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Benedito Senna é cego. Ele se mudou de Belém para a França, onde se apaixonou e se casou com Jean Luc, que é um pouco seus olhos e leitor dedicado de seus poemas. É em Paris que ele conhece outro Benedito, diretor de filmes e também brasileiro e gay. Desse primeiro encontro, restaram alguns vídeos de celular e mensagens de voz trocadas. O nome e a paixão em comum pelas imagens fazem com que, anos mais tarde, eles se reencontrem para fazerem um filme. Juntos, vão em busca da última imagem que Senna se lembra de ter visto.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Este filme não estava na minha lista de prioridades do Ecrã, mas um amigo crítico o recomendou, de modo que, ao deparar-me com a sinopse e imagens de divulgação, fiquei encantado: o projeto parecia incrível, lindo. Entretanto, algo estranho aconteceu: a despeito da beleza exótica do protagonista (que veste muitíssimo bem e é um excelente poeta), não consegui sentir simpatia por ele. Não é antipático em si (apesar de um ou outro pantim), mas irritava-me em diversas falas e aparições suas. Nalguns momentos, eu estava tão irritado que, quando aparecem imagens de uma boate 'gay', eu temi estar pensando homofobicamente. Achei isso muito estranho, e tentei entender em que sentido isso tinha a ver com o filme, que parecia indeciso, sem vigor: não apenas errático, mas sem rumo, desvirtuado de suas pretensões iniciais (a seqüência do Banco Imobiliário realmente não funcionou comigo!). Quanto mais o Benedito-diretor aparecia em cena, menos eu apreciava o filme. Possui os seus momentos de beleza (sobretudo, nos instantes em que o marido Jean-Luc está presente, ou a sua mãe), mas causou-me uma estranha irritação. Será que, de novo, o problema está comigo, em mim? Às vezes, isso acontece... Deixo a frustração em análise, portanto. (WPC>)