Sanshiro Sugata Part II - Estados Unidos da América
Sinopse
Em 1880, um estudante de artes marciais continua sua busca para se tornar um mestre do Judô.Ele aprende o suficiente para demonstrar sua habilidade entre combatentes americanos e japoneses.
Continuação do primeiro filme de Kurosawa, A Saga do Judô.
Ambos os filmes são baseados no romance de Tsuneo Tomita e nenhum deles é inferior. Isso se deve ao fato de ter sido utilizado uma narrativa mais lenta e gradual explorando novos desafios e oportunidades do protagonista.
Assim como seu antecessor, o segundo filme explora a arte marcial do judô e retrata a jornada do protagonista para dominar essa forma de luta sobre outra visão.
Sanshiro está mais experiente ,com mais idade e tranquilo, apesar das provocações e ironias que seu mestre e colegas expressam, sobretudo do monge Saiduchi. Ele ainda sente algo ou expressa certo ressentimento por Sayo só que dessa vez ,ao que indica, não influencia sua participação e planos daquilo que pretende.
Como esse filme acabou pegando o fim da 2ºguerra, momento turbulento na história japonesa, por sinal, talvez isso possa vir a justificar uma mudança de tom e narrativa
O visual distintivo de Kurosawa, por fim, incluindo sua habilidade em capturar cenas de ação dinâmicas e seu uso inovador da cinematografia marcam presença, mesmo diante de algumas falhas de iluminação.
Bem inferior ao primeiro que também não tinha sido lá essas coisas.Dou um desconto pois Kurosawa ainda estava no seu começo,mas esses filmes propagandas nunca foi o forte do diretor.
Claramente influenciado pelo final da guerra, tanto que Sanshiro luta conta boxeadores americanos, uma espécie de revanche e exaltação das artes marciais japonesas, o destaque fica para a luta final da neve.
Achei essa sequência do mesmo nível do filme anterior: nem melhor, muito menos pior. A sensação de se ver um filme com a imagem prejudicada lembra muito daqueles filmes mudos dos anos 10 ou 20..., mesmo assim, é menos ruim do que usar aqueles tamancos de madeira. Baseado no romance de Tsuneo Tomita, o longa foi filmado no Japão pós-guerra, após a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial. Uma das histórias que compõem o filme tem reflexos nacionalistas, mas não faz alusões de superioridade do Japão sobre qualquer outra nação. Ao invés disso, focaliza a resistência ao abuso das forças de ocupação. Mais de cinquenta anos antes das artes marciais misturadas atingir grande popularidade, o filme descreve as competições de tais artes marciais. Especificamente o boxe do Ocidente contra o judô e o judô contra o karatê. O filme, também, faz uma discreta crítica ao violento boxe ocidental. Ainda em início de carreira, não se trata do melhor de Akira Kurosawa (1910-1998), mas é muito mais atrativo do que a enxurrada de filmes americanos metidos sobre artes marciais.
Ambos os filmes são baseados no romance de Tsuneo Tomita e nenhum deles é inferior. Isso se deve ao fato de ter sido utilizado uma narrativa mais lenta e gradual explorando novos desafios e oportunidades do protagonista.
Assim como seu antecessor, o segundo filme explora a arte marcial do judô e retrata a jornada do protagonista para dominar essa forma de luta sobre outra visão.
Sanshiro está mais experiente ,com mais idade e tranquilo, apesar das provocações e ironias que seu mestre e colegas expressam, sobretudo do monge Saiduchi. Ele ainda sente algo ou expressa certo ressentimento por Sayo só que dessa vez ,ao que indica, não influencia sua participação e planos daquilo que pretende.
Como esse filme acabou pegando o fim da 2ºguerra, momento turbulento na história japonesa, por sinal, talvez isso possa vir a justificar uma mudança de tom e narrativa
O visual distintivo de Kurosawa, por fim, incluindo sua habilidade em capturar cenas de ação dinâmicas e seu uso inovador da cinematografia marcam presença, mesmo diante de algumas falhas de iluminação.
Bem inferior ao primeiro que também não tinha sido lá essas coisas.Dou um desconto pois Kurosawa ainda estava no seu começo,mas esses filmes propagandas nunca foi o forte do diretor.
>Assistido em 09 de Outubro de 2023
Claramente influenciado pelo final da guerra, tanto que Sanshiro luta conta boxeadores americanos, uma espécie de revanche e exaltação das artes marciais japonesas, o destaque fica para a luta final da neve.
Achei mais empolgante que o primeiro mas no geral foi no mesmo nível.
Achei essa sequência do mesmo nível do filme anterior: nem melhor, muito menos pior. A sensação de se ver um filme com a imagem prejudicada lembra muito daqueles filmes mudos dos anos 10 ou 20..., mesmo assim, é menos ruim do que usar aqueles tamancos de madeira. Baseado no romance de Tsuneo Tomita, o longa foi filmado no Japão pós-guerra, após a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial. Uma das histórias que compõem o filme tem reflexos nacionalistas, mas não faz alusões de superioridade do Japão sobre qualquer outra nação. Ao invés disso, focaliza a resistência ao abuso das forças de ocupação. Mais de cinquenta anos antes das artes marciais misturadas atingir grande popularidade, o filme descreve as competições de tais artes marciais. Especificamente o boxe do Ocidente contra o judô e o judô contra o karatê. O filme, também, faz uma discreta crítica ao violento boxe ocidental. Ainda em início de carreira, não se trata do melhor de Akira Kurosawa (1910-1998), mas é muito mais atrativo do que a enxurrada de filmes americanos metidos sobre artes marciais.