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Um documentário de realizadores franceses sobre a obra do diretor alemão Douglas Sirk, famoso pela produção de melodramas em Hollywood. Além de trazer material de vídeos atuais de conversas dos produtores Thomas e Rabourdin (2008), o documentário "Alguns Dias com Douglas Sirk" - lançado no Brasil em 2010 pela edição do aclamado filme "Tudo que o céu permite" (1955) da Versátil - conta também com imagens raríssimas com o diretor nos anos 80, revisitando a própria obra e contando um pouco de sua trajetória cinematográfica.
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Como Douglas Sirk entendia de cinema... São muitos os conceitos cinematográficos discutidos e a forma do documentário reflete esse conteúdo. Concordo, o cinema é a maior das artes.
Fiquei encantado com a simplicidade e serenidade de Sirk.
Em "Quelques Jours Avec Sirk", Sirk traz à tona um pouco de sua trajetória como um agradável bate-papo com aquele velho amigo. Consagrado em Hollywood por recapturar a magia de sua infância que havia sido reprimida (assim como a sua permanência em território europeu) pela expansão nazista, o diretor admira o fato de sua obra estar sendo revisitada até por ele mesmo. Quem se interessa pelo trabalho fenomenal do diretor, encontrá aqui um prato cheio de representação da importância que foi o seu trabalho para a história do cinema, a partir de como os seus princípios não muito ambiciosos demonstram que a formação do seu estilo nasceu de talento e esforço. O que para ele era apenas o desejo de sempre estar realizando filmes, retratando um pouco do desespero que o levou à América e daquele que encontrou nos EUA do pós-guerra, é para nós uma arte sofisticadíssima. Sirk, a majestade do melodrama, é um poderoso espelho da vida e crítico do American Way of Life.