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Uma adolescente europeia foge de casa para casar com um guerrilheiro do Daesh. Torna-se uma noiva da Jihad. Três anos mais tarde a sua vida mudou dramaticamente. Vive num campo de prisioneiros no Iraque. É mãe de dois filhos e está grávida outra vez. Mas agora é uma viúva de 20 anos e será brevemente julgada pelos tribunais iraquianos. Quem é esta adolescente, após três anos de guerra e de lavagem cerebral?
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Assisti em 27/10/22 na 46ª Mostra Internacional de Cinema de SP. Assisti no Instituto Moreira Salles e o diretor do filme explicou que as mulheres do Jihad que perdem seus maridos se tornam noivas até encontrar outro marido e continuar procriando. Ele fez o filme porque isso é uma informação que a maioria desconhece.
Antes de adentrar a sessão, li e reli a sinopse, tentando entender o que teria motivado um realizador radicado em Portugal a se interessar por essa trama. Quando a revelação ocorre, fiquei estupefato. E, brilhantemente, o enredo não desvela tudo, permite que preenchamos as lacunas com nossas angústias de projeção dramática. A interpretação de Joana Bernardo é extraordinária, mantendo todo o mistério que ronda a protagonista. Idem para as breves e significativas aparições de Hugo Bentes e Lola Dueñas. A montagem é ótima, em suas elipses coligadas com a divisão capitular do filme. E, quando a canção da Amy Winehouse aparece, caramba, que epifania. Um filme duro e muito bonito! (WPC>)