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Duração
Ruídos, claustrofobia e as salvadoras atividades cotidianas. Sobrevivemos na estrada, indo de um ponto a outro, na mesma pressa, todos desatentos na urgência do dia a dia. Obter alguma coisa, satisfazer uma necessidade, perseguir um desejo ou algo que nem se sabe nomear... esse caminho ninguém mais o percorre, a não ser o acaso.
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Aplaudo toda tentativa de experimentalismo no cinema, mas incomodo-me bastante quando as pretensões são associadas a tom de ressentimento. Os personagens deste filme são desagradáveis em sua maioria e seus brados parecem atualizar algumas situações hipócritas dos filmes de Sérgio Bianchi, em versão um tanto cômica e com intensões de análise sociológico-arquitetônica. Pensei muito em CRONICAMENTE INVIÁVEL durante a sessão, de modo invertido. Mas apreciei o modo como a vendedora de caixinhas de música instaurou-se como personagem positivo de convergência, culminando num final a cores. Era tarde demais para que o filme se salvasse: comigo, realmente não funcionou, infelizmente! (WPC>)