Centenas de crianças refugiadas na Suécia, que fugiram com suas famílias de traumas extremos, foram afetadas pelo 'uppgivenhetssyndrom', ou síndrome de resignação. Enfrentando a deportação, eles se retiram do mundo em estado de coma, como se estivessem congelados, por meses ou mesmo anos.
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só fiquei pensando que uma criança latina could never
Assistir depois de ter visto "Quiet Life" foi um soco no estômago ainda maior. A expressão serena nos rostos delas, em contraste com o vazio por dentro, me pareceu uma ironia muito cruel, parece que indica que a paz só existe na desistência. Para mim, o documentário não é apenas sobre uma síndrome rara, mas sobre a falência coletiva em acolher, proteger e oferecer esperança a quem mais precisa. E sobre as informações, achei que ficou devendo muuuuuuuuuuuuito, cade as teorias? explicações cientificas? por mais escassas que sejam, seria muito importante adicionar isso no doc.
Intrigante. Senti falta de mais explicações científicas, teorias, exames que foram feitos e etc. Creio que pecou de mostrar tudo o que se sabia cientificamente. Dito isso, não pode se descartar que crianças podem ser forçadas pelos pais a agir de forma apática para aumentar as chances de obterem autorizações de residência.
Meu Deus, que loucura!
Um excelente documentário que mostra o medo e a incerteza exercendo poder sobre a mente das crianças. Traumas que, sob a condição de serem revividas, paralisam essas crianças.
Curioso o maior número de casos estar localizado na Suíça… Mas sair da Rússia para a Suíça, país de primeiro mundo, já é contrastante demais. E sinceramente, na minha ignorância, não sabia que essa Rússia narrada pelos refugiados ainda existe (perseguição, ameaças, assassinatos).
Triste demais.
Lembrei aqui do filme “A Vida é Bela”, onde o pai faz de tudo para que seu filho não tenha noção do horror que eles estavam passando. O que vou falar é talvez um pouco polêmico, mas o documentário me serviu de alerta para que não envolvemos os filhos nas nossas preocupações. Crianças tem que se sentir seguras. Digo isso em situações normais de dificuldades que os pais possam vivenciar. Em situações extremas de traumas como as mostradas no documentário é mais delicado.
Como a vida dos filhos dependem da vida dos pais, a esperança dos filhos da esperança dos pais. Como a vida precisa de sentido, de perspectiva, de segurança, como somos frágeis e como somos parecidos.