Não é só para Filipe – que, aos 13 anos, consegue realizar o sonho de conhecer melhor o pai, Manuel, numa fantástica viagem aos Açores. É também para a dona da pensão, às voltas com o retrato do pai, de quem não se lembra, omnipresente na parede da sala; e para os novos amigos do adolescente, que vão cruzar o oceano em busca do progenitor. Cada personagem de “Adeus, Pai” tem o seu próprio pai por resolver. E Filipe nem sequer é dos que se safam pior.
Mas se tudo isto é um sonho tornado realidade para o rapaz de Lisboa, às vezes a realidade prega-nos partidas que se evitam sonhando.
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O filme impressiona, entregando uma narrativa melancólica amparada por atuações excelentes do elenco principal. O trabalho de fotografia e a trilha sonora também merecem menção, culminando em um desfecho que é uma grande surpresa.
Surpreendente jóia portuguesa, que aborda temas muito delicados com muita sensibilidade e nos atrai sutilmente graças a presença de ótimos personagens secundários à extraordinária relação de pai e filho em que é centralizado o enredo. A canção-tema d'Os Delfins também é belíssima. Amei este filme, muito gracioso, um brinde, uma descoberta graciosa e benfazeja! (WPC>)
filmão.
afonso pimentel. <3