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Sylvio Ribeiro
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Últimas opiniões enviadas

Macho Dancer (Macho Dancer) 2

Macho Dancer

  • Sylvio Ribeiro
    1 ano atrás

    Um tesouro sociológico homoerótico do grande cineasta filipino Lino Brocka que corresponde brilhantemente ao potencial de sedução imediata do cartaz do filme. Até mesmo quem nunca ouviu falar do diretor, deparando-se com tamanha sensualidade e poesia, ficará marcado pela imagem dos dois garotos abraçados em meio a um banho de espuma e se sentirá obrigado a assistir nem que seja pela curiosidade de descobrir um filme gay filipino dos anos 80.

    Lino Brocka critica a corrupção na polícia e o abuso de poder sob os regimes de Ferdinand Marcos e de Corazon Aquino, a primeira mulher a assumir a presidência do país. O diretor foi censurado por abordar abertamente prostituição, turismo sexual e tráfico de drogas. Precisou contrabandear uma cópia integral do filme no exterior para poder aprensentá-lo em festivais. Apesar do fracasso nas Filipinas, “Macho Dancer” foi um sucesso de crítica internacional.

    Por trás da libertinagem glamurosa e decadente da vida noturna em Manila representada no filme, o protagonista encontra um submundo violento de tráfico e prostituição que manifestam de modo catártico a precariedade de quem ali vive à margem da sociedade. O ponto alto da sessão vai além de saber se o personagem é gay ou não. É o retrato sociológico de uma era — personagens contradizendo definições, preocupados acima de tudo em sobreviver.

    É uma experiência fílmica atípica não apenas pela impunidade do protagonista no ato final, mas também pela estética novelesca oriunda das referências de vida do próprio cineasta que começou a carreira no gênero do melodrama popular antes de adotar um olhar autoral. O resultado é um verdadeiro deleite entre autorretrato e realismo social — do gênero policial à telenovela com um imaginário homoerótico em planos longos a apreciar sem moderação.

  • Femme (Femme) 65

    Femme

  • Sylvio Ribeiro
    2 anos atrás

    Apesar de imagens impactantes, FEMME não questiona como parece e retrata ao meu ver muito perigosamente elementos pornográficos por trás da natureza obsessiva dos personagens. O primeiro longa da dupla Sam H. Freeman e Ng Choon Ping, fãs de Drag Race e filmes policiais de gênero, recebeu elogios nos principais festivais de cinema de 2023, estreando nos cinemas ingleses no final do ano passado e abrindo um festival belga cujo slogan "filmes que nos provocam e nos questionam" deixou-me reticente após a banalização excessiva de imaginário sexualizado deste filme, perguntando-me se isso basta para incomodar quem quer que seja na era onlyfans das redes sociais?

    O filme se apresenta em festivais como um thriller neo-noir, inspirado por obras policiais hollywoodianas da era dourada com a figura quintessencial da femme fatale. Logo, no título FEMME. Plot twist: é uma trans.figuração, previsível diga-se de passagem, das posições pré-determinadas do film noir: a mulher que é desejada por sua aparência e o homem admirado por sua masculinidade trans.formam-se numa única figura de sensibilidades femininas e masculinas permitidas pelo drag. Sendo o ponto forte da sessão um jogo de força e vulnerabilidade manifestado por ambos o personagem homofóbico e a drag queen performativa. No entanto, o olhar crítico sociopolítico é rapidamente substituído por artifícios de thriller erótico com temáticas de obsessão, desejo e vingança.

    Quem não gosta de um bom thriller? Especialmente FEMME que vai te deixar roendo as unhas postiças e esticando a peruca. E, ainda assim, é necessário engolir a dicotomia limitada, quase forçada, que se opera entre códigos de comportamento masculinos em boate hétero e femininos em boate gay, contradizendo em essência o potencial transgressivo drag que a trama poderia ter incorporado se não estivesse tão compulsivamente dedicada à representação do desejo sexual dos personagens. Em meio ao deleite de referências de espectador queer (xiè xiè rainha Chun Li!), a sessão que começara latejante em todos os sentidos do termo interrompe o gozo discursivo racial e sociopolítico muito precoce em prol de uma experiência erótica e tão eficaz como qualquer outro thriller elaborado.

  • Sleep - O Mal Nunca Dorme (잠) 39

    Sleep - O Mal Nunca Dorme

  • Sylvio Ribeiro
    2 anos atrás

    Elogiado pelo brilhantíssimo Bong Joon-ho e aplaudido de pé na Semaine de la Critique do Festival de Cannes, Jason Yu, o diretor sul-coreano de SLEEP, que havia tido um pesadelo no qual todos vaiavam a estreia do seu primeiro longa-metragem, emocionou-se com a recepção francesa deslumbrada, quase unânime. Em pleno começo de carreira, uma obra de extremo rigor técnico e de grande inteligência roteirística para com os elementos sobrenaturais que explora, referenciando à história do K-horror com a temática xamanista abordada sem perder o seu potencial de olhar social crítico e contemporâneo.

    Inclusive, é um verdadeiro retrato da "vida de casal" a partir do viés sarcástico e sem escrúpulos permitido pelas fórmulas do filme de horror. Arrastando-nos deliberadamente pelas situações traumáticas de seus personagens com o diferencial de também propor uma reflexão sobre distúrbios instrumentalizados pela medicina, o filme entrega numa experiência estética perspicaz a sua simbiose angustiante entre riso e desespero.

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