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Duração
Em futuro distópico, Joana e Valenza fazem uma jornada à deriva por uma cidade nordestina. Através da música eletrônica e trilha ruidosa, as personagens nas andanças pelas ruas, performam o que sentem enquanto vivem nessa sociedade tentando entendê-la. Abjetas 288 trata sobre territorialidades, identidades e meritocracia, tudo com um tom irônico e se utilizando de elementos alegóricos que dialogam com a história popular de Aracaju.
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muuuuuito bom, mas o que dizer dessa música, gente? queria demais conseguir ouvir/baixar!
Este filme era tão aguardado aqui em Sergipe que o adjetivo "abjetas" tornou-se uma gíria carinhosa entre os freqüentadores do circuito audiovisual. Tive o prazer de conhecer uma das diretoras e, pela sensibilidade que ela demonstra, não duvidada que seria uma obra mui interessante. Há um problema evidente de condução enredística, no sentido de que o roteiro parece indeciso acerca de quais rumos tomar depois que as protagonistas interagem com as vendedoras de sucata, mas o visual é alucinante, bem como a condução onipresente da trilha musical eletrônica. Fotografia, figurinos, direção de arte: é tudo muito bem selecionado pela equipe técnica do filme e as duas atrizes principais entregam-se com vigor ao ato resistente de estrebuchar contra a censura institucional de suas personagens. As diretoras foram muito exitosas ao optar por uma dublagem que distorcesse e sobrepusesse as vozes do elenco, que serve-se de vocábulos mui regionais em meio aos seus brados de protesto. Há uma forçação de barra na escolha do nome Bettina para ser a odiada apresentadora da publicidade empreendedorista que ressurge ao longo de toda a projeção, e os coadjuvantes não estão tão bons, mas o filme consegue transmitir seus recados muito bem. Tanto aquele que diz respeito à jornada intradiegética (em que o processo importa bem mais que o destino em si) quanto aquele que é evocado pelas dificuldades de produção da obra: Júlia e Renata são vitoriosas, portanto. É um filme que alucina, comunica e excita! (WPC>)