filme que mistura linguagens: é documentário com dramatização (Alaíde é interpretada por atrizes mirins e adolescentes de acordo com as fases da vida), e uso de estéticas variadas, como rotoscopia (animação por cima das gravações reais) e animação em 2D, além de entrevistas e apresentações antigas da cantora e arquivo de fotos das décadas de 40 a 70. Essa estética diferenciada vem da mente da diretora especializada em linguagem híbrida, Liliane Mutti, que havia trabalhado algo nessa perspectiva em “Miúcha – A voz da Bossa Nova” (2022). O filme estreou no último fim de semana simultaneamente nos cinemas do Brasil e de Portugal, pela Bretz Filmes, após percorrer festivais nacionais e internacionais, como Telluride, TIFF, IDFA, CPH:DOX, o In-edit Brasil 2026 e o Marché du Film, em Cannes. Haverá amanhã, dia 22/07, sessão especial no Reserva Cultural em São Paulo, às 20h10, seguido de debate com integrantes da equipe do filme. O longa tem licenciamento no Globoplay e em breve entrará no catálogo do Canal Curta! POR FELIPE BRIDA - No blog Cinema-naweb blogspotcom
- vale por dar mais visibilidade e tentar presar homenagem a alaíde costa, que nunca teve o reconhecimento merecido
- mas como obra documental não se ajuda, as dramatizações são fracas e esse filtro escolhido piora tudo
- a escolha da edição em não mostrar a própria alaíde, apenas a sua voz é imperdoável, e a noite do título, que seria uma reparação, acaba não tendo força nenhuma devido a como foi montado o documentário