Como todo ano, a família Lévesque se reúne para sua tradicional celebraçăo natalina. Mas desta vez o clima é outro: o patriarca está sofrendo de mal de Parkinson e suas recomendaçőes médicas estritas tiram um pouco do brilho da festa. Nos meses que se seguem, a família fica dividida entre seguir as recomendaçőes rígidas do neurologista ou preservar os pequenos prazeres do pai em seus últimos anos de vida. Mas o amor de sua devotada esposa, a cumplicidade do filho mais velho e do netinho Sam lhe trazem uma felicidade inédita. Adaptado de Une Belle mort, de Gil Courtemanche.
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Filme excelente sobre relações familiares. Não sei por que lembrou a obra-prima
"Parente é serpente", de Ettore Scola. Mas a obra de Léa Pool não imita o de Scola. A ironia do personagem suaviza o pesado tema do Mal de Parkinson, que acomete o patriarca da família, interpretado magistralmente pelo veterano ator, Jacques Godin. O ritmo é ótimo e os diálogos satisfatórios. Super indico. Filmaço! Ah, o filme é canadense.
O filme apresenta uma narrativa lenta e cansativa em alguns momentos do filme. Achei um tanto monótono. No entanto, não posso deixar de mencionar a atuação de Jacques Godin. Interpretar alguém com mal de Parkinson e convencer é difícil. Ele o fez muito bem!
Um belo filme, de um humanismo comovente.
Uma família desarmônica e um patriarca velho e com Parkinson.
Essa situação traz para o diretor um grande risco: o de exagerar na dose e acabar sendo caricata.
É por isso que Léa Pool merece os parabéns. Com tamanha delicadeza ela conseguiu construir personagens humanos, com um naturalismo fundamental. Quando a cena tendia para o superficial, ela dava uma pitada e o “realismo” dos personagens e da história voltava.
Graças a isso, é que muitos espectadores devem se identificar com diversas passagens, situações, personagens, crises e experiências representadas no filme. São como a gente.
Mas... nada disso funcionaria se não fosse a ESPETACULAR atuação do ator Jacques Godin, tão desconhecido quanto o próprio filme. Seu personagem é de tirar o chapéu e de orgulhar qualquer neto.