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Jean Narboni, historiador e crítico, e Adolfo Arrieta, cineasta francês de origem espanhola, revisam a trajetória cinematográfica deste último durante encontro em Montreuil. André S. Labarthe enquadra-os e filma-os, enquanto participa na discussão.
Num cenário estranho, uma sala recriada revelando os artifícios da filmagem, dois homens conversam sentados ao redor de uma mesa. Uma longa discussão, em torno do cinema, do passado e do presente, da obra de Arrieta e também da sua vida.
Neste cenário teatral chegam diferentes protagonistas como se estivessem de passagem por acaso. Por um tempo, a dupla se transforma em trio e depois volta a ficar cara a cara. Tudo orquestrado por Labarthe como um auxiliar de laboratório se divertindo observando e estimulando as palavras das duas cobaias. Este dispositivo será a matéria-prima do filme ao qual serão acrescentados trechos do filme de Arrieta como reflexo do que é dito no set.
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Depois de eu ter me decepcionado com um longa-metragem arrietiano que quase todo mundo ama, resolvi assistir a este média-metragem, para ver se, compreendendo o seu modo de ação, as suas preferências estilísticas e as anedotas de produção, eu curtiria mais. Ocorreu o inverso: achei a conversa entre ele e Narboni tão truncada, tão gaguejada, tão desorganizada (num sentido não "experimental") que toda a empolgação proveniente da sinopse documental caiu por terra. Idem para a expectativa da entrada em cena de Albert Serra, sem muito impacto, apesar de ser interessante vê-lo se divertindo numa conversa... Será que o problema está comigo?! :( - WPC>