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Duração
Em janeiro de 1990, aos 33 anos, o artista José Leonilson começa a gravar, em fitas cassete, um diário íntimo. Comentários sobre os acontecimentos que sacudiam o país, em plena era Collor, e o exterior, como a queda do Muro de Berlim, percorrem suas confissões, bem como impressões sobre os diversos filmes a que assistia. Esses registros de um artista sensível e antenado à contemporaneidade, que a princípio não visavam mais do que testemunhar a sintonia entre sua vida e uma obra muito peculiar e intimista sofrem, no entanto, o impacto da descoberta de que Leonilson é portador do HIV. A incerteza e a urgência passam a impregnar os seus relatos.
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Sensível. Com uma montagem que parece relativamente simples, porém requer muito estudo, pesquisa e sensibilidade.
Me fez refletir sobre questões da própria vida.
Alguns relatos parecem que foram gravados ontem...
>Assistido em 28 de Setembro de 2025
Enquanto artista, penso sobre o processo de criação de um jeito insuportável e obsessivo. Então era de se esperar que esse filme me pegasse de uma forma muito especial e íntima. O diário ajuda a entender como ele costurava o cotidiano à própria obra, e fico muito feliz por a gente ter acesso a toda essa riqueza subjetiva. É tudo muito sensível e triste, do jeito que a vida de um artista sempre é 💔
Por fim, me veio uma frase da Lygia Fagundes Telles na cabeça:
"Não cortaremos os pulsos, ao contrário, costuraremos com linha dupla todas as feridas abertas."
Desafio ~ Mês do Orgulho
Prompt 20. Uma indicação de algum amigo(a)
Link: filmow.com/listas/the-world-of-heterosexual-is-a-sick-and-boring-life-l249603/
"Cristo morreu na cruz pra nos salvar"
"Então não adiantou de nada"
Agradeço por ter assistido sozinha, porque não tem como descrever o tanto que chorei.