Pedro Dantas
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Últimas opiniões enviadas

Eu Prometo (Eu Prometo) 2

Eu Prometo

  • Pedro Dantas
    1 semana atrás

    Acho que a ideia teria caído melhor para uma minissérie ou série curta. Mesmo tendo só 103 capítulos, deu a impressão de ter se arrastado com pouca coisa para manter o interesse do público, tirando o bom texto e o elenco de peso. Não consegui gostar nem torcer pelo personagem do Cuoco, nem vibrar pelo romance aleatório com a Renée de Vielmond, aqui fazendo uma personagem também aleatória e de visual estranho. Casal bem sem graça.

    De qualquer forma, foi uma proposta bem diferente do típico da Janete Clair, apesar de ela ter escrito pouca coisa deste seu canto de cisne. Incrível a Globo desrespeitar a autora que deu tanta audiência para essa emissora, que não teria se tornado o que é sem ela, deletando uma novela curta de 1983 por questões "econômicas"! Inacreditável.

    Achei a Fernanda Torres meio acima do tom no início (de repente foi a direção), mas depois a bochechuda parece que pegou melhor a personagem da filha problemática - arquétipo que a Glória Perez usou e abusou em suas novelas seguintes. Malu Mader já demonstrando talento, mesmo num papel pequeno. Júlia Lemmertz me pareceu a melhor das três em cena. As três evoluíram com o tempo e se tornaram muito boas atrizes.

    Sentimentos mistos em relação à personagem de Dina Sfat, que larga um chato para ficar com outro chato (o personagem do Walmor Chagas era uma aberração, ainda mais com aquele cabelo pintado ridículo - impressão minha ou todos os homens dessa novela eram embustes? Pqp). Mas Dina é sempre Dina, profunda e intensa em tudo que falava e fazia. Num simples olhar, num simples gesto, ela dizia tudo. Amo para sempre!

    editado
  • Duas Vidas (Duas Vidas) 3

    Duas Vidas

  • Pedro Dantas
    2 semanas atrás

    Talvez a novela mais "sóbria" de Janete Clair de que se tem registro, sem os exageros românticos e dramáticos típicos de seu estilo. Aqui a autora encerrou a sua fase realista, iniciada por Fogo sobre Terra e continuada por Pecado Capital, esta última provavelmente sua melhor novela; entre Pecado Capital e O Astro, outro sucesso estrondoso, Duas Vidas acabou esquecida com o tempo, tendo sido reprisada apenas uma vez em 1981, enquanto passava Coração Alado. O compacto existente que temos de Duas Vidas é dessa reprise de 20 capítulos, dos quais 4 foram perdidos, totalizando 16 preservados. No fim, as fofocas de bastidores envolvendo Daniel Filho, Betty Faria e Mário Gomes ficaram mais famosas do que a novela em si.

    Assim como em Pecado Capital, e com Daniel Filho de novo na direção, o subúrbio carioca foi perfeitamente reproduzido em sua verdadeira essência: os cenários humildes, os diálogos comuns, a vida dura do brasileiro médio e os atores sem nenhum tipo de glamour. Em Fogo Sobre Terra havia a questão ambiental em seu cerne: o conflito central girava em torno da construção de uma represa, uma clara referência a Itaipu, obra emblemática do governo militar e do chamado "milagre econômico". No final de 1976, o milagre econômico já era apenas uma sombra, e a ditadura dava sinais claros de desgaste. Em Duas Vidas, o centro da história é a construção do metrô do Rio de Janeiro (tanto que o nome provisório da novela era "O Metrô"). Infelizmente, por conta da censura, Janete não pôde ser mais incisiva em sua crítica ao dito progresso que, apesar de necessário, tudo destrói no meio do caminho, torna nossas vidas dilaceradas e nosso ambiente feio e poluído (a ditadura destruiu qualquer noção de urbanismo das nossas cidades, hoje verdadeiras coleções de espigões de concreto e fios de energia). Nesse sentido, Janete estava próxima do realismo de seu marido, Dias Gomes, em novelas como Bandeira 2 e principalmente O Espigão, no que tange à crítica ao desenvolvimento desenfreado que esmaga e apequena o homem. Vendo os fragmentos, eu peguei uma aura de melancolia muito forte - assim como era o fim daquela vizinhança, por conta das obras do metrô, os personagens também pareciam estar condenados; das suas ruínas pessoais, tinham que reconstruir suas vidas. Por conta dessa pegada mais realista e moderna, não achei a novela "datada". Muitos problemas expostos na novela continuam sendo problemas do nosso tempo. E o sofrimento humano, bem, ele é universal.

    Um outro ponto marcante da novela é a ausência de heróis e vilões: nenhum personagem dessa novela é inteiramente bom ou mal. Leda Maria não é tão gostável quanto Lucinha de Pecado Capital: faz burradas, é feita de otária várias vezes, passa a novela inteira pendendo entre o cafajeste Dino César, o cantor "one-hit wonder", e o arrogante médico moralista Victor (achei os dois difíceis de engolir). Ainda assim, Betty Faria conseguiu criar mais uma protagonista de fibra e personalidade capaz de errar e acertar, sofrer um bocado, sem nunca deixar a peteca cair. Dino, por sua vez, é mais um anti-herói de Janete que consegue despertar a simpatia do público mesmo depois de fazer várias cachorradas (vide Carlão, Herculano, etc). Novamente temos uma rivalidade feminina de peso no mundo janeteano: Leda Maria versus Cláudia, a autoritária executiva-chefe de uma gravadora (Susana Vieira bonita como nunca, loiríssima e a cores), também enfeitiçada por Dino. Leda é o amor verdadeiro e suburbano, preterido pelo sucesso que Cláudia oferece e dá, mas Dina paga o preço alto de abandonar Leda (lembrou o conflito de Coração Alado, do artista Juca Pitanga entre a simples Vivian e a poderosa Catucha). Rivalidades à parte, a autora mostrou através de Leda Maria e Cláudia que a mulher é tudo, menos o sexo frágil. Ela trabalha, sustenta o lar, aguenta a chatice dos homens e o preconceito da sociedade e luta pelo que quer. Janete disse que não iria criar nada de novo nessa novela, e realmente não o fez. Mas a graça está justamente em como ela conduz o folhetim manjado e consegue torná-lo irresistível.

    Outras personagens femininas chamam a atenção, como Sônia. Apesar de ter achado Isabel Ribeiro e Stepan Nercessian um casal bizarro, pelo carisma de ambos ficou fácil perceber porque o casal fez sucesso. Até hoje é tabu mulher mais velha ficar com homem mais novo, mas não é impossível contornar a diferença de idade e ser feliz. Outros destaques: a atriz portuguesa Laura Soveral, comovente com sua Leonor, agarrada à memória do filho morto, projetando em Dino a imagem do falecido; Sadi Cabral como Menelau, o chefe da família do Catete; Luís Gustavo dando um pouco de graça para essa novela tão melancólica com seu divertido Valdo; Elza Gomes roubando a cena sempre; Christiane Torloni já dava sinais de talento precoce nesta que foi sua primeira novela, muito antes de virar uma paródia de si mesma fazendo milionárias histriônicas.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    O final feliz forjado dos personagens é questionável: Janete não queria que Leda e Victor terminassem juntos, alegando que não era mais possível uma reconciliação, mas o público insistiu e assim terminou, ao som de The Way We Were instrumental. Dino aparece cantando num circo para crianças, um eco bem distante do sucesso que um dia teve. Cláudia encontra um novo cantor revelação que pode moldar ao seu bel-prazer, como está acostumada a fazer, e Leonor tem de novo alguém sobre quem pode projetar a memória do filho falecido. Osvaldo descarta a vigarista Naná/Gilda (uma pena) e volta para a ex-mulher, que acontece de ser a Vera Gimenez, seu par de Anjo Mau. Sônia e Maurício vão juntos serelepes para os Estados Unidos, mas será que tudo continuou um mar de rosas? Enfim, novela não é pra se pensar no depois do "Fim", senão já viu...

    A abertura inesquecível nos lembra: a vida é uma longa e enrolada cama de gato, da qual cada um pode tirar a forma que conseguir. A música tema, séria e misteriosa, nos questiona: o que são as "duas vidas"? Duas pessoas lidando com a difícil arte de amar? A vida antes e a vida depois da demolição do bairro? A vida pobre do subúrbio x a vida rica da elite, ambas infelicíssimas? Fica a reflexão ao telespectador.

    Curiosidade: a poeta Ana Cristina César cita Duas Vidas em um poema seu, intitulado "Guia Semanal de Ideias".

  • O Jardim do Éden (The Garden of Eden) 2

    O Jardim do Éden

  • Pedro Dantas
    2 semanas atrás

    Vi esperando uma bomba, depois de ler comentários negativos, e no fim amei. Pode não ser uma obra-prima, aliás é até meio bobo, mas é um filme adorável que me cativou do começo ao fim. Corinne foi uma das mais belas atrizes da história do cinema (infelizmente sua filmografia é quase toda perdida, o que favoreceu o seu esquecimento) - destaque também para Louise Dresser, sempre ótima. Me relembrou por que eu amo filmes mudos, depois de um pequeno hiato sem ver nenhum. Sei lá, esperei pouco e me conquistou, gostei até mais do que The Divine Lady. Bem longe de merecer hate gratuito.

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