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O deputado Lucas Cantomaia está no auge de sua carreira política, prestes a concorrer a uma vaga no Senado Federal. Sua imagem pública é a de bom filho, bom marido, bom pai, além, claro, de político honesto e probo. Seu trabalho à frente da Organização de Bens Sociais, que cuida de ex-presidiários, reabilitando-os ao convívio da sociedade, é muito louvado, e abre seus caminhos no mundo da política cada vez mais.
Casado com Darlene, com quem tem três filhas, Adriana, Dayse e Dóris. Porém, no momento em que mais precisa que sua imagem de homem perfeito seja inabalável, acontece um verdadeiro turbilhão de emoções na vida de Lucas: ele se vê apaixonado por uma fotógrafa, Kelly Romani, o que compromete a questão do bom marido e do casamento feliz; seu irmão marginal Justo Dinard, que alterna temporadas livres e outras na cadeia, se reaproxima cheio de mágoa. Lucas tem de enfrentar os cada vez mais fortes ataques do principal antagonista político, Horácio Ragner, além de passar por uma crise familiar com Darlene, e o alcoolismo de Dayse.
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Acho que a ideia teria caído melhor para uma minissérie ou série curta. Mesmo tendo só 103 capítulos, deu a impressão de ter se arrastado com pouca coisa para manter o interesse do público, tirando o bom texto e o elenco de peso. Não consegui gostar nem torcer pelo personagem do Cuoco, nem vibrar pelo romance aleatório com a Renée de Vielmond, aqui fazendo uma personagem também aleatória e de visual estranho. Casal bem sem graça.
De qualquer forma, foi uma proposta bem diferente do típico da Janete Clair, apesar de ela ter escrito pouca coisa deste seu canto de cisne. Incrível a Globo desrespeitar a autora que deu tanta audiência para essa emissora, que não teria se tornado o que é sem ela, deletando uma novela curta de 1983 por questões "econômicas"! Inacreditável.
Achei a Fernanda Torres meio acima do tom no início (de repente foi a direção), mas depois a bochechuda parece que pegou melhor a personagem da filha problemática - arquétipo que a Glória Perez usou e abusou em suas novelas seguintes. Malu Mader já demonstrando talento, mesmo num papel pequeno. Júlia Lemmertz me pareceu a melhor das três em cena. As três evoluíram com o tempo e se tornaram muito boas atrizes.
Sentimentos mistos em relação à personagem de Dina Sfat, que larga um chato para ficar com outro chato (o personagem do Walmor Chagas era uma aberração, ainda mais com aquele cabelo pintado ridículo - impressão minha ou todos os homens dessa novela eram embustes? Pqp). Mas Dina é sempre Dina, profunda e intensa em tudo que falava e fazia. Num simples olhar, num simples gesto, ela dizia tudo. Amo para sempre!
SE EU NÃO ME ENGANO FOI A ÚLTIMA NOVELA ESCRITA PELA JANET CLAIR.