A Kasha é uma história de amor universal e inusitada, ambientada em uma época de guerra civil - mas a guerra está no Sudão e está acontecendo agora. Seguimos Adnan, um rebelde amante da AK47, seu longo interesse amoroso, Lina, e o exército evitando Absi. É narrado a história ao longo de 24 horas em uma área do Sudão, controlada por rebeldes.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Galera aproveitando pra ver o filme no Cine Africa kkkk
Gostei bastante da produção, achei muito bem feita, mas algo no roteiro incomoda, de fato ele parece ser pouco trabalhado, faltando um pouco de profundidade. Essa seria minha única crítica, porém, assumo que pode ser pura presunção minha. O desconforto pode se atribuir a um mero estranhamento, estranhamento por ser um filme que aborda uma cultura tão, mas tão diferente do que estamos acostumados a ver. Estranhamento por ter valores, hábitos, e realidade tão diferentes.
Ainda assim, gostei, bastante inclusive. Me estimula a procurar o outro filme desse diretor
Há algo de esparso no modo como os eventos se concatenam e na maneira como os personagens interagem entre si, de maneira que o clima nonsense causa muito estranhamento no início. Pouco a pouco, compreendemos que essa é justamente a tônica do filme: o enfoque lúdico como sendo superior aos traumas bélicos, não obstante estes últimos serem devastadores. É um brado de resistência comunitária através de certa anarquia, portanto: o desejo de fugir das convocações de uma guerra civil que nunca acaba resvala nos atropelos do desejo erótico e nas distinções de tarefas entre sexos. Talvez seja necessária uma revisão para compreender adequadamente alguns motes enredísticos. Num primeiro contato, ótimo! (WPC>)