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Acho que a ideia teria caído melhor para uma minissérie ou série curta. Mesmo tendo só 103 capítulos, deu a impressão de ter se arrastado com pouca coisa para manter o interesse do público, tirando o bom texto e o elenco de peso. Não consegui gostar nem torcer pelo personagem do Cuoco, nem vibrar pelo romance aleatório com a Renée de Vielmond, aqui fazendo uma personagem também aleatória e de visual estranho. Casal bem sem graça.
De qualquer forma, foi uma proposta bem diferente do típico da Janete Clair, apesar de ela ter escrito pouca coisa deste seu canto de cisne. Incrível a Globo desrespeitar a autora que deu tanta audiência para essa emissora, que não teria se tornado o que é sem ela, deletando uma novela curta de 1983 por questões "econômicas"! Inacreditável.
Achei a Fernanda Torres meio acima do tom no início (de repente foi a direção), mas depois a bochechuda parece que pegou melhor a personagem da filha problemática - arquétipo que a Glória Perez usou e abusou em suas novelas seguintes. Malu Mader já demonstrando talento, mesmo num papel pequeno. Júlia Lemmertz me pareceu a melhor das três em cena. As três evoluíram com o tempo e se tornaram muito boas atrizes.
Sentimentos mistos em relação à personagem de Dina Sfat, que larga um chato para ficar com outro chato (o personagem do Walmor Chagas era uma aberração, ainda mais com aquele cabelo pintado ridículo - impressão minha ou todos os homens dessa novela eram embustes? Pqp). Mas Dina é sempre Dina, profunda e intensa em tudo que falava e fazia. Num simples olhar, num simples gesto, ela dizia tudo. Amo para sempre!
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Linda adaptação do romance de Veríssimo, o estilo me lembrou o cinema clássico de Hollywood (talvez por isso eu tenha gostado tanto haha). E pensar que os argentinos que acabaram filmando esse emblemático romance brasileiro, que até hoje só teve uma novela apagada da Globo e mais nada de adaptação no Brasil. A obra de Veríssimo é muito mais do que só O Tempo e o Vento! A cópia que existe na internet implora por uma restauração.