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A trégua traz a história de Martín Santomé, um homem maduro, de muita bondade, meio apagado, mas inteligente . Prestes a completar 50 anos, viúvo há mais de vinte, Santomé mora com os três filhos. Não se relaciona bem com nenhum deles, tem poucos amigos e mantém uma rotina monótona e cinzenta. Seu destino, no entanto, mudará quando conhecer Laura Avellaneda, uma jovem discreta e tímida contratada para ser sua subalterna. Com ela, Martín Santomé voltará a conhecer o amor, numa luminosa trégua para uma vida até então triste e opaca. Mas será que essa relação conseguirá ir adiante? Muito mais do que uma história de amor, A trégua é um questionamento sobre a felicidade e um retrato às vezes bem-humorado, às vezes ferino, dos difíceis relacionamentos humanos.
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Mais um daqueles filmes docemente tristes, ou tristemente doces. Consegue dosar na medida certa o humor com o drama, e tem um filme, ainda que presumível, bem interessante. Nota 8,0.
Produção argentina indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O vencedor do ano foi a co-produção ítalo-francesa Amarcord (73), representando a Itália. Este drama romântico foi baseado no romance homônimo do escritor uruguaio Mario Benedetti (1920-2009). Foi o 1° filme argentino e o 2° sul-americano a ser indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, depois do filme brasileiro O pagador de promessas (62). Houve uma versão mexicana: La tregua (03).
"La tregua" foi um dos filmes argentinos de maior sucesso dos anos 70. No ano em que foi realizado, a violência política foi muito alta, razão pela qual a entrega do Prêmio Condor de Prata foi suspensa, quando era um dos prováveis vencedores. O ator/diretor argentino Sergio Renán (1933-2015), em seu filme de estréia, fez uma breve aparição no filme, interpretando o namorado de Jaime.
Quando um pequeno burguês de meia-idade de Buenos Aires, Martin Santomé, anseia que o amor entre em sua existência solitária e triste, ele tem a sorte de saboreá-lo como um golpe de ar fresco, mas logo se dá conta do destino cruel que aguarda todos os de sua espécie. Ele se apaixona por sua nova funcionária que tem idade pra ser sua filha, Laura Avellaneda. O rosto de Héctor Alterio (atualmente com 92 anos) logo no primeiro plano já nos avisa que sua vida está condenada a ser cíclica, a se repetir, ele tem uma sentença de prisão perpétua do destino e das convenções sociais. Sua atuação é tranquila, taciturna no início, mas no final sua dor é tão forte que mergulha a tela em agonia.
Um grande obra da literatura latino-americana, e uma boa adaptação cinematográfica.
o oscar martinez de relatos selvagens (o pai do episódio do filho que atropela e mata etc) com no máximo 20 anos, aqui é o filho...
"Deus me concedeu um destino escuro. Nem sequer cruel. Simplesmente escuro. É evidente que me concedeu uma trégua. No início, resisti a acreditar que isso
pudesse ser a felicidade. Resisti com todas as minhas forças, depois me dei por vencido e acreditei. Mas não era a felicidade, era só uma trégua. Agora, estou outra vez metido no meu destino. E ele é mais escuro do que antes, muito mais"
que livro, meu Deus. é uma adaptação digna, e basta.
Pra quem quiser encarar o filme inteiro legendado em inglês, está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=y44mjoNjDoM