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Sinopse
Verónica, Tato, Greta e Thalaya vivem na noite de São José, capital de Costa Rica. Seus passos se cruzam em meio a vidas tão solitárias como incertas, mas que buscam desesperadamente aferrar-se a qualquer um que lhes ofereça um abrigo familiar.
"Abrázame como antes" é uma boa demonstração do que turista não observam em San José. Traz uma temática importante, com uma abordagem sutil, sem deixar de expor seus principais aspectos. A atuação com maior qualidade é da protagonista, que construiu uma personagem de olhar reflexivo e melancólico. As demais atuações não impressionam. Mesmo que a sutiliza seja o tom principal, as atuações não transmitem personagens factíveis, com características próprias. O grande problema do filme é a manutenção de seu tom. O diretor não se decide entre drama, mistério ou documental. Mesmo que tivesse decidido variar entre as diferentes propostas, não consegue atinger qualquer delas. Há, sim, uma ótima experimentação de enquadramentos, planos com e sem movimentação de câmera. Ótimo exercício de registro. Em geral, a fotografia contribui para a narrativa. Por outro lado, a trilha sonora (ambientação e musical) deixa a desejar. O título do filme aparece no refrão de uma música durante a história. Poderia ter sido melhor explorado. Inclusive, com uma trilha musical mais bem trabalhada, o diretor poderia ter encontrado com mais facilidade o tom que desejava transmitir. Indico o filme para quem quiser uma ilustração registro visual da realidade das transexuais em San José e para quem quiser conhecer o cinema da Costa Rica. Dentro dos recursos que tinha, o diretor utilizou bem a linguagem visual, deixando de lado a sonoridade e evitando aprofundar algumas discussões.
"Abrázame como antes" é uma boa demonstração do que turista não observam em San José. Traz uma temática importante, com uma abordagem sutil, sem deixar de expor seus principais aspectos.
A atuação com maior qualidade é da protagonista, que construiu uma personagem de olhar reflexivo e melancólico. As demais atuações não impressionam. Mesmo que a sutiliza seja o tom principal, as atuações não transmitem personagens factíveis, com características próprias.
O grande problema do filme é a manutenção de seu tom. O diretor não se decide entre drama, mistério ou documental. Mesmo que tivesse decidido variar entre as diferentes propostas, não consegue atinger qualquer delas.
Há, sim, uma ótima experimentação de enquadramentos, planos com e sem movimentação de câmera. Ótimo exercício de registro. Em geral, a fotografia contribui para a narrativa.
Por outro lado, a trilha sonora (ambientação e musical) deixa a desejar. O título do filme aparece no refrão de uma música durante a história. Poderia ter sido melhor explorado. Inclusive, com uma trilha musical mais bem trabalhada, o diretor poderia ter encontrado com mais facilidade o tom que desejava transmitir.
Indico o filme para quem quiser uma ilustração registro visual da realidade das transexuais em San José e para quem quiser conhecer o cinema da Costa Rica.
Dentro dos recursos que tinha, o diretor utilizou bem a linguagem visual, deixando de lado a sonoridade e evitando aprofundar algumas discussões.
Alguém sabe onde ver esse filme?