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Data de lançamento
26 Jan. 2000Duração
Esta é uma história de amor e competitividade que começou quando Monica e Quincy se conheceram, ainda crianças. Quincy não acreditou quando viu que Monica jogava melhor que muitos garotos. Já no colegial, Quincy segue os passos do pai, jogador da NBA: torna-se um símbolo na escola e conquista todas as garotas. Monica passa desapercebida. Sua mãe e seu técnico acham que ela deve se portar de forma mais feminina. E quando ela aparece toda arrumada na festa da escola, Quincy descobre-se apaixonado por sua vizinha. Na universidade, mesmo buscando suas carreiras individualmente, eles continuam namorando. Até que Monica deixa de lhe dar apoio num momento importante. Quincy decide deixar os estudos para ser jogador profissional e termina o namoro. Mas, no amor e no basquete, o jogo só termina quando o segundo tempo acaba.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
18.06.25
Uma bela mistura de romance e esportes, com uma história que acompanha o crescimento e a paixão compartilhada pelos protagonistas. A química entre os personagens é forte, e o filme explora bem temas como sacrifício, sonhos e amor. A forma como o basquete se entrelaça com o relacionamento dos dois é emocionante.
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Excelente drama. Como já foi dito aqui, tem de TUDO um pouco: esporte, amizade, rivalidade, romance, traição, e finalmente, amor. Sanaa Lathan é uma ótima atriz e Omar Epps também não fica atrás, bom ator, e a química entre eles, apesar dos ups and downs do relacionamento, é perfeita. (PS: O filme foi produzido por Spike Lee e ganhou o prêmio BET Award: Melhor Atriz 2001 - Sanaa Lathan).
Pensar que por um tempo voz feminina no cinema esteve atrelado a filmes românticos - mesmo que nestes incluso grande maioria foi feito por homens - este filme desponta de diversas maneiras particulares quanto a voz fora do mainstream branco e masculino e quanto a isto foi interessante pra caramba.
E aí que tá: na época os atores que vivem os protagonistas aparentemente até estavam em um relacionamento na vida real? Sanaa Lathan que vive a protagonista Mônica e Omar Epps que faz seu par romântico Quincy, este ultimo provavelmente mais reconhecível pra galera da minha idade por ter vivido o Dr. Eric Foreman na série de televisão House MD.
PORÉM, OS PORÉM: Pra mim (ênfase) eles não só tem uma quimica *estranha em tela mas não passou jamais o sentimento dos tropos "amigos de infância/amantes" que o texto todo tá trabalhando em cima. O efeito do relacionamento entre ambos é tão desiquilibrado que chega ao nível do desconfortável, mas novamente nos: quem sou eu pra falar...
A história é então dividida em fases: Desde o primeiro encontro quando crianças até a finalização como adultos vacinados de sonhos infantis e fazendo o deles.
Nessas nós temos como protagonista uma mina tomboy negra vivida de forma absolutamente encantadora pela Sanaa Lathan como Mônica - sério: que mulher!
Os preconceitos quanto a maneira *não feminina* dela se importar com sua paixão por basquetebol e como se porta mesmo, de vestimenta a atitudes *muito agressivas* estão todo o tempo sendo trabalhadas em paralelo com as facilidades do par romântico masculino.
E NA MINHA MENTE parte da trava foi justamente esta - mais do quimica sexual ou fluff romantico de ver estes dois como casal, tudo o que eu conseguia ver era um mesmo personagem trabalhado como espelhos de gênero dentro dum contexto especifico - e mais importante que o romance - que era ser atleta de basquete.
Sendo assim o romance seria hipoteticamente apenas uma cortina de fumaça pra traçar um argumento sobre disparidade de gêneros? E a finalização é extremamente contundente nessas - de que é a conquista da mina que vale e de certa forma esta envolve *talvez* uma pseudo castração do personagem masculino - que não pode mais jogar basquete e se torna o malewife que hoje tem as popularidades de conceito (ahahhaha)
Tenho minhas teorias da conspiração quanto tanto ao queer neste filme, como a atriz Sanaa Lathan talvez tenha sido escolhida pro papel justamente pra mandar este subtexto, mas como minha intenção não é desvalorizar o que foi feito pra lançar argumento cishet acho por bem só comentar que existe grande parâmetro de leitura do lésbico tentando se encaixar no cisheteronormativo neste filme SIM.
Neste contexto também existe o Mommy Issues da protagonista, versus o Daddy Issues da contraparte masculina - o relacionamento de ambos com esse ideal de feminilidade & masculinidade negra também sendo talvez muito mais contundentes que o romance que seria cerne do plot. Isso visto que o personagem Quincy só consegue alcançar algo de seu (uma personalidade própria talvez?) depois de ver quem seu idealizado pai realmente era (e talvez assim o patriarcado ali).
No geral? Achei o filme travado, algumas coisas do andamento que poderiam ser mais enxutas com melhor profundidade de dialogo mesmo. Tem atuações que achei muito bizarras ao ponto da comédia - e todo o jogo da dinâmica entre o par romântico através dos tempos mais parecia ticar tropos do gênero romântico do que criar afinidade e empatia nos dois como casal - eu, claramente, não vi fundamento pra amor ali nas ideia de *almas gêmeas* que seja.
A cena final do jogo valendo AMOOOOR é muito interessante como catarse porém, mesmo que eu quisesse que fosse com qualquer outro personagem além daquele Quincy hahahah
Valeu ver pra caramba, ainda que não tenha virado filme de cabeceira nem nada assim.