Um morador de rua(McKeever) passa o inverno na mansão de um milionário na quinta avenida, invadindo-a todo ano quando este se retira para a Flórida para fugir do clima. Acaba convidando um ex-militar desmobilizado da II Guerra Mundial que perde a moradia ao ter seu prédio implodido ao ser comprado justamente pelo milionário dono da casa onde McKeever mora como "hóspede". A situação vai se complicando e logo estão todos morando escondidos lá, inclusive o próprio O'Connor.
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Filme natalino espirituoso e nostálgico, com tom de parábola, que só os americanos sabiam fazer - na época de ouro do cinema hollywoodiano. Carismático, deleitoso, com uma moral no final e uma trama impossível de se suceder, ‘Aconteceu na 5ª Avenida’ acompanha a véspera e o Natal de dois sem-teto que invadem uma luxuosa mansão na badalada 5ª Avenida, em Nova York, enquanto os proprietários viajam. De esfarrapados viram bon-vivants. Até que são surpreendidos pela filha do dono da casa, que brigou com a família e voltou para o lar. Ela se junta à dupla, apaixona-se por um deles, e uma nova surpresa pinta, quando o pai vai atrás da filha e encontra os moradores de rua nos seus aposentos. A armação está montada, e no desenrolar do filme, romance, muito humor, energia e momentos graciosos. Tudo vai bem devido ao trabalho do elenco, em especial ao quarteto central que sustenta o filme – os dois que interpretam os sem-teto, Victor Moore, de ‘Ritmo louco’ (1936), e Don DeFore, de ‘Lágrimas tardias’ (1949), e o pai e a filha, papéis de Charles Ruggles, de ‘Levada da breca’ (1938), e Ann Harding, indicada ao Oscar de atriz por ‘Holiday’ (1931). Há momentos musicais bacaninhas, e uma bonita fotografia em preto-e-branco. Originalmente seria dirigido por Frank Capra, que deixou o projeto para assumir um dos maiores clássicos do cinema, o também natalino ‘A felicidade não se compra’ (1946). É o filme mais lembrado do diretor Roy Del Ruth, que dirigiu 120 longas-metragens, como ‘A canção do deserto’ (1929).
Indicado ao Oscar de melhor roteiro original, está disponível em DVD pela Classicline, numa ótima cópia.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Comédia romântica musical em preto e branco da Roy Del Ruth Productions e Allied Artists Pictures indicado ao Oscar de melhor roteiro original; no Festival de Cinema de Veneza, foi nomeado ao Grande Prêmio Internacional. Houve um remake dinamarquês: Det hændte i København (49).
O filme foi originalmente planejado para ser dirigido por Frank Capra, mas ele optou por fazer A felicidade não se compra (46). Ann Harding (1902-1981) aparece pessoalmente pela primeira vez logo após a marca de 1 hora. Antes disso, ela só era vista como uma fotografia na mesa de Michael O'Connor, feito por Charles Ruggles (1886-1970). O 1° de 6 filmes de Cathy Carter. Prestem atenção no esperto cãozinho do 'invasor' Aloysius T. McKeever, interpretado pelo veterano Victor Moore (1876-1962).
Comédia natalina sobre um grupo de pessoas sem onde morar que se infiltra na mansão abandonada do segundo homem mais rico da América em Nova York, Michael J. 'Mike' O'Connor, para passar os meses de inverno lá. Uma estória divertida e comovente com grandes momentos sentimentais, as vezes engraçada, outras vezes triste. Bem que a trama poderia ter sido mais curta e menos cansativa. Mas isso não tira as qualidades do filme, que deixa mensagens de fé e esperança.
Interessante, mas excepcionalmente longo, o que o deixa um pouco cansativo depois da metade. Mas tem algumas qualidades redentoras, como os diálogos e os personagens bem construídos.
A história desse filme foi uma grande ideia: estranhos se conhecem quando invadem uma mansão, passam a ocupá-la, e vivem todos como uma grande família feliz. Gente humilde, porém decente e sonhadora, vivendo o sonho perfeito. Devo confessar que eu mesmo tinha esse tipo de pensamento quando via um casarão lindo atrás de uma madeireira onde eu brincava quando era criança (quem nunca?), mas enfim, eu sei que esse tipo de coisa não dá certo na vida real. Voltando ao filme, esse é um dos melhores que eu já vi na vida. Me fez muito bem, acho que mais pessoas deveriam assisti-lo.