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Justin Rice encarna Alan, um jovem guitarrista que acabara de dissolver sua banda. Em Nova York, ele procura um baterista para recompor -do seu jeito- sua carreira de músico. Enquanto tenta focar no seu sonho, reencontra um casal de amigos -Lawrence, um professor, e Ellie uma jornalista-, que o ajudam a concretizar seu projeto musical. Entre shows com tanto público quanto dedos de uma mão e incontáveis conversas ecléticas, Alan inevitavelmente começa a se sentir atraído por Ellie, mas ambos entendem que essa apreciação mútua dificilmente possa vingar.
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Ainda que o filme a princípio tenha demorado a engrenar para começar a me cativar, ele se desenrola de forma excelente.
Contando com um elenco reduzido, é incrível como efetivamente cria as nuances necessárias para por fim desenbocar o desfecho final que se propõe.
A princípio, me pareceu que o filme necessariamente discorreria apenas dentro do foco musical, e ainda bem que não havia lido essa sinopse antes, pois entregaria boa parte da surpresa do filme.
O trabalho do diretor em PB ficou ótimo, casou muito bem com o contexto, uma pena que a Kate Dollenmayer foi tão pouco aproveitada, havia gostado tanto dela no Funny Haha.
Como prometido retornei a Justin Rice (mais cedo do que esperava até) e tô feliz porque cumpriu expectativas. Curti o estilo do Andrew Bujalski, considerado padrinho do movimento mumblecore, a narrativa dele é bem fluida até mesmo quando os personagens dialogam sobre o "nada de mais" gosto do tema, qualquer coisa sobre música me chama atenção assim de graça, gostei do Alan, do Lawrence e da Ellie (que cá entre nós é uma graça), gostei da fotografia granulada e meio sujinha, da ambientação e da distribuição da trilha sonora e como uma boa trama da vida real universitária eu não sabia do lado de quem ficar pois os personagens são bastante verdadeiros dentro de seu universo. Ah e embora o Alan sendo um tanto vacilão ele é estupidamente encantador, pois estupidamente é a palavra que cabe aqui. Alias, é o inicio de exaustivas repetições na discografia de Bishop Allen no meu Spotify.